quinta-feira, 28 de junho de 2012

Walter Crane
Queria de manhã trazer-te algumas rosas;
Mas na cintura as recolhi tão numerosas
Que o laço que amarrei não as pôde encerrar.

O laço se desfez. Levadas pelo vento,
As rosas para o mar se foram num momento;
E nas águas se vão pra nunca mais voltar;

O mar me pareceu rubro, como incendido.
É noite e perfumado ainda está meu vestido...
O cheiro da lembrança em mim hás de encontrar.

Marceline Desbordes-Valmore

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