segunda-feira, 14 de maio de 2012

William Blake - Nabucodonosor
Quantos reinos nos ignoram! O silêncio eterno destes espaços infinitos me apavora!...
Que o homem tendo voltado a si considere o que é na medida do que é; e que desta pequena prisão em que se encontra colocado, o Universo, ele aprenda a estimar a terra e seja mesmo sua justa medida. Que é o homem no infinito? O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um meio entre nada e tudo. Infinitamente afastado de compreender os extremos, o fim das coisas e seus princípios... igualmente incapaz de ver o nada de onde foi tirado, e o infinito em que está envolvido. Que fará então a não ser perceber alguma aparência no meio das coisas, num desespero eterno de não conhecer nem seu princípio nem seu fim.
Blaise Pascal (1623-1662)

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