quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Existiam poucos ilheenses de nascimento que já tivessem importância na vida da cidade. [...] De todo o [Nordeste] do Brasil descia gente para essas terras do Sul da Bahia. A fama corria longe, diziam que o dinheiro rodava na rua, que ninguém fazia caso, em Ilhéus, de prata de dois mil réis. Os navios chegavam entupidos de emigrantes, vinham aventureiros de toda a espécie, mulheres de toda a idade, para quem Ilhéus era a primeira ou a última esperança.
Jorge Amado. Terras do sem fim, 1943.
Bota o retrato do Velho outra vez,
Bota no mesmo lugar.
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar.
(Haroldo Lobo e Marino Pinto, 1951.)
Cantada por Francisco Alves, essa música
se tornou um recurso de propaganda política do período.
Observem:
a) A letra da música faz referência ao candidato Getúlio Vargas
b) Na origem Vargas não passava de um representante das oligarquias que exerciam o poder político no Rio Grande do Sul, por intermédio do. Partido Republicano Rio-grandense, na ocasião liderado por Borges de Medeiros.
Circunstancias políticas projetaram o político gaúcho no cenário nacional, quando liderou a chapa de oposição – A Aliança Liberal – contra a candidatura de Julio Prestes. A vitória eleitoral deste último soma-se, entre outros fatores, à radicalização de setores da oficialidade jovem do Exército - os tenentes – levando a uma ruptura política conhecida como “Revolução de 1930”, que depôs o presidente Washington Luís, impediu a posse do candidato eleito Julio Prestes e colocou Getúlio Vargas no poder.

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