domingo, 29 de dezembro de 2013


Alfred Gockel
“Como pode uma mente,
presa do tumulto da aflição
e do sofrimento de cada dia,
presa da ignorância e da limitação,
conhecer o que ilimitado, Inefável?
Como pode o que é produto do tempo, conhecer o atemporal?
NÃO PODE.
Por conseguinte, não pode sequer pensar a respeito de Deus”.

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A origem do Natal

Gerard David (1460-1523) – pintor holandês
Natal ou Dia de Natal é um feriado e festival religioso cristão comemorado anualmente em 25 de Dezembro, originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), e adaptado pela Igreja Católica no terceiro século d.C., para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, passando a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré. O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.
Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo. A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.
Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse (‘Christ’s mass’) que quer dizer missa de Cristo.
Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus Cristo e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C., no entanto parece que os primeiros registos da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do sec. II.
Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro. A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte15 Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380.
No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.
Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo o madeiros, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnalia, tornaram-se sincretizados ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesca na Idade Média, a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX. Além disso, a celebração do Natal foi proibida em mais de uma ocasião, dentro da cristandade protestante, devido a preocupações de que a data é muito pagã ou anti-bíblica.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os números governam o mundo

O mês de agosto do ano que vem terá características prodigiosas: dele constarão cinco sextas-feiras, cinco sábados e cinco domingos. Segundo os versados em calendários, essa conjunção de fatores ocorre somente a cada 823 anos. Portanto, nós que estamos passando pela aventura de viver nos tempos de hoje, jamais teremos a oportunidade de presenciar esse fenômeno outra vez.
Há quem diga que essa coincidência rara são prenúncios de acontecimentos aziagos: ruínas pessoais, doenças inesperadas, desastres coletivos, revoltas da natureza, fome, guerras, crises econômicas, safras perdidas, mensalões, crimes organizados e toda ordem de bandalheira que podem infelicitar os povos.
No entanto, como nasci em agosto, no dia 13, que são dois parâmetros normalmente indicadores de azar, mas me considero um cara de sorte, vou demonstrar aos leitores da Revista Bula que os sinais do mês de agosto são razões muito mais de regozijos e de renovações de esperanças para o ano que vem do que mesmo de preocupações transcendentais.
Começo pelo dia de meu nascimento, o nº 13. Este número, à primeira vista, pode sinalizar situações de desequilíbrio, de mau agouro. Filipe da Macedônia foi assassinado logo após acrescentar sua estátua às 12 dos deuses superiores. Cristo foi crucificado depois de reunir na Última Ceia com seus 12 apóstolos. O 13º capítulo do Apocalipse é o do Anticristo e da Besta. Mas se examinarmos detidamente, o 12 que representa o ciclo completo, ao desequilibrar-se por receber o nº 1, o marco inicial, abre as possibilidades para um novo ciclo, com as possibilidades de novas ondas de crescimento e melhoria. A morte de Filipe oxigenou o império macedônio. A crucificação de Cristo trouxe a ressurreição com a esperança de salvação eterna às criaturas de Deus. E depois da ação do Anticristo e da Besta, está prometido o quiliasmo — os 1000 anos em que Satanás será amarrado no fundo do poço e haverá paz e harmonia sobre a Terra, quando poderemos tirar proveito de todos os mistérios gozosos.
Ainda o nº 13, quando depurado em sua prova dos noves fora, resulta no nº 4: 1+3 = 4. O nº 4 (resultante do nº 13 já depurado) simboliza o equilíbrio, a perfeição, a totalidade da criação: 4 pontos cardeais, 4 rios do paraíso, 4 fases da lua, 4 estações do ano, 4 elementos da natureza, os 4 setores do universo no cruzamento do meridiano com o paralelo, as 4 letras do nome de Deus, ou do nome de Adão (primeiro homem), os 4 evangelistas, as 4 patas do jumento que levou Jesus ao Egito em fuga de Herodes, os 4 cabeludos de Liverpool, os 4 anos de mandato de presidente e assim por diante.
O mês de agosto, representado pelo nº 8, é o dobro de 4. Ou seja, ao contrário do que o senso popular presume, que agosto é mês de desgosto, é na verdade um momento duplamente predisposto para o acontecimento de fatos auspiciosos, de conspirações prodigiosamente a favor. Com base nesta rápida demonstração, posso concluir que ter nascido no dia 13 de 8 é um sinal de ótimos augúrios. E, pensando bem, minha vida tem sido realmente uma prova dessa conjunção bem sucedida e venturosa.
Passemos então à conjunção de fatores que ocorrerão no próximo mês de agosto: 5 sextas, 5 sábados e 5 domingos: o tal fenômeno que só acontece a cada 823 anos. Para Pitágoras e seus epígonos, o 5 é um nº de bons augúrios, o casamento do céu (3) e a terra (2), os 5 continentes, os 5 oceanos, os 5 sentidos plenos, a estrela de 5 pontas, a flor de lótus de 5 pétalas, os pentagramas das catedrais góticas. Além de ser o algarismo equidistante, o ponto de equilíbrio entre o 1 e o 9. Na Cabala do Jubilados representa a pessoa certa para as horas incertas. É tudo de bom.
Já o número que registra a frequência tão espaçada desse fenômeno não deixa de vir carregado de simbolismos herméticos: 823. Se somarmos 8+2+3 = 13. O nº da retomada do Tarô. Fazendo a depuração é 1+3 = 4, o signo das potencialidades perfeitas.
Agora, atentem para as datas dos dias que ocorrerão cinco vezes no mês de agosto (Confira nas colunas do calendário). Vamos à depuração das sextas-feiras: 1+8+15+22+29 = 75. 7+5= 12. Que equivale a 3X4. Ou seja, 3 vezes o nº da perfeição pleonástica, o nº da conclusão do ciclo levado a bom termo. A depuração das datas dos sábados: 2+9+16+23+30 = 80. Fazendo a depuração 8+0 = 8. Ou seja, 2X4. 2 vezes o nº das potencialidades totais. Já a depuração das datas dos domingos arremata sem que pairem dúvidas no ar: 3+10+17+24+31 = 85. 8+5 = 13. 1+3 = 4. O número solteiro e absoluto da totalidade celeste e terrena. O número mais auspicioso da simbologia numérica, desde o advento das ideias pitagóricas.
Portanto, aproveitemos os bons fluidos e as premonições alvissareiras do ano que vem. Cada qual com suas pretensões e potencialidades. Será um ano fantástico, com os vaticínios numerológicos apontando para o mês de agosto como apogeu de nossas realizações. Mas como diz o velho mandamento deôntico: façam de sua parte… Se alguma coisa lhes acontecer de errado, será por falta de talento pessoal, por impudência, imperícia ou negligência na condução de seus projetos. E não por carência de conjunções transcendentes nos bastidores astrais.
Um feliz 2014 a todos!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

História

Hendrik van Bale
Cada época é definida pelo que apresenta de novo, de especificamente seu. Pode não ser um alto pensamento filosófico, uma grande reforma moral, uma arte requintada, uma ciência generosa. Mas há de ser a dádiva de qualquer uma dessas manifestações humanas, ou todas, numa concepção inteiramente inédita, original, inconcebível noutro tempo da história. Ora, quem olhar de boa-fé, sem cataratas e com o passado na memória, é obrigado a reconhecer que, se a nossa era tem um cunho, uma personalidade, uma cara própria, tal dom foi-lhe dado pelos Estados Unidos. Boa ou má, a arquitetura atual é americana. Americana pela concepção, e americana pela realização. Embora seja doloroso confessá-lo, a verdade é esta: quando mais tarde, os nossos tetranetos falarem de estilos, religiosos ou profanos, hão de exprimir-se assim: depois da Grécia e de Roma, a humanidade teve o românico, o gótico e o barroco e… os arranha-céus. O seu a seu dono. Na atualidade, tudo quanto se constrói fora da asa prática do cimento e do aço, como caráter, é uma babugem do já feito e refeito. Vivo, singular, próprio – as casas de incontáveis andares de Manhattan. Mas se passarmos da arquitetura para o cinema, a grande expressão artística do presente, quem é que se atreve a negar que essa expressão é tipicamente americana? Cinema russo, cinema alemão, cinema francês…e acaba-se sempre em Hollywood. Arte alicerçada na técnica, onde poderia ser a sua pátria natural senão no país que a levou ao esplendor conhecido? É certo que a maioria dos sábios, dos artistas, dos filósofos e de todos os que são de verdade os obreiros daquela grande nação, nasceram aqui, na Europa. Tal circunstância, porém, não muda a face das coisas. O fato de só nos Estados Unidos, e apenas lá, terem dado a medida do seu génio, integra-os na expressão coletiva americana. Que importa que Charlie Chaplin seja inglês com quantos glóbulos tem? A humanidade há de entendê-lo sempre ligado às rodas e às ruas de Nova York…”
E termina o diálogo com uma magnífica metáfora:

“Provado que Deus fez as abóboras e as melancias, provado está que fez também os melões. Agora o que podemos é não gostar das abóboras, das melancias e dos melões que crescem nas hortas doutros continentes…”
Miguel Torga (1907-1995)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Maicon Jackson

Maicon Jackson - 1969 em Malibu

O Tempo Vivido

Jean Discart
Para mim, filosoficamente (se posso ter a pretensão de usar tal palavra), o presente não existe.
Só o tempo passado é que é tempo «reconhecível» — o tempo que «vem», porque «vai», não se detém, não fica presente.
Portanto, para o escritor que eu sou, não se trata de «recuperar» o passado, e muito menos de querer fazer dele lição do presente. O tempo vivido (e apenas ele, do ponto de vista humano, é tempo «de fato») apresenta-se unificado ao nosso entendimento, simultaneamente completo e em crescimento contínuo.
Desse tempo que assim se vai acumulando é que somos o produto infalível, não de um inapreensível presente.
José Saramago (1922-2010)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Revolução Francesa

A Revolução Francesa foi a
primeira manifestação política feminina.
Eugène Delacroix - "A Liberdade guiando o povo"
"Os homens tomaram a Bastilha, as mulheres tomaram o Rei": assim o historiador francês Jules Michelet (1798-1874) resumiu o alcance da primeira grande manifestação política feminina ocorrida na Revolução Francesa – que mudou a dinâmica do processo revolucionário, imprimindo-lhe a marca de uma crescente radicalização.
O ato ocorreu no dia 5 de outubro de 1789, quando, encabeçadas pelas vendedoras de peixe de Paris, cerca de 7 mil mulheres, armadas de facões de cozinha, lanças rústicas (piques), machados e dois canhões, marcharam a Versalhes, sede da Corte Real e da Assembleia Nacional, para protestar contra a escassez e o preço do pão, arrastando atrás de si soldados da Guarda Nacional e outros homens.
No dia seguinte, exasperadas com a crise de abastecimento e a atitude de Luís XVI, que vetava sistematicamente todos os decretos revolucionários da assembleia, as manifestantes pressionaram o Rei a abandonar o Palácio de Versalhes e o escoltaram à capital.
"Foi uma iniciativa política sofisticada, porque, com a concentração do poder em Versalhes, o rei ficava longe da pressão popular e mais exposto às influências da rainha e da corte, e se utilizava do direito de veto, que ainda possuía no início da Revolução, para impedir que as reformas fossem realizadas. Ao trazerem Luís XVI para Paris, as mulheres mudaram o centro de gravidade do processo revolucionário e propiciaram à população da capital um novo protagonismo", disse Tania Machado Morin, autora do livro "Virtuosas e perigosas: as mulheres na Revolução Francesa", que será lançado no fim de janeiro.
As "mães republicanas" e as "fúrias do inferno"
Constituiu-se, assim, no imaginário da época, a dicotomia "virtuosas versus perigosas". Como Morin explica em seu livro, "virtuosas" eram as mulheres idealizadas pelos líderes da Revolução: as "mães republicanas" que, por meio do parto, do aleitamento e da educação dos filhos, preparavam a futura geração de patriotas. "Perigosas" eram "as militantes, às vezes armadas, que denunciavam a incompetência e a corrupção dos governantes e exigiam a punição dos 'traidores do povo'".
No entanto, as militantes, cuja principal organização política foi a Sociedade das Cidadãs Republicanas Revolucionárias, não tinham uma agenda propriamente feminista.
"Elas tinham, sim, uma agenda 'terrorista'. Isto é, apoiavam o 'terror revolucionário' como forma de governo: queriam a destituição dos aristocratas de todos os cargos públicos e das chefias do exército; a adoção do 'máximo', ou seja, do tabelamento dos preços dos gêneros de primeira necessidade; a estrita vigilância em relação aos contrarrevolucionários e açambarcadores de mercadorias, com a prisão, julgamento e eventual execução dos traidores; e outras medidas radicais", afirmou Morin.
Peixeiras versus militantes politizadas
Um grave conflito entre as vendedoras de peixes e as militantes – que mobilizou um grande grupo de mulheres e acabou em agressões físicas – foi a gota d'água que possibilitou ao Comitê de Segurança Geral extinguir, não apenas a Sociedade das Cidadãs Republicanas Revolucionárias, mas todos os outros clubes femininos do país.
"As mulheres foram silenciadas e confinadas ao lar. As francesas só acederam aos direitos cívicos após a Segunda Guerra Mundial. Por isso, algumas historiadoras acham que nada restou da participação feminina revolucionária. E que entre as precursoras do feminismo e as feministas modernas não há nenhum elo", afirmou Morin.
A historiadora, no entanto, discorda dessa posição. "A Sociedade das Cidadãs Republicanas Revolucionárias foi o protótipo dos clubes políticos de mulheres que surgiram na revolução de 1848. Aqueles seis primeiros anos da Revolução ficaram na história das lutas pela cidadania e serviram de inspiração para as gerações futuras", afirmou.

sábado, 14 de dezembro de 2013

A Deliciosa Solidão dos Anos de Maturidade

Ticiano Vecellio
O que é significativo na existência de cada um é algo de que dificilmente temos consciência e não deve seguramente incomodar os outros. O que sabe um peixe acerca da água na qual nada durante toda a vida?
A amargura e a doçura vêm do exterior, as dificuldades do interior, dos nossos próprios esforços. Na maior parte das vezes faço as coisas que a minha própria natureza me compele a fazer. É embaraçador ganhar tanto respeito e amor por isso. Também me foram atiradas setas de ódio, mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertencem a outro mundo, com o qual não tenho qualquer tipo de ligação.
Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.
Albert Einstein (1879-1955)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Pesquisadora diz ter localizado Jardins Suspensos da Babilônia

Até agora não tinha sido possível localizar o sítio, por falta de provas arqueológicas e documentos fidedignos.
Uma pesquisadora britânica Stephanie Dalley, da Universidade de Oxford, acredita ter descoberto o local exato onde há 2600 anos terão florescido os Jardins Suspensos da Babilônia. Segundo a acadêmica, eles localizar-se-iam onde é hoje a região central do Iraque, perto de Mosul, um sítio que atualmente é tudo menos seguro.
Considerados pelos gregos da Antiguidade Clássica como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, a par de outras como as pirâmides de Gizé, no Egito, o Colosso de Rodes, na Grécia, ou o Farol de Alexandria, os Jardins nunca puderam ser localizados ao certo. O facto é que deles não restaram documentos arqueológicos, nem indicações concretas em textos fidedignos, havendo inclusivamente autores que consideram que eles poderão até nunca ter existido. Não é isso que pensa Stephanie Dalley e por isso foi à procura deles. Ao fim de 20 anos, diz ter encontrado o sítio onde se ergueram.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A luz que me leva pela mão

Camille Pissarro
Nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível, que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo.
[...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. Quando a possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte; precipito-me para a agarrar e ela desaparece. Não sei que fazer e esgoto as minhas forças. Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade, e a não considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da sua infinita misericórdia.
[...] Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se e depois foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos - isso pertence aos perfeitos -, mas é quando estamos em trabalhos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece de longe e consigo senti-la no meu coração.
Grito até ficar estrangulado de tanto querer agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço tudo, sento-me e choro, desesperando de a tornar a ver assim mais uma vez. Quando já chorei muito e consinto em parar, então, vindo misteriosamente, ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está aqui a iluminar o meu espirito com uma luz tão doce.
São Simeão (949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nos Jardins de Epicuro

William-Adolphe Bouguereau - Jardins de Epicuro
“... a prudência é o princípio e o supremo bem,
razão pela qual ela é mais preciosa do que a própria filosofia;
é dela que originaram todas as demais virtudes;
é ela que nos ensina que não existe vida feliz sem prudência,
beleza e justiça, e que não existe prudência
beleza e justiça sem felicidade”.

Epicuro (341 a 271 a. C.)

domingo, 1 de dezembro de 2013

A sabedoria adquire-se com o conhecimento e o empenho espiritual

Karl Witkowski
“O valor do homem não reside
apenas na luz da sua inteligência,
mas antes, e acima de tudo, no sentimento,
na intimidade e na
profundidade da alma”.

Immanuel Kant (1724-1804)