terça-feira, 29 de abril de 2014

A Bondade

George William Joy
Não fazer mal a ninguém,
nem, tampouco, a si mesmo.
Tornar todo mundo feliz e
a si mesmo também.
Eis a bondade”.

Bertolt Brecht (1898-1956)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Dança Lenta

Edgar Degas
Não somos nem bons nem maus:
somos tristes. Plantados entre chão
e estrelas, lutamos com sangue,
pedras e paus, sonho
e arte.

Nem vida nem morte:
somos lúcida vertigem,
glória e danação. Somos gente:
dura tarefa.
Com sorte, aqui e ali a ternura
faz parte.

Lya Luft

sábado, 26 de abril de 2014

Fragilidade

Sir Lawrence Alma-Tadema
"Todas as relações do mundo possuem sua prateleira de cristais. Há sempre um suspense, uma delicadeza ao transitar pela fragilidade do outro. Melhor não falar muito alto, é mais prudente ir devagar e com cuidado. Para não estragar, pra não quebrar, pra durar por muitos séculos."
Martha Medeiros

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Da Solidão

John William Godward
Prove a solidão que cura,
Aplauda a solidão que inventa,
Escute a solidão que diz:
-Aquela é pra ti, aquela não é

Sinta a solidão dos seres,
Por um instante,
Firme o olhar nas estrelas
E então, apregoe a solidão dos astros

Banhe os olhos nas águas solitárias
Da Baía perdida

Alguém poderá escrever que um dia te
Viu ali
Banhando-te sozinho na solidão dos outros.
Experimente então a solidão que afaga,
que minimiza a mágoa
e recupera os ouvidos do coração

Faça apenas da solidão que muda
Que transforma tua alma translúcida
em paciência e compreensão.

Mas não precipite as coisas
Não preencha a solidão com mapas

Fite a solidão que ilumina
E lá do fim do arco-íris observe a solidão a
navegar

A solidão que se esquece aos olhos da
viração.

Marcos André Carvalho Lins

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Edward Killingworth Johnson
“O homem deveria procurar ver a Deus na mulher e ajudá-la a compreender a sua natureza espiritual. Ele deveria fazê-la sentir que ela está com ele não só para satisfazer seu apetite sexual, mas como uma companheira a quem ele respeita e estima como uma expressão da Divindade. E a mulher deve considerar o homem da mesma forma”.
Paramahansa Yogananda (1893-1952)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Miró

Joan Miró
Para atingir sua expressão fontana
Miró precisava de esquecer os traços e as doutrinas
que aprendera nos livros.
Desejava atingir a pureza de não saber mais nada.
Fazia um ritual para atingir essa pureza: ia ao fundo
do quintal à busca de uma árvore.
E ali, ao pé da árvore, enterrava de vez tudo aquilo
que havia aprendido nos livros.
Depois depositava sobre o enterro uma nobre
mijada florestal.
Sobre o enterro nasciam borboletas, restos de
insetos, cascas de cigarra etc
A partir dos restos Miró iniciava a sua engenharia
de cores.
Muitas vezes chegava a iluminuras a partir de um
dejeto de mosca deixado na tela.
Sua expressão fontana se iniciava naquela mancha
escura.
O escuro o iluminava.

Manoel de Barros

sábado, 19 de abril de 2014

Pensamento:

George Goodwin Kilburne
“Temos de conhecer as pessoas
e as coisas humanas para as amar.
Temos de amar Deus
e as coisas divinas para as conhecer”.

Blaise Pascal (1623-1662)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cerimônia do Lava-pés

Del Parson
A origem da prática pode estar nos costumes referentes à hospitalidade das civilizações antigas, especialmente naquelas onde a sandália (um calçado aberto) era o principal tipo de calçado. O anfitrião, ao receber um hóspede, providencia uma vasilha com água e um servo para lavar-lhe os pés.
Cristo fez isso com humildade. O colocar-se abaixo, considerar uns aos outros superiores a si mesmo.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Paisagem

Monet
Ser tão

nas ruas

Sertão

nas ruas.

Eunice Arruda

domingo, 13 de abril de 2014

Quando Mickey Mouse foi um traficante de drogas...

Em um quadrinho de 1951, ele e Pateta tomam anfetamina, vão à África para vender a droga e entram numa briga com o fornecedor local de haxixe
Você se lembra daquela vez em que o Mickey e o Pateta viram traficantes de drogas e se envolvem numa guerra violenta com um cartel africano? Não? Pois é, em um história em quadrinhos de 1951, Mickey Mouse fica fissurado em um remédio chamado “Peppo”; uma colher do estimulante basta para fazê-los subir pelas paredes (literalmente). Apaixonados pelos efeitos da droga, Mickey e Pateta têm a brilhante ideia de vender anfetamina para faturar uma grana, mas acabam incomodando o fornecedor local de haxixe.
Difícil de acreditar? É bom lembrar que na década de cinquenta, o uso não-medicinal de drogas estimulantes e sedativas era amplamente aceito e difundido na sociedade — os produtos eram vendidos no balcão das farmácias. A prática era tão comum que virou até enredo de quadrinhos infantis da Disney. A fracassada cruzada norte-americana contra as drogas só veio anos mais tarde, com Nixon nos anos sessenta.
Tudo começa quando o Pateta consegue uma “amostra grátis” de uma substância estimulante, muito parecida com anfetamina, chamada Peppo. Os dois provam o remédio “sabor chocolate” e se apaixonam pelo poder do “Super Peppo”. Mickey fica “ligadão” e tem a genial ideia de comercializar o “rebite” ou “bolinha”, como a droga é chamada no Brasil.
O dona da patente diz que não há espaço para mais vendedores nos EUA, mandando Pateta e Mickey além das fronteiras para conquistar o mercado africano. Lá, os dois intrépidos comerciantes encontram o local perfeito: um vilarejo cheio de gente cansada. A empreitada, porém, acaba incomodando o “Medicine Man” (Homem dos Remédios”), o curandeiro/traficante local. Ele é o produtor da substância — “hash”, ou haxixe — responsável por manter todos, inclusive o rei, sonolentos.
Com a ajuda de Peppo, Mickey e Pateta conseguem acordar o rei e convencê-lo de que seu Medicine Man não passa de um impostor. Como recompensa, vendem todo o carregamento de Peppo e voltam para os Estados Unidos com os bolsos cheios.

Fonte:
Revista Smuel: ( Quando Mickey Mouse foi um traficante)

sábado, 12 de abril de 2014

Poesia

Salve minha linda palmeira brasileira
Que vive prisioneira
Por entre os quatro cantos do prédio da cidade
Nasceu como pequena semente
No ponto mais quente
Do nosso país continental tropical Veio morar por aqui
No subúrbio desta Capital
E apesar de toda poluição infernal
Vive como antigamente
A irradiar ondas redondas serenamente
Como se fosse tudo natural
É como grande amizade
Que nos comunicamos e amamos de verdade
Eu do reino animal
Ela do reino vegetal
Nós dois, pois, do superimpério democrático social.

Jorge Mautner

terça-feira, 8 de abril de 2014

Reflexão:

Joseph Caraud
“Procurem ver o mundo como na verdade ele pode ser visto, como um lugar maravilhoso, que, à semelhança de um jardim, podemos cultivar e tornar ainda melhor. Procurem ter a humildade de um jardineiro experiente, de um jardineiro que sabe que muitas das suas tentativas não irão ser bem sucedidas”.
Karl Popper (1902-1994)

domingo, 6 de abril de 2014

Reflexão:

Albrecht Dürer
Perguntaram a Saramago:
→ Como pode o homem ser bom sem Deus?
E Saramago devolveu outra pergunta:
→ Como pode o homem com Deus ser mal?

sábado, 5 de abril de 2014

Timidez

Tullia Masinari
O bicho-de-conta
Faz de conta, faz
Que é cabeça tonta
Mas lá bem no fundo
Não é mau rapaz.

Se a gente lhe toca,
Logo se disfarça:
Veste-se de bola.
Por mais que se faça
Não se desenrola.

Lá dentro escondendo
Patinhas e rosto
É todo um segredo:
Se eu fosse menino
Comigo brincava
Sem medo, sem medo.

Maria Alberta Menéres

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Siriema

Oh! siriema de Mato Grosso
Teu canto triste me faz lembrar
Daqueles tempos que eu viajava
Tenho saudade do teu cantar

Maracaju, Ponta-porã,
Quero voltar oh meu Tupã
Rever os campos que eu conheci
E a siriema eu quero ir

Oh! siriema, quando tu cantas de Mato Grosso a saudade vem
Oh! siriema quando tu choras e vai-se embora
choro também

Maracaju, Ponta-porã,
Quero voltar oh' meu Tupã
Rever os campos que eu conheci
E a siriema eu quero ir.

Chico Neto