terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Duy Huynh
Não nomear as coisas com seus nomes. As coisas têm bordas dentadas, vegetação luxuriante. Mas quem fala no quarto cheio de olhos. Quem denteia com uma boca de papel. Nomes que vêm, sombras com máscaras. Me cura do vazio - disse eu. (A luz se amava no meu escuro. Percebi que já não havia quando me peguei dizendo: sou eu.) Me cura - disse eu.
Alejandra Pizarnik (1936-1972)

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