terça-feira, 23 de novembro de 2010

Johnny: ‘A vida do espião que delatou a rebelião comunista de 1935’
Autores: R. S. Rose (Americano), Gordon D. Scott (canadense).
Editora: Record
Páginas:602 pág.

O livro revela a face brutal do mais lendário governante brasileiro (Getúlio Vargas), e relata episódios aterradores que ocorreram sob seu governo. O pesquisador descreve primeiro o ambiente familiar violento em que Getúlio nasceu, entre histórias façanhudas e pistoleiros a soldo do pai, fazendeiro gaúcho. Vemos a seguir o primeiro crime de morte em que ele se envolveu, ainda menino, ao participar de uma emboscada contra um desafeto de seu irmão mais velho.
Depois de apresentar uma síntese da ascensão política de Getúlio, pontuada por outros crimes e atos de violência, Rose penetra nas entranhas do aparelho repressivo do governo Vargas, caracterizado por um grau de brutalidade nunca visto até então no país. Sua narrativa da repressão aos revoltosos paulistas de 1932 e aos fomentadores da Intentona Comunista exibe sem eufemismos a rotina da tortura como política de Estado. O livro traz ainda lances pouco conhecidos das relações entre agentes brasileiros e espiões e torturadores americanos, ingleses e alemães da Gestapo, sugerindo que, ao menos em matéria de barbárie, o Brasil de Vargas se equiparou às práticas adotadas ou estimuladas pelas nações mais avançadas da Terra.
O livro também sustenta que o alemão Johann Heinrich Amadeus de Graaf, conhecido pelo codinome de Johnny foi enviado ao Brasil pelo serviço secreto soviético para ajudar no levante comunista de 1935 (Intentona Comunista), era, na verdade, espião e agente duplo a serviço da Inteligência Britânica, em 1933 e delatou Prestes e seus companheiros.

Fuzilado... Aliás, o falso agente, que teve 69 identidades frias, foi executado em Moscou, em 1938.

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