terça-feira, 31 de maio de 2011

Gilda, a história de uma "estrela".

Geovina Ramos de Oliveira
Gilda, a história de uma "estrela".
Foto da década de 50
“Nunca houve uma mulher como Gilda” anunciava o cartaz do filme que consagrou a atriz Rita Hayworth, lançado em Campinas em 1947. Essa mulher lendária que, dizem, só precisava tirar uma das luvas para parecer que fazia um strep tease completo, inspirou a Gilda de Campinas.
No dia 22 de abril de 1950, o Correio Popular noticiava: “Desaparece da fisionomia da cidade uma de suas figuras populares. A ‘Gilda’ foi levada para o Hospital Franco da Rocha. Lá continuará cumprindo o seu destino, continuara pensando que é ‘Gilda’”. Mas ela voltou e continuou vivendo como ‘Gilda’.
Gilda nunca revelou suas origens, seus parentes. “O mundo é meu” respondia, quando tentavam vasculhar sua vida. “Sou daqui mesmo, porque gosto daqui”, despistava. A idade? Jamais! Matava a fome e a sede pelos bares, podendo ser um pastel no Bar do Voga e um suco de frutas mais adiante na Casa das Vitaminas, mas sempre pelo centro da cidade, o palco iluminado de sua imaginação. Sempre usava faixas de miss e rainha. Ora era Miss Universo, ora Rainha do Brasil.
Gilda assegurava ser “noiva” de Orestes Quércia, político que, quando eleito prefeito de Campinas, em 1968, foi generoso com ela, doando uma casa popular para que a conhecida figura das ruas pudesse viver sossegada na Vila Rica, segundo informações de reportagens publicadas na época em jornais da cidade. Mas Gilda também se dizia viúva do cantor Francisco Alves, o famoso Rei da Voz.
Morreu com 74 anos, depois de ser internada no Mário Gatti.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Van Gogh
“Na vida pública somos super descolados,
topamos tudo, somos animadíssimos,
não temos vergonha de nada.
Falamos palavrão, gritamos, ficamos pelados,
enfim, vale tudo. Mas, na vida privada,
continuamos homofóbicos, racistas e machistas”.

Mary Del Priore

domingo, 29 de maio de 2011

O Big Bang e Eu

Salvador Dalí
“Na minha vida tão desastrada,
na alma exposta ao tormento de tanto vento
- o lençol, no varal, lá fora, que estala violento
contra si mesmo e contra o Bento -,
eis-me, finalmente, velho e sem idade
como o vendaval que, desde sempre, estrala,
no espaço onde erram e se dispersam estrelas.

Que fazer?
Mudar o mundo, justo em seu fim,
Ou, mais custoso ainda, a mim?

Nem um, nem outro:
- cultivar docemente meu jardim”.

Bento Prado Júnior (1937-2007)

sábado, 28 de maio de 2011

A Justiça brasileira

A justiça brasileira é muito torpe, vergonhosa. Há excesso de recursos onde o criminoso rico sai sempre e, Exemplos não faltam: Vai desde Pimenta Neves, Mizael, Roger Abdelmassih, e a lista fica enorme, basta querer lembrar.
Por outro lado, em especial as mulheres, não há nada que se possa fazer. A Lei Maria da Penha nada resolve porque os delegados, e principalmente, delegadas sempre interpretam que nada se pode fazer. É só lembrar aquele caso onde a mulher fez 8 Boletins de Ocorrência (BO) e nada foi feito para ela. Ao contrário, o ex-marido assassino está cumprindo uma "peninha" minima de uns 6 anos.
A profissão do advogado é inventar uma estorinha para convencer o público, jurados e o juiz de que o cliente dele é inocente, ou seja, o que importa para o advogado é livrar seu cliente por mais sujo, crápula, indecente que seja.
Que profissão hein! É pior que prostituta. Muito pior.
É uma espécie de “Roger Abdelmassih” na área do “Direito”. E ainda ficam ricos, pois cobram fortunas de seus clientes que sempre arrumam um jeito de pagar esses honorários.
Pois bem! Um país não precisa só de Educação, aliás, como educar alguém num pais onde a justiça não funciona?
moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia

vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia.

Paulo Leminski (1944-1989)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

‘O divórcio entre os jovens e a classe política’
“Dois séculos de conquistas estão sendo jogados no lixo”.
Em entrevista à Televisão da Catalunha, o escritor uruguaio Eduardo Galeano fala sobre as mobilizações que levaram milhares de jovens para as ruas de diversas cidades espanholas nos últimos dias. “Esse é um dos dramas do nosso tempo. Dois séculos de lutas operárias que conquistaram direitos muito importantes para a classe trabalhadora, estão sendo jogados na lata de lixo por governos que obedecem à uma tecnocracia que se julga eleita pelos deuses para governar o mundo. É uma espécie de governo dos governos, como este senhor que agora parece que se dedica a violar camareiras, mas antes violava países e era aplaudido por isso”.
A vida de umas das musas inspiradoras de Carlos Drumund e e Murilo Mendes é contada por Ana Arruda Callado em livro lançado pela editora Relume Dumará.
Adalgisa Nery foi uma dessas mulheres mais admiradas por aquilo que se imagina que elas sejam do que pelo que elas são. Uma Frida Kahlo, por exemplo - de quem, aliás, ficou amiga quando embaixatriz no México, nos anos 40. Frida tinha Diego Rivera assim como Adalgisa teve Ismael Nery, e tanto uma quanto outra construíram certo mérito em suas respectivas artes, Frida nos pincéis, Adalgisa com a métrica. Mas o que faz delas lendas vivas é a mística de uma beleza irrequieta, rebelde e de considerável voltagem erótica. Sua história está contada na biografia Adalgisa Nery .
"Acho que todos nós a amávamos, mesmo sem saber que se tratava de amor", escreveu Carlos Drummond de Andrade, em 1980, após a morte de uma Adalgisa paradoxalmente solitária, silenciosa, enrijecida pela amagura. Sussurrados como o de Drummond, alucinados como o de outro poeta, Murilo Mendes, os amores envolveram Adalgisa desde os 16 anos, quando, menina de beleza atordoante, fugiu para se casar com o pintor Ismael Nery. Foi a musa de seus melhores retratos.
Viúva aos 29 anos, Adalgisa Nery iria incendiar a fantasia masculina com seus versos de paixão e com seu figurino de femme fatale, "lábios muito pintados", "colos e ombros deslumbrantes". Em torno dela havia, além da permanente névoa de perfume ("Adalgisa, você vai empestear os livros", queixou-se Graciliano Ramos, seu colega de saraus na Livraria José Olympio), uma aura de extravagância misteriosa, a ponto de as pessoas atribuírem a ela amores clandestinos até com Getúlio Vargas.
Foi com um dos mais notórios serviçais do ditador que Adalgisa perpetrou, em 1940, um gesto de provocação dadaísta. Casou-se com Lourival Fontes, chefe da censura do Estado Novo, homem odiado e, de resto, feíssimo. Ao se separar, 13 anos depois, Adalgisa surpreendeu com novo rodopio, ingressando no jornalismo da escola Samuel Wainer e, depois, na política, com direito a uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo Partido Socialista.
Em 1976, tomou um táxi em Petrópolis e internou-se, sem aviso, numa clínica geriátrica de Jacarepaguá. "Não quero mais pensar em conta de luz. Também não quero que ninguém me procure mais", avisou. A interna do quarto 56 chegou a cobrir a televisão "para não ver nada do que se passava no mundo". Quatro anos depois, o pano da fatalidade desceu sobre a grande dama do mundo.

Nirlando Beirão
Jornalista e Escritor

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A velha midia e seus papagaios

Para fazer a denúncia das aventuras de Palocci, um jornal conta ao leitor que analisou documentos, fez cálculos etc. Nos dias seguintes, revela mais detalhes, cita os desmentidos, os desmentidos dos desmentidos, novos nomes, novos números. Retoma-se o caso Francenildo etc.
A velha mídia e seus papagaios de repetição bateram duro em um livro com base na leitura de apenas uma das páginas de um dos capítulos. Mais que um vexame, um papelão! O texto que se segue é de Sírio Possenti, professor do Departamento de Linguística e Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, um dos mais respeitados estudiosos da Língua Portuguesa também na Internet.
“Suponhamos que a mídia tratasse da mesma forma o caso livro do MEC. Em uma página, encontra duas ou três passagens das quais suspeita. Então, lê o capítulo, depois, lê o livro. Acha que tem alguma coisa estranha. Vai mais fundo: considera o fato de que se trata de um livro aprovado e distribuído pelo MEC. Obviamente, quererá saber se há mais algum implicado. Analisa outros livros de português abonados pelo Ministério. Encontra coisas semelhantes, pelo menos em um capítulo em cada manual. Desconfiada, porque nunca ouviu falar disso (só conhecia o manual da redação), decide investigar se é coisa do PT. Avança sobre os livros de português distribuídos no governo anterior, na certeza de que não encontrará nada disso (imagina!). Mas encontra. Tenta descobrir que conversa é essa.
O repórter pede uma diária extra, ou pede socorro à sucursal e ganha um reforço (parece ser coisa que vale a pena...). Lêem os Parâmetros Curriculares, do primeiro governo FHC (e que são um pouco confusos, mas deixa pra lá). Encontram passagens como "A discriminação de algumas variedades linguísticas, tratadas de modo preconceituoso... Por isso mesmo, o preconceito lingüístico...". Ficam apavorados. Verificam quem são os culpados. Consultam a bibliografia e encontram uma lista de autores, nacionais e estrangeiros, uns mais antigos, outros mais recentes. Dão umas googladas. Acham os temas meio complicados! Incrédulos, conferem os "créditos": Presidente da República: Fernando Henrique Cardoso (continuaria comunista?); Ministro da Educação: Paulo Renato Souza.
Como têm interesse em apurar a verdade, procuram Paulo Renato, que foi o "ministro dos PCNs". Querem entender melhor essa coisa estranha. Ele informa que vários dos que trabalharam na elaboração dos Parâmetros são paulistas, e fizeram um trabalho semelhante durante o governo Montoro (um petista doente!). Basta ir à CENP, órgão da Secretaria da Educação do Estado, e ver os documentos, ele diz. Vão.
Descobrem os textos do Projeto IPÊ (como são radicais!), que foram distribuídos a todas as escolas do Estado, distribuição seguida de numerosos cursos para professores de português, em diversas cidades do Estado e, na capital, para coordenadores pedagógicos e coordenadores da área. Está escrito: Governador: Montoro; Secretário da Educação: Paulo Renato. Dois criptocomunistas, eles pensam. Mas era apenas o primeiro governo democrático do Estado depois dos interventores!
[...]
Não entendi (mesmo!) a bronca em relação ao livro Por uma vida melhor. Num texto que escrevi para o caderno Aliás (Estadão, 22/05), cheguei a dizer que o capítulo era conservador. Reafirmo que é. Por isso, não consigo mesmo atinar com a origem da estrondosa reação. Afinal, o prof. Pasquale ministrou centenas de aulas do mesmo tipo na TV Cultura. A diferença principal é que ele "partia" de letras de música nas quais identificava um "erro" e, em seguida, dizia qual era a regra que deveria ser seguida "no formal". Mas ele nunca corrigiu as letras das músicas. Nenhuma diferença de fundo, portanto. Foi a palavra "preconceito"? Foi "pode"?”

Matéria Completa no Terra Magazine
Caspar David Friedrich
“Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado, E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos? E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho”.
Walt Whitman (1819-1892)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

«Os Dez Mandamentos de Osho»
Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos. Esta foi sua resposta:
  1. Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
  2. O único Deus é a própria vida.
  3. A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
  4. O amor é a oração.
  5. O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
  6. A vida é aqui e agora.
  7. Viva completamente acordado.
  8. Não nade, flutue.
  9. Morra a cada momento para que você possa se renovar.
  10. Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A educação na mão dos tucanos

∞ A educação na mão dos tucanos ∞
A Secretaria de Educação do governo tucano de São Paulo admitiu, ontem, que as escolas técnicas (ETECS) do Estado tiveram queda de rendimento no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar (SARESP) realizado em 2010. O levantamento mostra que, em 2010, a média dos alunos do 3.º ano do ensino médio das 116 ETECS foi menor que a obtida em 2009.
O resultado da avaliação foi inferior nos dois conteúdos:
1. língua portuguesa
2. matemática.

A questão da educação, no entanto, é mais grave que parece. O Estado de São Paulo é um “exemplo paradigmático”, como diria um acadêmico, deste tema. Por aqui tivemos 30 anos de administrações do PSDB, com o interregno de oito anos de Quércia e Fleury. Nesse período os paulistas não puderam ter uma educação pública à altura de sua economia, história e importância para o país.
Apropricação de Tecnologia
Por todas essas razões, os dados sobre a Educação em São Paulo são um alerta e um sinal da gravidade permanente do problema estadual. Eles nos remetem à necessidade, cada vez maior, de políticas públicas e recursos para a área.
Parece que não conseguimos formar professores, atualizar os currículos e a tecnologia pedagógica. Tampouco fomos bem sucedidos em nos “apoderar” dos avanços científicos e técnicos, seja em matéria de laboratórios, seja, agora, em relação à Tecnologia da Informação.
Os dados sobre a Educação em São Paulo são um alerta e um sinal da gravidade permanente do problema estadual. Eles nos remetem à necessidade, cada vez maior, de políticas públicas e recursos para a área.

domingo, 22 de maio de 2011

Colônia Cecília

∗ Colônia Cecília: Memória Anarquista ∗
Seis imigrantes italianos e a paixão a uma causa – vivenciar a anarquia na prática – estabeleceram, a Colônia Cecília, maior experiência anarquista da história do Brasil.
O final do século 19 foi um período de grandes mudanças para o Brasil. Em 15 de novembro de 1889, com a proclamação da República, chegava ao fim a monarquia que governara o país durante 67 anos. Cerca de um ano e meio antes, a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, havia extinguido a escravidão negra.
Foi nessa fase que o Brasil passou a receber maior fluxo de imigrantes europeus para colonizar as imensas áreas que permaneciam inexploradas, já que faltava mão-de-obra para trabalhar nas novas lavouras que se iniciavam nas regiões sul e sudeste.
Em 1889 por iniciativa jornalista e agrônomo italiano Giovanni Rossi, que havia pleiteado ao governo do império o estabelecimento de uma colônia experimental para os estrangeiros que fosse o núcleo inicial de uma “sociedade nova”, no município de Palmeira – PR.
Rossi e seus companheiros, que se intitulavam "filósofos ácratas" chegaram, porém, ao Brasil depois de instaurada a república, e tiveram por isso de enfrentar as maiores dificuldades, de vez que o novo regime não reconhecia as concessões de terras antes outorgadas pela monarquia aos estrangeiros.
Rossi conhecera Carlos Gomes em Milão, por volta de 1888, e foi o músico brasileiro que o animou a dirigir-se a D. Pedro II.
O primeiro núcleo de libertários que vinha fundar a Colônia Cecília chegou ao Brasil em 18 de fevereiro de 1890. Vieram cheios de idealismo e acreditando na experiência anarquista, e uma oportunidade de aplicar os princípios socialistas à produção do coletivo, e nas relações pessoais e até às relações amorosas, que deveriam assentar no Amor Livre.
Transcorria o ano de 1893 quando uma inesperada epidemia de crupe atingiu os habitantes da Colônia Cecília, em pleno inverno, matando sete jovens, inclusive duas filhas pequenas de Rossi. Esse período coincide com o acirramento dos ânimos entre os anarquistas e a população local, depois da recusa dos párocos em permitir o enterro das meninas no cemitério de Palmeira. As autoridades da igreja alegavam que os italianos não seguiam orientação religiosa e não podiam, portanto, receber as exéquias cristãs. Rossi e seus amigos tiveram de improvisar um local para enterrar seus mortos e o cemitério, para sempre, seria conhecido como “o cemitério dos renegados”.
No ano de 1894, a Colônia Cecília chegava ao fim. Muitos de seus moradores migrariam para as cidades vizinhas em busca de melhores condições de vida, outros, partiriam para a Curitiba onde contribuíram para a formação dos primeiros movimentos operários da capital.
Rossi foi lecionar agronomia em Taquari RS. Transferiu-se depois para Santa Catarina, onde dirigiu a estação agronômica do estado, retornando à Itália em 1907, para retomar sua atividade profissional como vitivinicultor.
Em 1989 - Colônia Cecília foi uma minissérie brasileira exibida pela Rede Bandeirantes, escrita por Patrícia Melo e Carlos Nascimento, e dirigida por Hugo Barreto.

sábado, 21 de maio de 2011

Violação Sexual

∗ Estupro ∗
Edgar Degas (1834-1917)
Paul Rubens (1577-1640)
Nicolas Poussin (1594-1665)
Estupro ou violação é a prática não consensual de conjunção carnal, imposta por meio de violência ou grave ameaça de qualquer natureza, ou ainda imposta contra pessoas incapazes de consentir.
A psicologia evolucionista prega que o comportamento humano vem de mecanismos psicológicos que são o produto da seleção natural durante a era das cavernas. Diz que os homens sentem mais desejo sexual, são mais promíscuos.
No entanto todas as regras e leis de enclausuramento, mutilação genital, morte por adultério etc., são feitas para restringir e punir a sexualidade feminina. E além do mais em todos os lugares do mundo os homens estupram mulheres.
Por quê?
Já está provado que o estuprador sente prazer em ver a pessoa sofrer, e os homens fazem isso até com suas filhas....
Por que homens abusam até de filhas? Como explicar isso?
Creio que é por falta de punição, falta de valoração da mulher.

Lembretes

É importante acordar
a tempo

é importante penetrar
o tempo

é importante vigiar
o desabrochar do destino.

Orides Fontela (1940-1998)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Charge

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrevista

∗ Robert Fisk na GloboNews ∗:
Se me contassem, eu não acreditaria, mas ouvi em inglês e ainda li as legendas. Nesta segunda-feira à noite, o britânico Robert Fisk, um dos mais conceituados jornalistas do mundo, terminou sua entrevista à GloboNews, com uma declaração bombástica: “Já estive em São Paulo e a máfia que encontrei lá é mais perigosa que a Al Qaeda.”
Disse sério. E, estranhamente, a entrevista terminou nesse momento…
Qual máfia? Por que é a mais perigosa? Perguntas que estariam no manual básico de qualquer entrevistador num momento desses, mas ficaram sem resposta. A entrevista terminou aí, sem mais, nem menos.

Por Ana Helena Tavares
Veja matéria completa no link abaixo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Edward Cucuel
É proibido pisar na grama,
o jeito é deitar e rolar.

Chacal
(Ricardo de Carvalho Duarte)

Médicos da febre amarela

‘Médicos da febre amarela em Campinas’
Dr. João Guilherme Costa Aguiar se envolveu tanto com os doentes da terrível peste que ao final ele mesmo veio a contrair a enfermidade sendo mais tarde uma de suas vitimas.
Com a epidemia da febre amarela um médico se destacou pelo seu exemplo de dedicação e abnegação aos doentes.
Ele foi um dos quatro médicos que permaneceram em Campinas para auxiliar as vítimas. Os outros eram Ângelo Simões, Germano Melchert e Alves do Banho. Como os colegas, Costa Aguiar trabalhou intensa e gratuitamente. Dirigiu a enfermaria municipal instalada no edifício do Circolo Italiani Uniti (atual Casa de Saúde), de 4 de abril até meados de maio. João Guilherme da Costa Aguiar nasceu em Itu em 11 de junho de 1856 e morreu em 19 de maio de 1889. Estudou no colégio dos padres jesuítas de Itu e formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1878. Algumas das cartas por ele escritas no período da epidemia são bem expressivas. Trechos delas foram reproduzidos pelo médico Cesário Mota Júnior (1847-1897), em artigo publicado logo depois de sua morte. “Continuamos a lutar com o dragão que ameaça devorar a população desta cidade. Creio que, das pessoas que não puderam sair, raras serão as que escapem da ação terrível do contágio. O número de médicos está muito reduzido; mas hei de ser dos últimos a sair. Levei para fora minha família. Fiquei só, mas tranquilo, melhor aparelhado para a luta. Vai-se criar mais uma enfermaria, exclusivamente para italianos, que são os que mais morrem. Creio que serei o médico, por que cada um de nós precisa concorrer com o que em si está para o bem geral”, dizia. E realmente Costa Aguiar foi o incumbido da direção da enfermaria do Circolo Italiani Uniti. Em outra missiva, escreveu: “Hoje vi poucos doentes, 62 até esta hora (3 da tarde), ao passo que tem havido dias de ver 90, e não mais por fadiga”.

Fonte:
Livro: "Febre Amarela"
Autores: Lycurgo de Castro Santos Filho e
José Nogueira Novaes

18 de Maio
'Dia Internacional dos Museus'
Museu Imperial - Petrópoles
Quando entramos em um museu estamos adentrando em uma verdadeira máquina do tempo, a nos proporcionar uma viagem pelos séculos de um mundo e de uma humanidade, que sequer sonhávamos existir.
Os museus são uma contribuição única no mundo. Através dos anos, preservam os objetos que foram utilizados, inventados ou descobertos pelo homem ao longo de sua existência histórica.
No Brasil, os locais considerados como patrimônio de todos os povos são:
  1. Ouro Preto (Minas Gerais);
  2. Olinda (Pernambuco);
  3. São Miguel das Missões (Rio Grande do Sul);
  4. Salvador (Bahia);
  5. Congonhas do Campo (Minas Gerais);
  6. Parque Nacional de Iguaçu (Paraná);
  7. Brasília (Distrito Federal);
  8. Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí);
  9. Centro Histórico de São Luís (Maranhão),
  10. Diamantina (Minas Gerais),
  11. Pantanal Matogrossense (Mato Grosso do Sul),
  12. Parque Nacional do Jaú (Amazonas),
  13. Costa do descobrimento (sul da Bahia e norte do Espírito Santo),
  14. Mata Atlântica do Sudeste (da Serra da Juréia, em São Paulo, até a Ilha do Mel, no Paraná),
  15. Parque Nacional das Emas e Parque Nacional Chapada dos Veadeiros (Goiás),
  16. Centro de Goiás (Goiás) e Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (Pernambuco e Rio Grande do Norte).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Haikai

Em cima do morro
araucária solitária
pedindo socorro.

Delores Pires

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alberto Vargas
É necessário conhecer seu próprio abismo
E polir sempre o candelabro que o esclarece.

Tudo no universo marcha, e marcha para esperar:
Nossa existência é uma vasta expectação
Onde se tocam o princípio e o fim.
A terra terá que ser retalhada entre todos
E restituída em tempo à sua antiga harmonia.
Tudo marcha para a arquitetura perfeita:
A aurora é coletiva.

Murilo Mendes (1901-1975)
Consulto a luz dos meus astros,
cada qual de cada vez.
Primeiro olho o do meu peito:
um sol turvo é o meu defeito.
A minha amada adormece
desgostosa do que sou:
a estrela da minha fronte
de descuidos se apagou.

Ela sonha mal do rumo
que minha galáxia tomou.
Não sabe que uma esmeralda
se esconde na dor que dou.

A cara consigo ver,
sem tremor e sem temor,
da treva engolindo a flor.
Percorre a mata um espanto.

A constelação que outrora
ardente cruzava o campo
da vida, hoje mal demora
no fulgor de um pirilampo.

Mas vale ver que perdura
serena em seu resplendor,
mesmo de luz esgarçada,
a nebulosa do amor.

Thiago de Mello

domingo, 15 de maio de 2011

olhar de pássaro
em pétalas retidas

beleza que fere
e impulsiona o hálito
delicado do vento.

Lau Siqueira

sábado, 14 de maio de 2011

Esse canto
é azul, azul, azul
quase branco.

Claudio Daniel

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Maria Monteiro

ℵ Maria Monteiro ℵ
A cantora lírica Maria Monteiro
Zica era o apelido que Maria Monteiro recebeu em casa, ainda pequena, quando já demonstrava vocação musical. Filha do professor de música e organista Francisco Monteiro e de Joaquina Leopoldina Andrade Monteiro, ela nasceu em 16 de janeiro de 1870. Era prima distante do maestro Carlos Gomes.
Há poucas fotos em arquivos de Maria Monteiro, que foi a primeira cantora lírica brasileira e é homenageada, desde 1923, com uma rua no Cambuí – antes disso, a via chamava-se São Miguel.
Estudante dedicada, Zica iniciou os estudos musicais em Jundiaí, com o professor Romão do Prado. Depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas, com o professor Emílio Giorgetti. Na adolescência, cantava em coros da igreja e na escola. Ao representar Verônica, a personagem bíblica que limpou a face de Cristo no Calvário, durante procissão do Senhor Morto, Maria Monteiro foi vista como uma garota de talento. Sua voz ecoou em 8 de dezembro de 1883, na festa de inauguração da Matriz Nova de Campinas. Ela tinha apenas 13 anos e foi elogiada em texto publicado na Gazeta de Campinas.
A menina encantou até o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em 1886, numa apresentação na escola, como parte da programação oficial para recepcionar o casal real. Incentivada pela imperatriz, a garota ganhou uma bolsa de estudos e foi morar na Europa. Formou-se maestra e artista de canto. Um ano depois, viajou para Milão, onde ficou sob a proteção de Carlos Gomes e estudou canto lírico.
Em 1889, iniciou a carreira profissional, com estreia no Teatro de Peruggia, na ópera Mefistófeles. Brilhou e conquistou os palcos de outros países, como Itália, França, Inglaterra e Espanha, nas óperas Carmem e Cavalaria Rusticana.
Casada com o rico comerciante italiano Ermenegildo Grandi, Maria Monteiro abandonou a carreira para dedicar-se ao lar, como era da vontade do marido. Morreu em 1897, aos 27 anos, vítima de infecção na garganta e comprometimento nos pulmões. Foi sepultada no Cemitério de Stagliano, perto de Gênova, na Itália.
Monumento
A modelo utilizada para a representação alegórica da cidade de Campinas no monumento-túmulo do maestro e compositor Carlos Gomes, na Praça Bento Quirino, é a cantora lírica Maria Monteiro. A escultura foi feita em 1905 por Rodolfo Bernardelli, escultor mexicano que lançou suas obras no País e naturalizou-se brasileiro em 1874. Localizada entre as ruas Barreto Leme, Sacramento e Barão de Jaguara e a Avenida Benjamin Constant, na região do “marco zero”, a Praça Bento Quirino é portadora das marcas históricas mais antigas da cidade.