sábado, 5 de maio de 2012

Há lembranças que matam
há bosques onde os amados vivem para sempre

há um cutelo de água nas fontes
quando as palavras voam para muito longe

Há a noite
e os cães que dormem em cordas de sono
em vogais de vento e abandono

há barcos que deslizam no horizonte
muito lentamente
e as estrelas descem por dentro dos mastros
na noite
há uma orquídea azul que se suicida
onde começa o teu nome.

Maria Azenha

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