Charles Sprague Pearce
A pastorinha morreu, todos estão a chorar.
Ninguém a conhecia e todos estão a chorar.
A pastorinha morreu, morreu de seus amores.
Á beira do rio nasceu uma árvore
e os braços da árvore abriram-se em cruz.
As suas mãos compridas já não acenam de além.
Morreu a pastorinha e levou as mãos compridas.
Os seus olhos a rirem já não troçam de ninguém.
Morreu a pastorinha e os seus olhos a rirem.
Morreu a pastorinha, está sem guia o rebanho.
E o rebanho sem guia é o enterro da pastorinha.
Onde estão os seus amores? Há prendas para Lhe dar.
Ninguém sabe se é Ele e há prendas para Lhe dar.
Na outra margem do rio deu á praia
uma santa que vinha das bandas do mar.
Vestida de pastora para se não fazer notar.
De dia era uma santa, à noite era o luar.
A pastorinha em vida era uma linda pastorinha;
a pastorinha morta é a Senhora dos Milagres.
José de Almada Negreiros (1893-1970)
Ninguém a conhecia e todos estão a chorar.
A pastorinha morreu, morreu de seus amores.
Á beira do rio nasceu uma árvore
e os braços da árvore abriram-se em cruz.
As suas mãos compridas já não acenam de além.
Morreu a pastorinha e levou as mãos compridas.
Os seus olhos a rirem já não troçam de ninguém.
Morreu a pastorinha e os seus olhos a rirem.
Morreu a pastorinha, está sem guia o rebanho.
E o rebanho sem guia é o enterro da pastorinha.
Onde estão os seus amores? Há prendas para Lhe dar.
Ninguém sabe se é Ele e há prendas para Lhe dar.
Na outra margem do rio deu á praia
uma santa que vinha das bandas do mar.
Vestida de pastora para se não fazer notar.
De dia era uma santa, à noite era o luar.
A pastorinha em vida era uma linda pastorinha;
a pastorinha morta é a Senhora dos Milagres.
José de Almada Negreiros (1893-1970)
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