quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Joseph Christian Lyendecker
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro a olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Camilo Pessanha (1867-1926)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Réunion d'amis - Eustache Le Seur
“É injusto repartir
o igual entre os desiguais
e também injusto repartir
desigualmente entre os iguais”.

Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.)
Elena Bond
Canta a canção: chove
sobre o nosso amor.
É verdade: chove,
e por isso lembro
a canção, e canto,
com ela, que chove,
chove, chove, chove
sobre o nosso amor.


Mas terá chovido,
nalgum dia ido,
sobre o nosso amor?
Diria que sim,
mas não sei bem quando,
nem onde, nem se,
fiquei comovido
com a chuva caindo,
nem se ela trouxe
raios e trovões,
ou se os acendiam
e os ribombavam
nossos corações.


Bem, o fato é que em
incerto onde e quando
houve mesmo amor.
Sobretudo um.
Nele, porém, não
chovia jamais.
Ele é que chovia
sobre a minha vida,
que num vasto charco
foi-se transformando
e gerando flores,
sobretudo uma:
essa Sempre-E-Nunca
que, ao ser consultada
como um malmequer,
respondia sempre,
descorada e adunca,
que o amor da amada
não viria nunca...


Foi há muito tempo
que pela primeira
vez ouvi a dor
da chuva que chove
sobre o nosso amor.
Era um tempo jovem,
mas já turvamente
pluvioso assim.


E chovia, chovia,
como ainda hoje
chovia sobre mim.
Sobre o meu amor
de sempre, da flor
descorada e adunca
do charco : o amor
que não chega nunca...

Ruy Espinheira Filho

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Rugendas
Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meu vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada.

Solano Trindade (1908-1974)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Ignorância da Mídia brasileira
Marte Vencendo a Ignorância de Anton Claeissens
A grande mídia e a oposição não compreenderam que o país entrou em um novo período histórico e, desta forma, correm o risco de ficarem falando sozinhas por um bom tempo. As pessoas não estão votando em personalidades, como supunham os próceres da campanha Serra. Estão votando no futuro - no seu futuro e no futuro do país. A disputa eleitoral de 2010 não ficará marcada pelo “confronto de biografias”, como imaginavam os tucanos e seus aliados no início da campanha. Derrotados em seus próprios conceitos; perplexos diante de uma ampla maioria que lhes vira as costas, só lhes resta o golpe, que não tem força pra dar.
Ao afirmar recentemente que “nós” somos a opinião pública, o Presidente Lula não está cedendo a nenhuma tentação autoritária, como desejam alguns mal intencionados articulistas da grande mídia. O que está em jogo é o fim da tutela dos “formadores de opinião” sobre a formação da opinião nacional. Este é o motivo do desespero crescente da mídia monopolista do centro-sul do país.
O que é o Bem?
Para Bertolt Brecht:
“Não fazer mal nem a si próprio nem a ninguém;
encher de alegria a todos e a si também”.

Para Nietzsche: “O Bem é tudo que vem da força,
o mal é tudo o que vem da fraqueza”.

domingo, 26 de setembro de 2010

Poesia fugitiva

Poesia é um passarinho
muito raro. Passa depressa.
A gente vai querer segurar,
ele voa e vai-se embora.

Portinari

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos,
vagas felicidades,
inatuais esperanças.
De loucuras,de crimes,
de pecados, de glórias,
- Do mundo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
- Em duros desenlaces
e em sinistras alianças.

Cecília Meireles (1901-1964)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prece de um dia quase igual a todos
Deus dos delicados: não me abandone nessa guerra insana.
Abençoe tudo o que dói em mim.
As tardes sombrias
As lágrimas do homem que me amou e nunca disse
As crianças que tão cedo me deixaram farta de lágrimas.
Abençoe os entraves de minha vida enquanto desenterro
estas palavras com lascas afiadas da dor.
Preciso dormir bem dentro de suas asas.
Compreenda a delicadeza dos meus sentimentos Senhor!

MJSpeglich

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tristeza

Tristeza não é perder um amor
Que se vislumbrava sonho em nossas expectativas
A tristeza que mais machuca,
É ter que abandonar, em nome do amor-próprio,
Uma paixão ainda presente.

Ainda real,
Ainda viva no coração e na lembrança!

Maria José Speglich

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

“A palavra nasce-me,
fere-me,
mata-me,
coisa-me,
ressuscita-me”.

Murilo Mendes (1901-1975)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um Poeta é um rouxinol que
se senta na escuridão e canta para se
confortar da própria solidão com belos sons;
seus ouvintes são como homens arrebatados
pela melodia de um músico invisível,
que se sentem comovidos e em paz,
ainda que não saibam como nem porque.

[Interlúdio... - Percy Bysshe Shelley]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos,
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra maneira se tornam absolutas,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis...
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não despertem a mulher que mora em mim.
Deixem-na sufocada, inviolável, intransponível.
Deixem-na no silêncio, sem espanto
como já vinha há tanto.
Para que arrastá-la ao pranto?

Sou como folha que baila no vento,
olhar perdido nos cantos das ruas,
molhando campos sem pedir licença.

Outrora firme como rocha bruta,
hoje porosa areia diminuta,
a minha essência permanece inteira:
Sem berço ou bandeira,
invento versos para não morrer.

MJSpeglich

Quem sabe...

Quem sabe um dia …
⇒ Quem sabe um seremos
⇒ Quem sabe um viveremos
⇒ Quem sabe um morreremos!
Quem é que
♠ Quem é macho?
♠ Quem é fêmea?
♠ Quem é humano, apenas!
Sabe amar
. Sabe de mim e de si
. Sabe de nós
. Sabe ser um! !
♥ Um dia
♥ Um mês
♥ Um ano
♥ Uma vida!
→ Sentir primeiro, pensar depois
→ Perdoar primeiro, julgar depois
→ Amar primeiro, educar depois
→ Esquecer primeiro, aprender depois
→ Libertar primeiro, ensinar depois
→ Alimentar primeiro, cantar depois
→ Possuir primeiro, contemplar depois
→ Agir primeiro, julgar depois
→ Navegar primeiro, aportar depois
→ Viver primeiro, morrer depois!

Mario Quintana (1906-1994)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A incrível história dos gêmeos negros albinos
A história dos dois irmãos negros albinos de Roanoke, estado da Virginia nos EUA, é única, mesmo no mundo dos circos de shows bizarros. Eles foram exploradas e, mais tarde aclamados por seu papel no início da consolidação dos direitos civis. Os irmãos Eko e Iko (nomes reais: George e Willie Muse) têm uma das histórias mais notáveis na história do circo dos horrores. Tudo começou de forma bem dramática em 1899, quando foram sequestrados por caçadores de recompensa de circos de horrores por causa de sua aparência única. Albinos negros, algo extremamente raro, logo se transformaria em uma atração extremamente lucrativa. Para sua mãe disseram que eles estavam mortos e que nunca mais voltariam para casa. Em 1922 os irmãos começaram a turnê no circo do inescrupuloso e mulherengo Alpheus George Barnes, o Al G. Barnes Circus, que mais tarde acabaria por se fundir com Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus de propriedade de um dos homem mais desprezíveis que já calcou a Terra, Phineas Taylor Barnum. Para acentuar ainda mais sua aparência incomum, os irmãos tiveram que deixar o cabelo crescer com um incomum dreadlocks branco para aquela época. Foram apresentados como os canibais brancos equatorianos Eko e Iko. Mais tarde foram rebatizados de "Homens Cabeça de Ovelha" e mais tarde visando atrair multidões passaram a se chamar "Os Embaixadores de Marte".
Alpheus George Barnes não pagava nada aos irmãos, só recebiam um prato de comida por dia e dormiam em um quarto imundo. Assim os dois acabaram indo parar no circo de Barnum e durante uma turnê em 1927, a mãe os reconheceu e exigiu que fossem liberados ou iria processar o circo. Eles foram soltos, mas retornaram para o show dos horrores em 1928, desta vez com um contrato que lhes garantiu uma pequena fortuna se apresentando em locais como o Madison Square Garden para mais de 10.000 pessoas. Seu novo contrato permitia que eles vendessem souvenires e tinham participação majoritária nos lucros dos shows. Em 1930 eles excursionaram pela Europa, Ásia e Austrália e se apresentaram para membros da realeza e dignitários, incluindo a rainha da Inglaterra. Em 1937 foram contratados a peso de ouro pelo Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus e ali ficaram durante vários anos. Finalmente terminaram a carreira em 1961 no Clyde Beatty Circus. Os irmãos voltaram para sua cidade natal e viveram, como sempre faziam, juntos em uma casa que haviam comprado originalmente para sua mãe. Nenhum dois se casou apesar de ficarem muito conhecidos por seus extravagantes namoros. George Muse morreu em 1971 e muitos esperavam que logo Willie fosse seguir seu irmão, eram inseparáveis. Estavam errados. Willie continuou a tocar seu bandolim na varanda todas as tardes e desfrutou da companhia de amigos e da família até sua morte na Sexta-Feira Santa de 2001. Ele tinha 108 anos de idade.
Fonte: Arquivosinsanos
Iluminado
♦ É acreditar no que não se vê.
⇒ É ter respeito humano.
⇒ É receber inspiração,
⇒ É usar o amor sem interesse para curar e é ver a vida fluir.
♦ É saber cuidar do corpo, da mente do espírito,
♦ É realizar um ritual para a vida, conhecer o seu interior,
♦ Harmonizar-se com os anjos e com o seu Deus,
♦ É ser gente amando a Natureza.
♦ É amar a todos neste planeta e ser amado por todos.
Isso é iluminação do ser humano.

Carl Gustav
“Atenta para as sutilezas
que não se dão em palavras
Compreende o que não se deixa
capturar pelo entendimento”.

Rumi (1207–1273)

domingo, 12 de setembro de 2010

Calcula, minha amiga, que tortura!
Amo-te muito e muito, e, todavia,
Preferira morrer a ver-te um dia
Merecer o labéu de esposa impura!
Que te não enterneça esta loucura,
Que te não mova nunca esta agonia,
Que eu muito sofra porque és casta e pura,
Que, se o não foras, quanto eu sofreria!
Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses
Com teus beijos de amor, meus lábios tristes,
Com teus beijos de amor, as minhas faces!
Persiste na moral em que persistes.
Ah! Quanto eu sofreria se pecasses,
Mas quanto sofro mais porque resistes!

Aluísio Azevedo (1857-1913)

Textos/Sermões

Louis Janmot
Dois textos fundamentais para análise:
Texto 1

“Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não pode ver por falta de luz. Logo há mister de luz, há mister de espelho e há mister de olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si, e ver-se a si mesmo ? Para esta vista são que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte; por qual deles havemos de entender que falta ? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?”
Padre Antônio Vieira
Sermão da Primeira Dominga do Advento.


Texto 2

Expliquemos o mundo ao mundo. Pela História. Mas por qual história? Pela história que não mente aos homens. Pela história que não obriga a ninguém, mas sem a qual nada se faz sólido (...).
A História que compreende e faz compreender. Aquela que responde às questões que o homem de hoje faz. Explicações de coisas complicadas, no meio das quais ele se debaterá menos cegamente se conhecer a origem delas.
Peço aos historiadores: dêem uma história mais problemática e menos automática.
Lucien Febvre .
“Face ao Vento” p.43

sábado, 11 de setembro de 2010

Setembro
Mês de suave encantamento!...
Tempo de
luz e cor em que florescem, na Alma,
Sonhos e Sentimentos!...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gabriele Munter
Tropeçou no sol da manhã
e mergulhou no azul do outono.

Helena Kolody (1912-2004)

Só se lê bem aquilo que é lido com algum propósito pessoal.
Pode ser até com a intenção de adquirir poder.
Pode ser até mesmo com ódio do autor.

Paul Valéry

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Haikai

Paul Sérusier
Pescaria
Cochilo, Na linha
eu ponho a isca de um sonho.
Pesco uma estrelinha.

Guilherme de Almeida

Existir é apaixonar-se

Claude Théberge
Existir é vencer os obstáculos opacos
da experiência vivida, como:
¤ a angústia,
¤ o absurdo,
¤ o desespero e
¤ o paradoxo;
Existir é apaixonar-se.

Soren Kierkegaard (1813-1855)

domingo, 5 de setembro de 2010

Os amores desta minha vida,
Foram poucos, mas escaparam,
Por entre os dedos...
Como água.
Como se eu não merecesse.

Se me calo, invalido o que vale a pena ser dito!
Se falo, receio que o começo... Chegará ao fim.
E nesta solidão vou ter ao vivo e a cores...
Toda a minha esperança jogada fora.

Sonhar não se paga imposto.
Sei que errei em meus sonhos, não contabilizei:
Que amar tem que ser a dois...
Se curtindo...
Se apaixonando...
Joguei pelo ralo o que não soube valorizar!
Tenho a lembrança que me deixaste...
Isto já é o bastante.

Maria José Speglich

O vento agitando-se entre as árvores
Traz outras agitações dentro de mim...
E eu, mergulho ventaniamente nas palavras.
Palavras feitas no vento do meu espaço in (ex) terno,
Vento macio, amando água, corpos e paixão!
Vento suave de lirismos (in)contidos
No peito do poema em gestação,
Vento refeito em nuvens brancas,
como o carinho de um bem querer!
O vento ventando a vida
Varrendo saudades noutras direções
Vento vindo, voando, vago: vento...

Maria José Speglich

sábado, 4 de setembro de 2010

Eu
estava dormindo e acordaram-me
... e me encontrei num mundo incerto e louco!
mas quando eu começava a compreendê-lo
um pouco
já eram horas de dormir de novo...

Mario Quintana (1906-1994)

Flutuações

O sonho aprendeu a pairar bem alto,
lá onde o sobressalto nem sequer nasceu.
Namorou a trôpega ilusão,
até que trêfego e desajeitado,
desprendeu-se de seu reino idealizado,
veio pousar tamborilante em minha mão.
Assim, aquecido e aconchegado,
parece que se esqueceu de ir embora.
Na hora em que ressona distraído,
eu lhe pingo malemolências ao ouvido,
à sua inquietação eu me sujeito.
Eis que o sonho dorme agora aqui comigo,
seu corpo repousa no meu peito.

Flora Figueiredo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Para pintar o retrato de um pássaro.
Primeiro pinte uma gaiola
com a porta aberta.
Depois pinte
algo gracioso
algo simples
algo bonito
algo útil
para o pássaro.
Então encoste a tela a uma árvore
em um jardim
em um bosque
ou em uma floresta.
Esconda-se atrás da árvore
sem falar
sem se mover...
Às vezes o pássaro aparece logo
mas ele pode demorar muitos anos
antes de se decidir.
Não desanime.
Espere.
Espere durante anos, se for necessário.
A rapidez ou a lentidão do pássaro
não influi no bom resultado do quadro.
Quando o pássaro aparecer
se ele o fizer
observe no mais profundo silêncio
até ele entrar na gaiola
e quando ele assim agir
delicadamente feche a porta com o pincel.
Então, apague uma a uma todas as grades
tomando cuidado para não tocar na plumagem do pássaro.
Em seguida, pinte o retrato de uma árvore
escolhendo o mais bonito de seus galhos
para o pássaro.
Pinte também a folhagem verde e o frescor do vento
o dourado do sol
e a algazarra das criaturas, na relva,
sob o calor do verão.
E então espere até que o pássaro decida cantar.
Se ele não cantar
é um mau sinal,
um sinal de que a pintura está ruim.
Mas se ele cantar é um bom sinal
um sinal de que você pode assinar.
Então, com muita delicadeza,
você arranca
uma das penas do pássaro
e escreve seu nome em um canto do quadro.

Jacques Prévert

Os Símbolos Nacionais são (Lei Nº 5.700):
  1. Bandeira Nacional.
  2. Hino Nacional.
  3. Armas Nacionais.
  4. Selo Nacional.
1. Bandeira Nacional Projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e por Miguel Lemos, a Bandeira Nacional foi desenhada por Décio Vilares. Ele se inspirou na bandeira do Império, que havia, por sua vez, sido desenhada pelo pintor francês Jean Debret. A esfera azul onde hoje aparece a divisa positivista "Ordem e Progresso" substituiu a antiga coroa imperial. Dentro da esfera estava representado o céu do Rio de Janeiro com a constelação do Cruzeiro do Sul tal como apareceu às 8h30min do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. Mas, em 1992, uma lei modificou as estrelas da bandeira, para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal fossem representados.
2.Hino Nacional
A identificação do povo com o Hino é muito importante para que, ao ouvi-lo ou cantá-lo, possa se ter a sensação de que ele é realmente o porta-voz da nação, da alma do povo. Você mesmo já não se emocionou várias vezes ouvindo o Hino Nacional Brasileiro, depois de uma competição esportiva ?
3. Armas Nacionais
Figura representada por um escudo redondo, pousado em uma estrela de cinco pontas, com o Cruzeiro do Sul ao centro e sobre uma espada. Traz um ramo de café à direita e outro de fumo à esquerda. Numa faixa em cima da espada, encontram-se as legendas "República Federativa do Brasil", ao centro, "15 de novembro", à direita, e "de 1889", à esquerda.
4. Selo Nacional
Formado por um círculo representando uma esfera celeste, exatamente igual à da Bandeira Nacional, tem ao redor as seguinte palavras: "República Federativa do Brasil". O Selo é usado para conferir a autenticidade dos atos de governo e dos diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.