sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pálida Donzela

Charles-Am​able Lenoir
Oh! Pálida donzela, amo-te tanto!
Esmaece junto ao tétrico chorar
A tristura que jaz em meu olhar,
Quando contemplo teu eterno encanto!

Dissipaste-me o gélido quebranto,
Que por muito habitara como lar
Uma alma que assaz não pudera amar,
Vivendo sempre imersa em triste pranto...

Sonho contigo, e que tenho tua vênia
Para beijar-te a bela face branca,
E sentir o amor que mi'a dor arranca;

Sinto que és a flor duma velha nênia,
Que me surgiste na alva solidão,
P'ra de amor preencher-me o coração!

Renan Tempest

Um comentário:

Renan Tempest disse...

Maria, parabéns pelo belíssimo blog! Gostei bastante. E obrigado por postar este meu poema... Abraços...