sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Personalidades HIstóricas

40 anos a.C. uma mulher abalou
os mais poderosos do mundo.Ela foi rainha de
uma civilização tão antiga como a civilização.
Trezentos anos antes de Cleópatra governar o país mais rico do mundo, Alexandre, o grande, tinha acabado de conquistar o Egito. Desejoso de ser considerado uma divindade, o comandante militar dirigiu-se ao templo de Siwa, onde fora proclamado um deus pelo oráculo. Alexandre conquistou o maior império de toda história, dominando terras que iam da Europa a Índia. Cleópatra certamente inspirou seus objetivos, sobretudo políticos, as façanhas alcançadas por Alexandre. Depois de Alexandre Cleópatra foi a rainha mais poderosa do oriente médio.
Cleópatra nasceu em 68 a.C., entre as intrigas e as violências palacianas. Foi criada em Alexandria, maior e mais opulenta cidade do mundo. Quando seu pai morreu deixou o trono para ela com 18 anos e seu irmão com 10.
A ideia que Hollywood passou de Cleópatra para o mundo está incorreta, pois ela longe de ser apenas uma mulher fútil, poderosa e entregue aos prazeres da vida, através de mitos e filmes, uma ficção criada por seus inimigos.
Cleópatra ansiava dar fim às dominações estrangeiras que tomavam seu reino. Além disso, era conhecida como hábil debatedora e dominava várias línguas como aramaico, persa, latim, etíope, egípcio e árabe. Segundo o historiador Plutarco, ela não detinha atributos físicos, mas se valia de outros artifícios para alcançar seus objetivos. Mas a lenda persiste há mais de 2000 anos, principalmente porque poetas e dramaturgos, inclusive Shakespeare, têm dado maior ênfase aos encantos físicos e às paixões do que à inteligência e à coragem dessa rainha. Seus feitos, porém, revelam que ela foi uma mulher brilhante, engenhosa, que passou a vida lutando para impedir que seu país fosse aniquilado pelos romanos.
Ela falava seis idiomas, conhecia bem a história, a literatura e a filosofia gregas, era uma negociadora astuta e, ao que parece, uma estrategista militar de primeira ordem.
Foi essa a Cleópatra que Júlio Cesar conheceu no Outono de 48 a.C. Ela com 21 anos e ele com 52. Ele fora ao Egito em perseguição ao general romano Pompeu, seu adversário numa luta pelo domínio político, gênero de contenda que manteria Roma convulsionada durante quase um século, além conseguir trigo do Egito e ela queria voltar ao trono triunfante onde seu irmão era o faraó Ptolomeu XIII.
Como ambos eram bem intelectualizados ficaram atraídos e ai surgiu um relacionamento amoroso que se tornara publico, tornaram-se amantes.
Em 15 de janeiro do ano 47 a.C. Ptolomeu XIII (irmão de Cleópatra), morreu afogado no rio Nilo comandando sua frota. E Júlio Cesar passou a controlar o Egito, entregando o poder a Ptolomeu XIV, que só tinha 6 anos, obrigando a Cleópatra, que já era amante do romano, a casar-se com seu irmão e formar um novo casal real. (casamento só no papel). Na verdade, Cleópatra governa sozinha.
Apesar de César estar muito envolvido com Cleópatra, decide voltar a Roma, mas a deixa grávida de um filho seu. Em 27 de junho de 47 a. C., nasceu Ptolomeu César, que o povo egípcio chamou de Cesarión.
No ano seguinte, com seu marido (irmão) e seu filho parte para Roma, onde é recebida como uma rainha por Júlio César, mas para o povo romano ela não era mais do que sua amante. Esta viagem, independente de outros valores, nos revela o interesse por conhecer os costumes romanos e inclusive o desejo de uma oriental por ocidentalizar-se. Cleópatra permaneceu um ano e meio em Roma, em uma cidade que não podia se comparar com a bela Alexandria. A rainha estava protegida por César, mas tinha a esperança de alcançar uma união legal, o que nunca aconteceu.
Júlio César, nunca se importou com o povo, que não gostava da egípcia e construiu em sua honra uma estátua de ouro no templo de Vênus. Porém, o descontentamento do povo era tal, que em 15 de março de 44 a.C., Júlio César foi assassinado durante uma reunião do Senado romano e Cleópatra volta para o Egito.
Alguns meses depois seu irmão é assassinado (provavelmente a mando dela) e declara seu filho Cesarión como herdeiro do trono.
Enquanto que em Roma após a morte de Júlio César Roma a ser governada por Otaviano que tinha 19 anos, cuidava da Europa Ocidental e Marco Antônio, era um general hábil e homem de confiança de Júlio César cuidaria das parte oriental da Europa.
Marco Antônio era amante do prazer, do vinho já era casado pela terceira vez e não tem disciplina de Júlio César.
Três anos depois da morte de Júlio César, Cleópatra estava no Egito e sabia que não poderia manter a unidade de seu reino contra a invasão dos romanos e que seria necessária outra aliança para que não fosse atacada.
Marco Antônio vai até o Egito e ambos se unem pelo poder e pelo sexo. Ela acaba dando a luz a gêmeos.
Marco Antônio volta para Roma e sua mulher morre, mas ao invés de se voltar para Cleópatra ele casa-se com a irmã de Otaviano, um casamento de conveniência.
37 a c Marco Antônio está na Síria e convoca Cleópatra e ambos negociam a expansão imperial de Roma e do Egito. Começa um grande descontentamento do povo romano e Otaviano lança uma batalha imoral sobre Cleópatra, chamando-a de depravada, coisa que dura até hoje.
Otaviano convence o Senado para derrotar Cleópatra e inicia-se uma batalha de 4 meses começando na Grécia. em 31 a.C., as tropas de Otaviano vencem as de Marco Antônio. Desolados voltam para Alexandria e temem novas invasões.
Na primavera de 30 a.C Cleópatra sabe que Otaviano está a caminho para derrota-los, Marco Antônio oferece sua vida para salvar Cleópatra, mas Otaviano não o atende. No dia seguinte ouvindo boatos que Cleópatra está morta ele se apunhala e morre nos braços de Cleópatra. Ela que não queria ser derrotada por Otaviano comete o suicídio mais famoso da História – ser picada por uma Naja era interessante para ela pois a Naja animal sagrado, companheira de Isis e acreditam que quem morresse picado por ela viveria na eternidade. Isso realmente aconteceu, Cleópatra é lembrada constantemente no mundo todo. Com a idade de 39 anos, morreu Cleópatra, a última rainha do Egito. Morre a grande mulher e nasce o mito.
Imediatamente após Otaviano manda matar Cesarión que tinha então 17 anos, mas poupa os gêmeos e os cria como filhos.
Com Otaviano inicia-se o Império, recebendo do Senado o título de Augusto (divino). Otaviano foi o imperador na época em que Cristo nasceu.

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