segunda-feira, 30 de agosto de 2010

“Nenhum homem é livre se a sua mente
não é como uma porta de vai e vem,
abrindo-se para fora afim de liberar suas próprias ideias
e para dentro a fim de receber os bons pensamentos de outrem.”

Ralph Maxwell Lewis (1904-1987)

domingo, 29 de agosto de 2010

Jan Havicksz Steen
“Fico às vezes imaginando como é que o mal causado pela escola às crianças e jovens não deixa, a maior parte das vezes, marcas mais claramente perceptíveis, e como é que moços e moças conseguem crescer tão sensatos e bons, a despeito das deliberadas tentativas feitas pela escola de entortar ou mesmo interromper o seu desenvolvimento. Alguns, sem dúvida, sofrem danos de tal monta que sentem seus efeitos até o fim da vida. Mas muitos parecem não se deixar afetar pela vida da escola e uns poucos até se saem bem. A razão disso me parece ser que o instinto natural dos jovens se rebela de forma tão absoluta contra a formação escolar que, não importa o que os professores façam, nunca conseguem que seus alunos os levem suficientemente a sério”.
Samuel Butler (1612-1680)
“Corinthians - 100 Anos de Paixão”

O Sport Club Corinthians Paulista é um clube desportivo brasileiro. Foi fundado como uma equipe de futebol no dia 1º de setembro de 1910 por um grupo de operários do bairro do Bom Retiro, na cidade de São Paulo. O nome foi inspirado no Corinthian FC de Londres, que excursionava pelo Brasil.
A ideia inicial era de fundar um novo time de futebol para jogar no futebol de várzea, já que o Liga Paulista era disputada apenas por equipes da elite. Graças a uma dissidência entre os clubes aristocráticos da Liga Paulista de Foot-Bal, o Corinthians disputou uma seletiva classificatória para o torneio dessa entidade. Assim, em 1913 o clube jogaria pela primeira vez o Campeonato Paulista. A origem humilde do Corinthians refletiu-se em alguns de seus apelidos, como clube dos operários, time do povo, ou timão. Foi o primeiro clube de São Paulo a abrir espaço para jogadores pobres. Foi também o segundo clube do futebol brasileiro (o primeiro foi o Bangu) e o primeiro do futebol paulista a aceitar atletas negros no time.
Agora, no centenário deste grande clube brasileiro, seu passado e presente cheios de glórias são homenageados em todo o Brasil.
O Corinthians está construindo em Itaquera (zona leste da cidade de São Paulo), um Estádio com capacidade para 55 mil pessoas em média e será o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.
Se eu puder evitar que um coração se parta
Não viverei em vão.
Se eu puder suavizar a aflição de uma vida
Aplacar uma dor,
Ou ajudar um frágil passarinho
A retornar ao ninho,
Não viverei em vão.

Emily Dickinson (1830- 1886)

sábado, 28 de agosto de 2010

As ervas são como fios azuis-esverdeados,
A amoreira deixa pender seus ramos verdes.
É o tempo em que se pensa no dia do regresso,
o momento em que a minha dor se torna insuportável.
Vento da primavera, não te conheço!
Por que entras pelas minhas cortinas de gaze?

Li Pô (poeta chinês)
A esposa do guerreiro esta sentada à janela.
De coração aflito, borda uma rosa branca numa almofada de seda.
Picou-se no dedo! Seu sangue corre na rosa branca, que se torna vermelha.

Seu pensamento vai ter com seu amado, que esta na guerra,
e cujo sangue tinge, talvez, a neve de vermelho.

Ouve o galope de um cavalo... Chega, enfim, seu amado?
E apenas o coração que lhe salta com força no peito...

Curva-se mais sobre a almofada e borda com prata
as lágrimas que cercam a rosa vermelha.

Li Pô (poeta chinês)
Tradução de Cecilia Meireles

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Recolha as estrelas
Ainda em sementes
Desenha o infinito
E plante-as em outros céus,
Bem longe

Adube-as com sonhos
Regue-as com lágrimas
E espera pelos segredos
Daquela que escolheste tê-la,
Bem perto.

Jaak Bosmans

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.

O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa (1888-1935)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

As meninas que da alma pulam
brincam de esticar
o tempo.

Com suas saias rodadas
dançam a canção mais pura
que aprenderam
correndo
entre as junturas dos ossos.

Vera Lúcia de Oliveira

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

  • Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
  • Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
  • Tempo de matar, e tempo de curar;
  • Tempo de derrubar, e tempo de edificar;
  • Tempo de chorar, e tempo de rir;
  • Tempo de prantear, e tempo de dançar;
  • Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
  • Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
  • Tempo de buscar, e tempo de perder;
  • Tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
  • Tempo de rasgar, e tempo de coser;
  • Tempo de estar calado, e tempo de falar;
  • Tempo de amar, e tempo de odiar;
  • Tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Eclesiastes 3:01
Fragmento

sábado, 21 de agosto de 2010

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer.
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O'Neill, poeta surrealista português
(Lisboa, 19 de Dezembro de 1924 - 21 de Agosto de 1986)
Conjugamos em coro
o verbo amanhecer
com sílabas que roubo
ao que a noite nos dê.

David Mourão-Ferreira

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Rosa
e todas as rimas
Rosa
e os perfumes todos
Rosa
no florindo espelho
Rosa
na brancura branca
Rosa
no carmim da hora
Rosa
no brinco e pulseira
Rosa
no deslumbramento
Rosa
no distanciamento
Rosa
no que não foi escrito
Rosa
no que deixou de ser dito
Rosa
pétala a pétala
despetalirosada.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Haikai

Nesta noite
ninguém pode deitar-se:
lua cheia.

Matsuo Bashô
poeta japonês (1644-1694)
O mundo em que vivo repugna-me,
mas sinto-me solidário dos homens
que nele sofrem.

Albert Camus (1913-1960)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pílula anticoncepcional completa 50 anos no mercado
Ela foi decisiva para revolução sexual da década de 60 e, por mais que a Igreja Católica condene seu uso até hoje, permanece o método contraceptivo preferido e adotado por cerca de 100 milhões de mulheres no mundo todo.
Henrietta Rae
A esperança engana
Mente o sonho
Eu sei
Que mentiras lindas
eu mesma inventei
e contei para mim...

Helena Kolody (1912-2004)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vila Industrial de Campinas

17 de agosto - Dia do Patrimônio Histórico
Bairro Vila Industrial - Campinas
Patrimônio Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.
Preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo, impedindo sua destruição ou descaracterização.
A Vila Industrial é composta por várias casas e vilas, dentre elas a Manoel Freire, que é tombada pelo Condepacc desde 1994. O tombamento não impediu que suas casas fossem totalmente degradadas.
A Vila Manoel Dias (Vila Industrial de Campinas - SP), começou a ser construída por volta de 1908, para os funcionários da Mogiana. A construção da estrada de ferro trouxe imigrantes para trabalhar nas oficinas dessa e de outras companhias ferroviárias como a Paulista. Outras fábricas – como as de equipamentos agrícolas e os curtumes – também se instalaram na região.

Observem a História de sua cidade.

domingo, 15 de agosto de 2010

Josephine Wall
São tão remotas as estrelas que,
apesar da vertiginosa velocidade da luz,
elas se apagam. e continuam a brilhar durante séculos.

MORREM OS MUNDOS... Silenciosa e escura,
Eterna noite cinge-os. Mudas, frias,
Nas luminosas solidões da altura
Erguem-se, assim, necrópoles sombrias...

Mas pra nós, di-lo a ciência, além perdura
A vida, e expande as rútilas magias...
Pelos séculos em fora a luz fulgura
Traçando-lhes as órbitas vazias.

Meus ideais! extinta claridade -
Mortos, rompeis, fantásticos e insanos
Da minh'alma a revolta imensidade...

E sois ainda todos os enganos
E toda a luz, e toda a mocidade
Desta velhice trágica aos vinte anos...

Euclides da Cunha
(20 de janeiro de 1866 - 15 de agosto de 1909)
"De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino.
Sou o capitão da minha alma."

William Ernest Henley
Poema favorito de Mandela

sábado, 14 de agosto de 2010

Passam os séculos, os homens, as repúblicas,
as paixões; a história faz-se dia por dia,
folha a folha; as obras humanas alteram-se,
corrompem-se, modificam-se, transformam-se.
Toda a superfície civilizada da terra
é um vasto renascer de coisas e ideias.

Machado de Assis (1839-1908)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Kim Anderson
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas
vão te aceitar com és e, te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
saber que se é realmente amado.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“Não é verdade que o sofrimento nos purifica, nos faz melhores, mais sábios e compreensivos. Nós nos tornamos frios, iniciados e indiferentes. Quando compreendemos, pela primeira vez na vida, o destino, nos tornamos quase serenos. Serenos e solitários no mundo, de um modo singular e assustador”.
Sándor Márai (1900-1989)
Hoje despertei em teus braços,
Brisa amiga,
busco teu rumo,
sinto teu sopro.
Brisa amiga vem comigo
receber o dia.
Sonhos antigos,
outros tempos, outros ventos,
restos, distantes ecos,
confundem meus pensamentos.
Estende teus braços,
apaga, do passado, os traços.
Brisa amiga vem comigo
ver nascer o dia.
Fecho os olhos, a luz me ofusca,
outros sentidos a me guiar,
inspiro profundamente, eterna busca,
quem sabe um dia vou encontrar.

MJSpeglich

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cantiguinha de verão
Anda a roda
Desanda a roda

E olha a lua a lua a lua!

Cada rua tem a sua roda
E cada roda tem a sua lua

No meio da rua
Desanda a roda: Oh,

Ficou a lua
Olhando em roda...

Triste de ser uma lua só!

Mario Quintana