quinta-feira, 30 de junho de 2011

Helene Beland
Palavras
Golpes,
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.

A seiva
Jorra como pranto, como
Água lutando
Para repor seu espelho
sobre a rocha

Que cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
Encontro

Essas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto
Do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.

Sylvia Plath (1932-1963)
(tradução de Ana Cristina Cesar)

Um comentário:

Masé disse...

Olá!
Vim retribuir a sua visita ao MEU JARDIM SECRETO.
Fiquei feliz com sua visita!
Lhe trouxe flores de lá...
Seja sempre benvinda!
Abraços
Masé Soares