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sábado, 29 de agosto de 2015

Jesus

Novas evidências reforçam a teoria
de que Jesus era casado.
“Evangelho da Esposa de Jesus”, como o papiro foi nomeado, traz também uma referência a uma discípula chamada Maria.
Novos testes em um controverso fragmento de papiro reforçam as evidências de que Jesus tinha uma esposa. O “Evangelho da Esposa de Jesus”, como foi nomeado, é um excerto, não maior do que um cartão de crédito, contendo um texto cóptico que traria referências de Jesus dizendo as palavras “minha esposa” e também se referindo a uma discípula chamada “Maria”. As informações são do The Independent.
Papiro divulgado em 2012 causou controvérsias por reforçar que Jesus teria sido casado

Estudos feitos no ano passado estipularam que o documento foi originado entre os séculos VI e IX Depois de Cristo (D.C.). Mas Christian Askeland, pesquisador associado do Instituto de Pesquisa Bíblica e Septuaginta de Wuppertal, na Alemanha, acredita que as similaridades entre o evangelho e o papiro contendo o Evangelho de João indicam que ambos são falsos.
Segundo o professor, a datação feita por radiocarbono mostrou que o Evangelho de João foi escrito há 1200 anos e em uma língua extinta há 300, portanto, o documento era falso. De acordo com ele, a chance do Evangelho da Esposa de Jesus ter sido escrito pelo mesmo autor é grande, o que comprovaria que ambos são forjados.
Porém, pesquisadores da Universidade de Columbia estão fazendo novos testes e dizem que os primeiros resultados descartam a teoria de Askeland.
James Yardley, que está trabalhando nas pesquisas, disse à publicação LiveScience que “em nossos primeiros testes, já podemos dizer que as tintas usadas nos dois papiros (no Evangelho da Esposa de Jesus e no Evangelho de João) são bem diferentes. Os resultados recentes confirmam fortemente essa observação”. Yardley afirmou que não daria mais detalhes até que o estudo fosse divulgado.
Apesar das evidências levarem a crer que o evangelho encontrado seja verdadeiro, ainda não há uma resposta de como isso afetaria o cristianismo.
A professora Karen King, especialista da área de teologia de Harvard, que anunciou a descoberta do texto em 2012, disse que enquanto o documento não prova concretamente que Jesus tinha uma esposa, ele pode iniciar um debate sobre os primeiros cristãos e se o “modo ideal” de viver é o celibatário.
Ela também já havia afirmado no ano passado que o “principal tópico” do papiro é se mulheres que eram mães e esposas também podiam ser discípulas. “Esse fragmento do Evangelho nos dá um motivo para reconsiderar o que pensávamos saber sobre o status conjugal de Jesus e as controvérsias que isso gerou na forma que os cristãos encaram o casamento, celibato e família”, afirmou a pesquisadora em 2012, época da descoberta.

Fonte:
( Site Terra )

domingo, 16 de agosto de 2015

São Roque

M. Heymans - Saint Roch

São Roque (1295-1327). O Dia de São Roque é comemorado anualmente em 16 de Agosto. É homenageando o considerado padroeiro dos inválidos e cirurgiões, além de ser o protetor contra a peste e demais epidemias.
Nascido em uma família rica e nobre, São Roque viveu no século XIII, na cidade francesa de Montpellier. Quando ficou órfão, teria distribuído toda a sua herança entre os podres e vivido como um peregrino andarilho.
São Roque viveu durante o terrível período da peste negra, na Europa, que teria devastado metade da população da época.
Depois de visitar Roma (período que alguns biógrafos situam de 1368 a 1371), onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede. O cão pertenceria a um rico homem, de nome Gottardo Palastrelli, que apercebendo-se miraculosamente da presença de Roque, o terá ajudado, sendo por ele convertido a emendar a sua má vida.
São Roque curou-se e tornou-se andarilho dedicando-se a curar e cuidar dos inúmeros doentes, passando pelas aldeias e levando a palavra de Deus para os enfermos.
São Roque morreu em 16 de Agosto de 1327, na prisão por ter sido confundido como espião. De acordo com a lenda, o carcereiro, que era manco de nascença, quando tocou no pé de São Roque para confirmar a sua morte, teria se curado imediatamente e começado a andar normalmente.

O interessante é que minha mãe para me castigar quando eu era adolescente não me dava comida. Aí uma irmã mais nova me trazia comida escondido e a minha mãe a chamava de "cachorrinho" de São Roque.
Minha mãe era super-religiosa. Por isso detesto religião, porque a religião não faz ninguém melhor
.

domingo, 14 de junho de 2015

'Luz divina' que fez Paulo virar cristão era meteoro, diz estudo

Giovanni Battista Gaulli – The Conversion of Saint Paul
Paulo não olhou para Jesus, mas em um meteorito quando estava a caminho de Damasco, diz astrônomo.
William Hartmann, co-fundador do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona, EUA, explicou em um artigo publicado na revista Meteoritics and Planetary Science,o que tanto inspirou o apóstolo Paulo a seguir Jesus Cristo poderia ter sido um meteorito.
Segundo a Bíblia, antes dele se converter, o apóstolo Paulo era um dos perseguidores mais zelosos dos cristãos. Mas durante uma viagem a Damasco, ele viu uma luz brilhante no céu.
O apóstolo ficou cego por três dias e ouviu uma voz ou um som divino. A experiência que ele teve o deixou tão impressionado que acabou abraçando a fé cristã.
Hartmann acredita que o meteorito que caiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, poderia ser um bom exemplo do que Paulo experimentou. Ao mesmo tempo, o cientista sublinha que não tem a intenção de desacreditar o cristianismo com a sua interpretação, mas, simplesmente quer mostrar como um meteorito poderia ter mudado o curso da religião.
A voz que Paulo ouviu, foi apenas o barulho da explosão. Hartmann diz que a descrição de luz no céu, e o som ensurdecedor e a cegueira temporária corresponde tudo coincide com os eventos de um meteorito.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crescimento do Islamismo

Até 2050, islamismo crescerá 73% e será religião que mais terá se expandido no mundo, diz estudo. Alta taxa de fertilidade e significativa população abaixo de 15 anos são motivos que explicam aumento de muçulmanos no planeta nas próximas décadas.
Conforme a recém-publicada pesquisa do Pew Research Center, a religião muçulmana irá ultrapassar o número de cristãos no mundo em meados dos anos 2050. Isto pode concretizar o Choque das Civilizações e a Reconstrução da Nova Ordem Mundial de Huntington?
Família muçulmana na Malásia
O Pew Research Center é um dos mais importantes “think tank” dos Estados Unidos, com sede em Washington. Segundo o estudo chamado “The Future of World Religions: Populations Growth Projetions, 2010 – 2050”, a religião muçulmana alcançará o mesmo número de cristãos no mundo em 2050, e possivelmente, pela primeira vez na história, vai predominar como a maior em 2070.
Em linhas gerais, o estudo descreve que devido a obtenção de uma população mais jovem e com uma alta taxa de fertilidade, os islâmicos tendem a crescer seu número de praticantes no mundo, diferentemente dos cristãos.
Apesar da religião católica representar mais de um terço da população mundial, vários aspectos influenciam na diminuição gradativa dos cristãos no mundo. A Europa é um exemplo nítido disso. O atual problema demográfico do velho continente é grave e preocupante. A taxa de fertilidade dos europeus é baixa, e não custa concluir que além dos fatores políticos e econômicos, o fator demográfico também colabora consideravelmente para a crise. Um dos exemplos mais surpreendentes do problema demográfico está na Alemanha, onde 40% de sua população terá mais de 60 anos em 2050. Em Portugal constata-se o mesmo.
Leia aqui todos os textos de * Lucien de Campos:
Seguindo outro rumo, os muçulmanos têm uma taxa de fertilidade alta e com tendência a crescer. Pode-se notar isso na Palestina ocupada. Quase a metade da população palestina tem menos de 14 anos, e a média de idade é de 17 anos. Sem a proteção devida dos direitos fundamentais com as famílias, as mulheres muçulmanas convivem com o medo da guerra e da grande possibilidade de perderem seus filhos. Através disto, elas têm muitos filhos, todos com uma diferença mínima de idade. Até mesmo aquelas com maiores níveis de educação acabam por ter um número considerável de filhos. Nota-se que, ao engravidar várias vezes pelo medo de perder filhos no conflito, as palestinas desenvolvem, assim, um senso instintivo de sobrevivência. Isto ocorre quando existem demasiadas violações de direitos humanos com a população, pois a fertilidade é uma das poucas liberdades que sobraram ao povo palestino. E isto pode se aplicar também em outras regiões conflituosas no Oriente Médio, como na Síria e Iraque.
Dessa maneira, ao presenciar os atuais protestos contra o islamismo no mundo, como as recentes manifestações na Austrália, pode-se prever que o mundo vai ser reordenado pelas tensões de países com diferentes religiões e etnias. É o que justamente descreveu Samuel Huntington, em 1996, no seu livro Choque das Civilizações e a Reconstrução da Nova Ordem Mundial.
Huntington é considerado um grande teórico das relações internacionais, e sua tese consiste no fato de que a nossa civilização é dividida por entidades culturais distintas.
Destaca, assim, o fator religioso como primordial para criar tensões no cenário internacional. Para ele, o mundo seria dividido por oito civilizações, entre elas a ocidental, latino-americana e islâmica, sendo que os conflitos tenderiam a ocorrer ao longo das linhas de cisão destas denominadas civilizações.
Contudo, o crescente embate entre “ocidente x oriente”, no qual o fanatismo extremo, tanto dos dois lados, como também a “ameaça islâmica” difundida pelo ocidente através do surgimento do terrorismo, tudo isso colabora para sustentar a tese de Huntington.
Basta saber se, com o crescimento demográfico de religião muçulmana, em 2050 vamos nos deparar com um mundo conflituoso, dividido por culturas e religiões. Espero que não.
*Lucien de Campos é mestrando em Diplomacia e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa e colaborador em Pragmatismo Político.

Fonte:
Pew Research Center: ( The Future of World Religions )

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Reflexão

Michael Kahn
“Os dias passam rapidamente como o cintilar das estrelas. Deixe então, sua marca agora, em atos que garantam a você e a toda raça humana um futuro além de qualquer expectativa pessoal”.
Bahá'u'lláh (1817-1892)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dia de São Judas Tadeu

Sir Anthony van Dyck - São Judas Tadeu
São Judas Tadeu é um santo cristão e um dos doze apóstolos de Jesus.
A Igreja Apostólica Armênia honra Tadeu juntamente com São Bartolomeu como santo padroeiro e responsável por ter levado o Cristianismo à Arménia. É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana. O atributo de São Judas é a maça. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.
A tradição conta que São Judas pregou o Evangelho na Judeia, Samaria, Idumeia, Síria, Mesopotâmia e Líbia antiga. Acredita-se também que ele visitou Beirute e Edessa, embora o emissário desta última missão seja também identificado por outras fontes como sendo Tadeu de Edessa, um dos Setenta. Sua morte teria ocorrido junto com a de Simão, o zelote na Pérsia, onde teriam sido martirizados.
A lenda reporta ainda que São Judas teria nascido de uma família judaica em Paneas, uma cidade na Galileia que, quando foi posteriormente reconstruída pelo Império Romano, foi renomeada para Cesareia de Filipe. É quase certo que ele falava tanto o grego quanto o aramaico, assim como os seus contemporâneos naquela região, e que era um fazendeiro de profissão. Ainda de acordo com a lenda, São Judas era filho de Cleofas e sua esposa, Maria, uma irmã da Virgem Maria. Esta mesma tradição afirma que seu pai fora assassinado por sua devoção aberta e irrestrita ao Cristo ressuscitado.
Embora São Gregório, o Iluminador seja creditado como sendo o "Apóstolo dos Armênios", quando ele batizou o rei Tirídates III em 301 d.C., convertendo os armênios, os apóstolos Judas e Bartolomeu são tradicionalmente acreditados como tendo pela primeira vez levado o cristianismo para a Armênia e são, por isso, venerados como santos padroeiros pela Igreja Apostólica Armênia. Ligada à esta tradição estão os mosteiros de São Tadeu (hoje no norte do Irã) e o São Bartolomeu (hoje no sudeste da Turquia), ambos tendo sido construídos no que então era parte da Armênia (província romana).
Suas relíquias se encontram supostamente na Basílica de São Pedro, em Roma, para onde teriam sido trasladadas e são veneradas até hoje.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Oração Budista pela Paz

Guy Cambier
Que todos os seres, de todos os lugares, afligidos por sofrimentos do corpo e da mente sejam logo libertados de suas enfermidades.
Que os temerosos deixem de ter medo e os agrilhoados sejam libertos.
Que o impotente encontre forças e que os povos desejem a amizade uns dos outros.
Que aqueles que se encontram a ermo sem caminhos e amedrontados - as crianças, os velhos e os desprotegidos - sejam guiados por entes celestiais benéficos e que rapidamente atinjam a condição de Buda.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dia de São Lucas

Guercino - São Lucas
Hoje é Dia de São Lucas. Evangelista cristão de formação grega nascido em Antióquia (atual Síria) é, segundo, a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas e dos Atos dos Apóstolos - o terceiro e quinto livros do Novo Testamento. É o santo padroeiro dos pintores, médicos e curandeiros.
Chamado por Paulo de “O Médico Amado” (Colossenses 4:14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos.
Seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento. Por seu estilo literário, acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada e, de acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e tinha talento para a pintura.
Converteu-se ao cristianismo e tornou-se discípulo e amigo de Paulo de Tarso, porém segundo seu próprio relato, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus Cristo, pois ainda era muito criança quando o Messias foi crucificado.
Acompanhou Paulo em duas viagens missionárias. Também esteve presente na prisão de Paulo em Cesaréia e o acompanhou até Roma. Com a execução do apóstolo e seu mestre (67), deixou Roma e, de acordo com a tradição cristã, enquanto escrevia seu Evangelho, teria pregado em Acaia, na Beócia e também na Bitínia, onde teria morrido (70).
O exame do vocabulário de seu Evangelho levou a crítica moderna a confirmar a antiga tradição de que era um médico e excelente escritor, preocupado em manter-se fiel aos fatos históricos e, politicamente, com as injustiças sociais.
Taylor Caldwell, uma escritora inglesa, escreveu um livro chamado "Médico de Homens e de Almas". Para escrever este livro a autora pesquisou durante 46 anos e virou best seller. Eu li este livro e amei.

sábado, 31 de agosto de 2013

Paulo de Tarso, o maior marqueteiro da História

Rembrandt van Rijn - Paulo de Tarso
Com o fim dos conflitos da Segunda Guerra Mundial, o Ocidente experimentou o crescimento de uma economia onde o capitalismo se tornava cada vez mais dominante. Novas empresas, novos produtos, novos utensílios disputavam a atenção dos consumidores num mercado cada vez mais feroz e competitivo.
Este terreno fértil propiciou o surgimento do marketing moderno, há 60 anos. No nosso mundo industrializado atual, padronizado e visual, é possível fazer marketing com qualquer coisa, desde o entretenimento até a pesquisa científica.
Embora os gurus do marketing moderno pensem ser os pioneiros desta atividade, o que eles não sabem é que, na verdade, foi a Igreja Católica que primeiro inventou os princípios infalíveis de estratégias de mercado, há dois mil anos. É isso que mostra o professor da Universidade La Sapienza de Roma, Bruno Ballardini, especialista em Comunicação Estratégica, no seu livro Jesus lava mais branco: como a Igreja inventou o marketing Neste trabalho, o autor lança mão de diversos termos técnicos e práticas pertencentes ao universo do marketing moderno para mostrar como eles já existiam nos primórdios da Igreja Católica, quando ela tinha que lutar contra a concorrência das crenças rivais e conquistar mais fiéis.
Paulo de Tarso, product manager da Multinacional

O marketing é uma guerra onde os limites éticos não são muito bem definidos. Nesse terreno vale quase tudo, inclusive desestabilizar emocionalmente o target ¹ . Uma forma de atingir esse objetivo é suscitar nos consumidores dois sentimentos ligados entre si: o sentimento de dívida e o sentimento de culpa. Através da comunicação, os evangelistas (como relações públicas de uma empresa) trataram de espalhar não somente a “Boa Nova”, como também uma boa dose de culpa pelo mundo.
Michelangelo - Expulsão do Paraíso
De acordo com os criadores do novo empreendimento cristão, houve um tempo remoto em que tínhamos uma condição de vida melhor, uma Era de Ouro que nos foi tirada. Nesse período inicial da criação da Multinacional ² , o seu primeiro product manager foi, nada mais, nada menos, que Paulo de Tarso, a mente que bolou a estratégia de persuasão nas duas etapas, conforme nos relata Bruno Ballardini:
Na primeira, apossou-se da carga inculpadora daquele mito. Nós teríamos perdido o Éden por sermos descendentes do primeiro pecador, aquele que, por sua falta, foi justamente escorraçado do Paraíso (…). Na segunda parte de sua genial estratégia de comunicação, por sua vez, Paulo ligou indissoluvelmente este fato à remissão do pecado original, graças ao sacrifício de Jesus (Ro. 5,19; 1 Cor. 15,22)
Sentimento de culpa, misturado com sentimento de dívida... Eis a fórmula do sucesso da Igreja.
Paulo de Tarso também foi o responsável por outra estratégia de marketing crucial: para atrair novos adeptos e dar uma identidade à incipiente Multinacional, adotou como “logomarca” um poderoso instrumento de persuasão: a própria cruz onde Jesus – o primeiro “testemunhal³” da empresa – foi supostamente sacrificado.
Depois desse competente trabalho de desestabilização emocional do target, o próximo passo seria a conquista da uniqueness, ou seja, afirmar a exclusividade do produto frente à concorrência. Não eram poucas as seitas judias na Palestina que concorriam para angariar maior número de adeptos. Para conseguir se destacar, Paulo de Tarso relacionou um produto aparentemente semelhante aos demais (o cristianismo) com a garantia fornecida pelo seu primeiro testemunhal: Jesus. Um testemunhal ainda mais chamativo por se apresentar como parte integrante do produto, cuja eficácia ele mesmo havia provado com uma demo §, absolutamente realista e impressionante.
Paulo de Tarso, sem sombra de dúvidas, inaugurou o processo, podendo ser considerado o primeiro marqueteiro da história. Ele preparou o terreno das grandes campanhas publicitárias e do marketing direto §, com suas diversas cartas enviadas a grupos (tessalonicenses, coríntios, gálatas, romanos, efésios, etc.) e formadores de opinião (Filemon, Timóteo, Tito). Um verdadeiro guru da publicidade postal, mandando cartas pra todo canto. A história de sucesso da Igreja Católica até aqui tem sido a história escrita a muitas mãos ao longo dos séculos, através do emprego de diversos testemunhais (teólogos que citam teólogos, Aquino que usa Agostinho, Agostinho que reafirma Irineu de Lion, etc.), de “jingles*” de sucesso, do monopólio que conquistou durante muito tempo, enfim, das mais variadas técnicas de marketing muito bem aplicadas. O sucesso dessa campanha está bem aí, diante dos nossos olhos, quando JESUS virou uma marca em si mesma em adesivos de carros, e passagens bíblicas que se tornaram meros slogans de propaganda.
Notas:
BALLARDINI, Bruno. Jesus lava mais branco: como a Igreja inventou o marketing. Gryphus: Rio de Janeiro, 2010
¹ - O alvo, o destinatário das campanhas publicitárias.
² - Multinacional é como o autor se refere à Igreja Católica no livro.
³ - Testemunhal: técnica publicitária que consiste em fazer alardear os méritos do “produto” por alguma pessoa famosa ou considerada influente.
§ - Abreviação de demonstration, ou seja, demonstração do produto.
§ - Publicidade via correio, internet ou telefone. Tem esse nome porque permite alcançar o target individualmente.

Fonte:
Rama na Vimana : ( Paulo de Tarso marqueteiro)

terça-feira, 19 de março de 2013

19 de Março - Dia de São José

Georges De La Tour - St. Joseph the Carpenter
O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março. Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para "São José Operário, o trabalhador". Apesar de ter grande importância dentro da Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro das fontes bibliográficas da Igreja, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.
Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galileia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida.
Quando Maria recebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria à luz ao Menino Jesus, José ficou bastante confuso porque apesar de não ter tomado parte na gravidez, confiava na fidelidade dela. Resolveu, então, terminar o noivado e deixá-la secretamente, sem comentar nada com ninguém. Porém, em um sonho, um anjo lhe apareceu e contou que o Menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento.
José esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém. Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes.
José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes.
Temendo um sucessor do tirano, José levou a família para Nazaré, uma cidade da Galileia.
Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tina 12 anos.
Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galileia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo.
Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou 3 dias.
Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que o deixavam admirados.
Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte.
Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nova versão para atentado contra João Paulo II

Após passar 30 anos preso, na Itália e na Turquia, por tentar assassinar o papa e por outros crimes, o turco fundamentalista Mehmet Ali Agca, diz que disparou por influência e ordem do Aiatolá Khomeini (1900-1989) , que lhe prometera o paraíso se matasse o pontífice, que seria o porta-voz do diabo na terra.
Além de pedir a Agca para assassinar o líder da Igreja Católica, Khomeini, teria pedido ao turco para cometer suicídio afim de não sofrer tentações, fazendo revelações comprometedoras que ofuscariam sua atitude. Dissera também que a morte de João Paulo II seria o prelúdio da vitória do islã no mundo.
No livro que Agca faz as revelações, também há espaço para outras particularidades da conversa que teve com João Paulo II, em 27 de dezembro de 1983. Na visita à prisão de Rebibbia, quando o pontífice perdoou seu algoz. Na recente versão Agca, enuncia que foi convidado pelo papa a revelar quem havia encomendado sua morte, assegurando que a informação permaneceria em segredo, na mesma ocasião teria convidado o prisioneiro a se converter ao cristianismo.
As revelações de Agca são contestadas pelo Vaticano, seu porta-voz, padre Federico Lombardi, diz que são inverdades as referências a Khomeini durante o encontro celebrado em 1983, bem como o convite para que o muçulmano se convertesse ao cristianismo. Segundo ele o cardeal Stanislaw Dziwisz, na época secretário papal, assegura que a conversa não ocorreu como descrita pelo turco.
Reinaldo Batista Cordova

sábado, 13 de outubro de 2012

São Marcos? Ou seria Alexandre, o Grande?

Johann Heinrich Schonfeld - Alexander the Great
O historiador britânico Andrew Chugg publica o livro The Lost Tomb of Alexander the Great (“A Tumba Perdida de Alexandre o Grande”), afirmando que os restos mortais atribuídos a São Marcos (10 a.c. - 68 dC) são, na verdade, do grande general da Antiguidade.
Chugg fez uma série de pesquisas, não só entre os escritores da Antiguidade, mas também desde os tempos da ocupação cristã e islâmica, em Alexandria, e no período de explorações dos Francês e Inglês. Ele começa a pegar a trilha de corpo de Alexandre para o Egito e seu sepultamento em Memphis, seguido da transferência para Alexandria. Então, ele tenta descobrir o layout do antigo Alexandria, incluindo o porto,
Assim, depois de conquistar reinos que iam do Egito à Índia, Alexandre, o Grande (356-323 a.C.) pode ter conseguido mais uma vitória: o túmulo do evangelista são Marcos, em Veneza.
Mumificado em linho, Alexandre permaneceu 700 anos em uma tumba em Alexandria, no Egito, cidade fundada por ele mesmo. No mesmo lugar, por volta do ano 50, o profeta Marcos fundou a primeira igreja cristã de Alexandria, onde morreu, foi sepultado e também mumificado em linho. Quando o corpo de Alexandre desapareceu, no século 4, o de São Marcos foi registrado pela primeira vez em Veneza. “Assim como outros símbolos pagãos, a identidade do corpo de Alexandre pode ter sido adaptada para fins cristãos, protegendo-o de radicais que poderiam destruí-lo”, diz Chugg. “É provável que o corpo de Alexandre tenha substituído o de Marcos, que, segundo outros relatos, foi queimado.” Ele quer, agora, fazer um exame de radiocarbono para determinar a idade exata dos restos mortais.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia de Cosme e Damião

Fra Angelico – Cosme e Damião
Santos Cosme e Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Crê-se que foram médicos, e sua santidade é devida por exercer a medicina sem cobrar por isto. Sua festa é celebrada atualmente no dia 26 de setembro pela Igreja Católica, no dia 27 de setembro pelas religiões afro-brasileiras e no dia 1º de novembro pela Igreja Ortodoxa.
São Cosme e São Damião são santos católicos com grande receptividade entre as camadas afro-brasileiras do Recôncavo baiano.
São associadas aos Ibejís, divindades gêmeas do Candomblé. Apesar do catolicismo oficial venerar a figura de Cosme e Damião como santos adultos e que dedicaram a vida a praticar a medicina caridosa, os mesmos santos “correspondem” a entidades infantis nos cultos afros – brasileiros, e é justamente dessa maneira que Cosme e Damião são venerados pela maior parte de seus devotos: os santos meninos.
Pessoas devotas, crianças, católicos, pais-de-santo, babalorixás, vendedores ambulantes do souvenir dos santos, simpatizantes, toda essa gente devota segue em clara romaria até o bairro da Liberdade, precisamente á Paróquia dos Santos Cosme e Damião, no dia 27 de setembro. Durante todo o dia de São Cosme e São Damião, são várias celebrações com procissão, missas durante o dia e uma celebração do Cardeal á noite.
Nas comemorações são oferecidos caruru, vatapá, doces e pipoca para a vizinhança.

Oração a “Cosme e Damião”
Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.
Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente,
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e de
(Dizer nome dos seus familiares)
Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranquilidade.
Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Religião da Solidão

Caravaggio – Meditação de São Francisco
É possível que a religião da solidão seja de certa maneira superior à religião social e formalizada. O que é certo é que ela apareceu mais tarde no decurso da evolução. Além disso, os fundadores das religiões e seitas historicamente mais importantes têm sido todos, com exceção de Confúcio, solitários. Talvez seja verdade dizer-se que, quanto mais poderosa e original for uma mente, mais ela se inclinará para a religião da solidão, e menos ela será atraída no sentido da religião social ou impressionada pelas suas práticas. Pela sua própria superioridade a religião da solidão está condenada a ser a religião das minorias. Para a grande maioria dos homens e das mulheres a religião ainda significa, o que sempre significou, religião social formalizada, um assunto de rituais, observâncias mecânicas, emoção das massas. Perguntem a qualquer dessas pessoas o que é a verdadeira essência da religião, e eles responderão que ela consiste na devida observância de certas formalidades, na repetição de certas frases, na reunião em certos tempos e em certos lugares, da realização por meios apropriados de emoções comunais.
Aldous Huxley (1894-1963)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Evangelho de Tomé

Caravaggio - A incredulidade de São Tomé
O chamado Evangelho de Tomé é um apócrifo, pois não faz parte do cânone definido pela Igreja de Roma porque, em sua opinião, não foi inspirado por Deus; mas é, de fato, um apócrifo no verdadeiro sentido do termo grego de que deriva, pois é um texto oculto, secreto, reservado a iniciados nos mistérios.
O Evangelho de Tomé foi escrito por volta do ano 140 A.D., tendo sido citado por alguns Padres da Igreja, como Orígenes (185-254), até que em 787 foi considerado herético pelo Segundo Concílio de Niceia. Porém, a despeito da sua antiguidade, apenas foi parcialmente conhecido no Ocidente em 1920, quando o professor H. G. Evelyn White, da Universidade de Cambridge, publicou uma tradução em inglês de dois papiros em grego do século III, onde constam, somente, 14 Sentenças, e que foram descobertos, em mau estado, entre 1896 e 1907 na famosa estação arqueológica de Oxyrhynchus (antiga cidade egípcia situada a cerca de 180 Km do Cairo).
O texto completo apenas foi conhecido do grande público em 1981, quando a Harper Row, Publishers publicou a tradução em inglês dos cinquenta e dois tratados encontrados.

O Evangelho de Tomé

Um trecho: -

Estas são as Sentenças secretas que Jesus vivo proferiu e Dídimo Tomé escreveu:
1. E ele disse: "Quem encontrar a interpretação destas Sentenças não experimentará a morte.”
2. Jesus disse: "Que aquele que busca não cesse de buscar até encontrar. Quando encontrar, perturbar-se-á. Quando se perturbar ficará maravilhado e reinará sobre o Todo.”
3. Jesus disse: "Se aqueles que vos guiam vos disserem, ‘Vede, o Reino está no céu’, então os pássaros do céu preceder-vos-ão. Se vos disserem ‘está no mar’, então os peixes preceder-vos-ão. Mas o Reino está dentro de vós e fora de vós. Quando vos conhecerdes a vós mesmos, então sereis conhecidos e compreendereis que sois vós os filhos do Pai vivo. Mas se não vos conhecerdes, então vivereis na pobreza e sereis a pobreza.”
4. Jesus disse: "O idoso não hesitará em perguntar a uma criança de sete dias acerca do lugar da vida, e ele viverá. Pois muitos dos primeiros serão últimos e tornar-se-ão um e o mesmo.”
5. Jesus disse: "Conhecei o que está perante a vossa face, e o que vos está oculto ser-vos-á revelado, porque nada há oculto que não seja revelado.”
6. Os seus discípulos interrogaram-no dizendo, ‘Queres que jejuemos? Como oraremos? Devemos dar esmolas? Que dieta devemos observar?”
7. Jesus disse: " Afortunado é o leão que o homem comer e o leão se torna homem; e desgraçado é o homem que o leão comer , e o homem se torna leão”.
8. E Ele disse: "O ser humano é como um pescador sensato que lançou a sua rede ao mar e a retirou cheia de pequenos peixes. Entre eles, o pescador sensato descobriu um grande e excelente peixe. Atirou todos os pequenos peixes ao mar e escolheu, facilmente, o peixe grande. Quem tiver ouvidos para ouvir que ouça!”.
9. Jesus disse: "Eis que o semeador saiu, levou uma mão cheia de sementes, e espalhou-as. Algumas caíram na estrada; os pássaros vieram e apanharam-nas. Outras caíram nas rochas, não criaram raízes no solo e não produziram espigas. Outras caíram em espinheiros que sufocaram as sementes e os vermes comeram-nas. E outras caíram em solo fértil e isso produziu uma boa colheita; produziram sessenta por medida e cento e vinte por medida”.
10. Jesus disse: "Lancei fogo ao mundo e eis que estou a guardá-lo até que arda.”

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia de Santo Antonio

Domenico Ghirlandaio

(Lisboa, 15 de Agosto de 1195 - Pádua, 13 de Junho de 1231), foi um Doutor da Igreja que viveu na viragem dos séculos XII e XIII.
Primeiramente foi frade agostiniano, tendo ingressado como noviço (1210) no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez seus estudos de Direito. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França.
Santo António viveu na primeira metade do século XIII, em plena Idade Média. Desenvolviam-se os burgos e uma nova classe social de artesãos, mercadores, banqueiros, notários e médicos ascendia na sociedade e no poder: a burguesia.
Na Europa formavam-se as nacionalidades sob a égide do Sacro Império e os exércitos dos anglos, francos e germanos, dominados pelo espírito da cruzada, combatiam os turcos muçulmanos na Terra Santa.
Na primavera de 1221, dirigindo-se para Assis. Em Assis encontrou-se com Francisco e os seus primeiros seguidores, um evento de grande importância em sua carreira. Sendo designado para um eremitério em Montepaolo, na província da Romagna, ali passou cerca de quinze meses em intensas meditações e árduas disciplinas.
Até então os franciscanos não sabiam de sua sólida formação, mas faltando o pregador para a cerimônia, e não havendo nenhum frade preparado para tal, o provincial solicitou a Antônio que falasse o que quer que o Espírito Santo o inspirasse. Protestou, mas obedeceu, e dissertando para os franciscanos e dominicanos lá reunidos de forma fluente e admirável, para a surpresa de todos, foi de imediato destinado pelo provincial à evangelização.
Em 1227 foi indicado provincial da Romagna e passou os três anos seguintes pregando na região, incluindo Pádua, para audiências cada vez maiores. Nesse período colocou por escrito diversos sermões. Em 1230 solicitou ao papa dispensa de suas funções como provincial para dedicar-se à pregação, reservando algum tempo para a contemplação e prece no mosteiro que havia fundado em Pádua.
Pouco depois da Páscoa de 1231 sentiu-se mal, declarou-se hidropisia e ele deixou Pádua para dirigir-se ao eremitério de Camposanpiero, nos arredores da cidade. Seus companheiros ergueram lhe uma cabana no alto de uma árvore, onde permaneceu alguns dias. Percebendo que a morte estava próxima, pediu para ser levado de volta a Pádua, mas apenas tendo alcançado o convento das clarissas de Arcella, ali faleceu, em 13 de junho de 1231.
No Brasil, onde o santo tem muitos devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo Antônio, o Casamenteiro.
O Santo é também padroeiro da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e de Patos de Minas, Rio Acima e Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, onde seu dia é feriado municipal.
Em São Paulo, há muitas igrejas em homenagem ao santo, e ao menos duas catedrais, em Osasco, que guarda uma relíquia do santo em Lins, no interior do estado.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Religião

31 de Maio - Dia do Espírito Santo.
Nancy Cupp - Spirit Fire
Para a maioria dos cristãos, o Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade - juntamente com Deus Pai e Deus Filho - e é o Deus onipotente.
A pessoa e a obra do Espírito Santo são ilustradas nas Escrituras por várias figuras simbólicas. Essas figuras simbólicas podem ser objetos, pessoas ou evento, mas a mais conhecida e ilustrada é a pomba.
A pomba é solta da arca por Noé e trouxe de volta uma folha de oliveira como um sinal de esperança para aqueles que estavam na arca.
O culto ao Divino Espírito Santo, em suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo popular brasileiro. Sua origem remonta às celebrações realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes e distribuição de esmolas aos pobres.
Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa.
É provável que o costume de festejar o Espírito Santo tenha chegado ao Brasil já nas primeiras décadas de colonização. Hoje, a festa do Divino pode ser encontrada em praticamente todas as regiões do país, do Rio Grande do Sul ao Amapá, apresentando características distintas em cada local, mas mantendo em comum elementos como a pomba branca e a santa coroa, a coroação de imperadores e a distribuição de esmolas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa

Raffaello Sanzio – Ressurreição de Cristo
O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"). Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É a maior festa do cristianismo e, naturalmente, de todos os cristãos, pois nela se comemora a Passagem de Cristo - "deste mundo para o Pai", da "morte para a vida", das "trevas para a luz".
Considerada, essencialmente, a Festa da Libertação, a Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vinda logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal.
Entre os seus símbolos encontram-se:
1. O Ovo de Páscoa
A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento.
2. O Coelhinho da Páscoa
Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.
3. A Cruz da Ressurreição
A cruz mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no calvário de Jesus Cristo. Desde a ano 325 d.C. é considerada como símbolo oficial do cristianismo.
4. O Cordeiro
Simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de todo o rebanho.
5. O Pão e o Vinho
Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos, para celebrar a vida eterna.
6. Vela
As velas são uma marca das celebrações religiosas pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então, acendem suas próprias velas e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais.
No Sábado Santo a celebração católica é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo".
7. O Círio
É a grande vela que se acende na Aleluia. Quer dizer: "Cristo, a luz dos povos". Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".
8. Colomba Pascal
De origem italiana, a colomba é bem semelhante ao panetone de Natal, mas com o formato de uma pomba, que representa a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos quando Cristo ressuscita. Além do que a pomba é também um símbolo da almejada paz.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Crucificação

Crucificação – Terrorismo de Estado

Não se pode entender o significado da crucificação se ignorarmos o fato de que seu principal objetivo era o de comunicar horror. Era comunicar às pessoas o seguinte: “Nem tente me desafiar ou você também vai acabar dessa maneira”.
Quando se fala em crucificação, a palavra remete imediatamente a Jesus. Mas, ao contrário que muitos pensam, essa forma de assassinato, altamente aperfeiçoada pelos romanos, está longe de ser algo exclusivamente ligado a Jesus.
Seu uso através da história foi muito frequente e sua origem remete a muito tempo antes de Cristo.
A primeira evidência desse tipo de prática data do tempo do rei assírio Salmanasar, século IX a.C. O império assírio foi um dos impérios mais cruéis possivelmente enfrentados por Israel. As torturas assírias incluíam a empalação ou empalamento. uma forma primitiva, ou a primeira forma de crucificação.
Crucificação é um termo geral para qualquer exposição de um criminoso numa cruz, numa árvore ou num mastro como na empalação. O aspecto chave é que os criminosos são levantados e expostos ao público.
A empalação já trazia as primeiras características dos mecanismos de sofrimento e de horror às vítimas. Somava a incapacidade de respirar ou de se mexer a uma dor alucinante durante o processo todo.
Em 332 a.C. o rei da Macedônia, Alexandre O Grande, usou punição similar sobre o povo de Tyro. Alexandre sitiou Tyro durante sete meses. Seu exército matou 10.000 pessoas e mais 2.000 foram crucificadas. As vítimas foram penduradas em estacas ao longo da costa mediterrânea.
A maioria dos estudiosos acredita que foi Alexandre quem fez uma transição entre a empalação assíria e a crucificação romana.
Chega o primeiro século a.C. e a crucificação se tornou uma das grandes armas do império romano. Sua prática era geral e disseminada e se tornaram mestre na arte da crucificação.
Com os romanos a crucificação assumiu novas formas, que aumentaram o sofrimento e a humilhação. Os historiadores creditam aos romanos a primeira crucificação em uma cruz de fato.
Os romanos costumavam crucificar cidadãos não-romanos que ameaçavam a paz, escravos desobedientes, desordeiros de todos os rebeldes. A tendência era que o criminoso que merecia esse tipo de execução fosse um inimigo do Estado. Em geral ninguém era crucificado por roubar um filão de pão, mas por crimes bem maiores.
Uma das mais conhecidas estórias de múltiplas crucificações de seu em 71 a.C., quando um ex-gladiador chamado Spartacus liderou um exército de 120.000 escravos revoltosos contra Roma.
Spartacus expôs os romanos a uma série de derrotas humilhantes.
Quando os romanos finalmente derrotaram o exército de Spartacus, 6.000 rebeldes foram crucificados ao longo da Via Ápia. Seus corpos formaram uma linha de 200 quilômetros de comprimento, de Cápua até Roma.
No ano 4 d.C., depois da morte de Herodes O Grande, os cidadãos da Judéia se revoltaram contra o julgo romano. As legiões romanas marcharam pela Judéia para esmagar a revolta. Cidades foram arrasadas. Judeus foram vendidos como escravos. Cerca de 2.000 revoltosos foram crucificados.
Chega o ano 33 d.C. e já havia na Judéia uma longa estória de crucificação de supostos profetas e pretendentes a Messias. A mais conhecida crucificação desse tipo nós conhecemos. Mas estaria longe de ser a última…