sábado, 13 de março de 2010

Federico Andreotti
Eu não sou tão pura quanto pareço
Nem como você pensa que sou.
Queria ser o avesso
Dessa imagem que te ofereço
Onde nem Deus nem um artista talhou
Fui feita de desespero, por isso sou o que sou.

Não sou santa, nem tão calma
Meu coração é revolto
Minhas mãos às vezes arranham
Meus olhos às vezes enganam.

Mas busco,
E busco a cada minuto
Refazer-me, me possuir serena.
Busco em cada pensamento um porquê
Das coisas terrenas... Pequenas.

O que sinto me condena
Mas é nele que encontro forças
Para prosseguir.
Que coisa estranha...
Buscar no meu pecado
A luz em mim
Mais pura, plena e santa.

Maria José Speglich

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