terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ela pousa em minhas pálpebras,
Põe seus cabelos sobre os meus,
Tem a forma de minhas mãos,
Tem a cor dos meus olhos,
Se entranha em minha sombra
Como uma pedra contra o céu.

Ela nunca fecha seus olhos
Nem me deixa mais dormir.
Em pleno dia, seus sonhos
Dissipam os sóis,

Fazem-me chorar, chorar e rir,
Falar sem ter nada pra dizer. (...)

Paul Éluard (1895-1952)
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

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