quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O forte Eco da Primavera Silenciosa
Cinquenta anos atrás, Rachel Carson (1907-1964), fez soar um alarme que ainda se ouve até hoje.
Com seu livro “Primavera Silenciosa”, Rachel – uma naturalista já conhecida pelo best-seller “O Mar que nos Cerca” – denunciou os efeitos do uso indiscriminado de pesticidas no mundo natural, que afetavam inclusive os humanos. O livro foi publicado em 27 de setembro de 1962.
“Hoje esses borrifadores, pulverizadores e aerossóis são utilizados quase que universalmente em fazendas, jardins, florestas e residências ... embora o alvo pretendido possa ser apenas algumas ervas daninhas ou insetos”, escreveu Rachel. “Alguém acredita que é possível depositar uma enxurrada de venenos na superfície da Terra sem torná-los impróprios para todas as formas de vida?”
O livro “Primavera Silenciosa” chamou a atenção para os perigos do uso de pesticidas e levou o Comitê Consultivo Científico do presidente John F. Kennedy a recomendar regulamentações.
Em parte devido à “Primavera Silenciosa”, o pesticida DDT foi banido nos Estados Unidos e para uso agrícola em todo o mundo por meio da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes. No entanto, em 2006 a Organização Mundial da Saúde aprovou seu uso para controlar a incidência de malária em países em desenvolvimento, onde as alternativas não se mostraram eficazes. A própria Rachel escreveu: “Um conselho prático deve ser ‘pulverize o mínimo possível’ em vez de ‘pulverize até o limite da sua capacidade’”.
A Biblioteca do Congresso dos EUA, incluiu “Primavera Silenciosa” em sua lista de Livros que Moldaram a América.

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