terça-feira, 18 de maio de 2010

O verdadeiro amor é excepcional,

“O verdadeiro amor é excepcional,
dois ou três em cada século, mais ou menos.
No restante do tempo,
há a vaidade ou o tédio”.

Albert Camus (1913-1960)

domingo, 16 de maio de 2010

Mensagem

“Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam dos seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram as suas histórias. Pela manhã, têm todos os motivos para se entristecerem e reclamarem, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia. E vocês, portadores de nobres inteligências, que fazem com as vossas perdas?”.
Augusto Cury

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Que importa que já o saibas?

“Que importa que já o saibas?
Só se sabe o que já nos não surpreende”.

Vergílio Ferreira (1916-1996)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Estou sentado sobre a minha mala

Estou sentado sobre a minha mala
No velho bergantim desmantelado...
Quanto tempo, meu Deus, malbaratado
Em tanta inútil, misteriosa escala!

Joguei a minha bússola quebrada
Às águas fundas... E afinal sem norte,
Como o velho Sindbad de alma cansada
Eu nada mais desejo, nem a morte...

Delícia de ficar deitado ao fundo
Do barco, a vos olhar, velas paradas!
Se em toda parte é sempre o Fim do Mundo

Pra que partir? Sempre se chega, enfim...
Pra que seguir empós das alvoradas
Se, por si mesmas, elas vêm a mim?

Mario Quintana (1906-1994)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dizem que finjo ou minto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Fernando Pessoa (1888-1935)

As ondas são anjos que dormem no mar

Jim Warren
As ondas são anjos que dormem no mar,
Que tremem, palpitam, banhados de luz...
São anjos que dormem, a rir e sonhar
E em leito d'escuma revolvem-se nus!
E quando de noite vem pálida a lua
Seus raios incertos tremer, pratear,
E a trança luzente da nuvem flutua,
As ondas são anjos que dormem no mar!
Que dormem, que sonham- e o vento dos céus
Vem tépido à noite nos seios beijar!
São meigos anjinhos, são filhos de Deus,
Que ao fresco se embalam do seio do mar!
E quando nas águas os ventos suspiram,
São puros fervores de ventos e mar:
São beijos que queimam... e as noites deliram,
E os pobres anjinhos estão a chorar!
Ai! quando tu sentes dos mares na flor
Os ventos e vagas gemer, palpitar,
Por que não consentes, num beijo de amor
Que eu diga-te os sonhos dos anjos do mar?

Alvares de Azevedo (1831-1852)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Epístola de Tiago

“A sabedoria que vem do alto
é primeiramente pura, depois pacífica,
moderada, tratável, cheia de misericórdia
e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”

(Epístola de Tiago - 3: 17)

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Hora da Partida

A hora da partida soa quando
Escurecem o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Personalidades HIstóricas: Orlando Silva

Orlando Silva
Orlando Silva nasceu no Engenho de Dentro no dia 3 de outubro de 1915 e morreu em 7 de agosto de 1978 aos 62 anos.
"De 1935 a 1942, Orlando Silva foi o mais perfeito cantor popular do Brasil. E um dos mais perfeitos do mundo." Assim começa
Ruy Castro a história de Orlando. A sua carreira foi curta, durou apenas sete anos. Em 1940 algo afetou cruelmente a sua voz. Falou-se de bebida, drogas e mulher. Mas essas versões eram vagas e injustas.
Até a sua morte foi impossível apurar a verdade. Agora sabemos que a morfina foi a grande causadora do fim trágico de uma bela carreira.
Tudo começou com um acidente ocorrido em 1932 quando perdeu parte do pé ao cair de um bonde em movimento. Passou quatro meses internado no Hospital Souza Aguiar, com fortes dores, tomando morfina para poder suportar o sofrimento.
Mais tarde teve um problema nos dentes: "Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda", ou periodontite. O tratamento, em 1942, pode ter sido desastroso, expondo a dentina e o nervo de um ou mais dentes. A dor causada é uma das piores que o ser humano pode suportar. Imagine isso tudo com os recursos médicos daquela época. Em desespero, Orlando terá se lembrado da morfina que lhe haviam aplicado aos 16 anos, na época do acidente do bonde. E pode ter começado a usar a droga. Mas a morfina, além de causar dependência, ataca os nervos periféricos, entre os quais os das cordas vocais.
Mesmo com o tratamento, Orlando precisou extrair os dentes da arcada superior, o que também contribuiu para afetar a sua voz.
Mas vamos voltar à época do acidente com o bonde. Ruy Castro continua seu relato :"Orlando passou grande parte de 1933 em casa, de cama ou muletas, ouvindo rádio e decorando letras dos últimos sucessos que saíam nos jornais de modinhas". A música brasileira estava na sua "época de ouro". O grande cantor ainda era Francisco Alves, o "Rei da Voz". O acidente lhe custara a perda do emprego na Casa Reunier e Orlando foi trabalhar como trocador de ônibus. Foi estimulado pelos passageiros, pois vivia cantando, a tentar a sorte nos programas de calouros . Foi reprovado no programa de Renato Murce, na Rádio Phillips.
Em 1934 o compositor Bororó o ouviu, sem microfone, no corredor da rádio Cajuti. Empolgou-se com a sua voz e o apresentou a Francisco Alves, no Café Nice (na Galeria Cruzeiro, onde fica o hoje o Edifício Av. Central). E aí, com a ajuda de Francisco Alves, começou a sua carreira. O "Cantor da Multidões" começou a ser assim chamado graças à Oduvaldo Cozzi que se surpreendeu com o assédio popular a um cantor considerado feio, com defeito físico e que conseguia, graças à sua voz, arrebatar multidões de admiradores.
"Em fins dos anos 40, Orlando e Nelson Gonçalves entraram num botequim da Lapa para tomar um café. A vitrola casualmente tocava a sua gravação de "Por quanto tempo ainda", de 1939.
Orlando deixou-se ficar ouvindo os pianíssimos com que ornamentara a insuperável valsa de Joubert de Carvalho.
Então disse, com um sorriso inundado de lágrimas:
- Olha aí, Nelson. Esse sou eu.
Mas Nelson sabia a verdade: aquele tinha sido Orlando. Orlando é que parecia não acreditar que já não era o mesmo."
E Ruy Castro termina assim o seu relato: "O Orlando que seus últimos amigos conheceram era um homem triste, mas sem revolta, incapaz de culpar a quem quer que fosse (ou a si mesmo) pelo turbilhão que cortou na raiz uma das mais brilhantes carreiras do canto neste século. Mas uma coisa ninguém lhe tirava - e que bom que Orlando soubesse disso: seu lugar na História, como o maior cantor que a música popular brasileira já havia produzido."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Turbulências

“Todo ser humano passa por turbulências em sua vida.
A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma.
Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados,
mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade” .

Augusto Cury

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
[...]
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Amor incestuoso

Carlos Drummond de Andrade, a esposa Dolores e a filha Maria Julieta


Drummond nutria um amor incestuoso
pela filha Maria Julieta
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, 31 de outubro de 1902. Formou-se em farmácia, mas nunca exerceu a profissão, pois se dedicou ao jornalismo e ingressou no funcionalismo público, que lhe garantiu a sobrevivência.
⇒ Em 1920 conheceu Dolores Dutra de Moraes num cinema em Belo Horizonte. Casaram-se em 1925.
⇒ Neste mesmo ano com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil.
⇒ Em 1928 nasce Maria Julieta Drummond de Andrade.
⇒ Em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Ali em 1951, conheceu Lygia Fernandes que era bibliotecária e tinha 22 anos ele 49. Ela tomava o café e passava a limpo na máquina os textos manuscritos dele. Começa então um relacionamento que durou até a sua morte em 1987 apesar dele ser casado.
Dolores propôs que se separassem, mas ele disse que se mataria, caso isso acontecesse. Drummond prezava demais a dimensão institucional de cartório.
O poeta se equilibrou assim nessa vida dupla, bígama, porque era a favor do casamento, o dele e todos os demais. Recriminava os amigos que viviam trocando de mulher.
Sua única filha Maria Julieta casou-se com Manuel Graña Etcheverry em 18 outubro 1949. Tiveram três filhos:
  1. Carlos Manuel Etcheverry nascido em 11 novembro 1950
  2. Luiz Maurício Etcheverry nascido em 16 agosto 1953
  3. Pedro Augusto Etcheverry nascido em 30 janeiro 1960
Maria Julieta separou-se em 1971 de Manoel Grana Etcheverry (tradutor de Drummond para o espanhol), Maria Julieta voltou a se casar no Brasil, em 1983 com o mineiro Octávio Junqueira Mello Alvarenga, 60 anos, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura. "Ela foi o meu amor da madureza", diz Alvarenga, "um amor lírico, lúcido e triste, pois sabíamos que a sua doença era irreversível." A princípio, Drummond não foi a favor da ligação de Alvarenga com a filha. Por fim, Drummond acabou aceitando o novo genro, enquanto Maria Julieta passava a assinar sem o sobrenome Drummond de Andrade.
Drummond no enterro da filha Maria Julieta, que faleceu doze dias antes de seu pai.

Em 5 de agosto de 1987 Maria Julieta morreu. Apenas doze dias depois, em 17 de agosto de 1987, Drummond morre numa clínica em Botafogo, no Rio de Janeiro, de mãos dadas com Lygia Fernandes, sua namorada com quem manteve um romance paralelo ao casamento e que durou 35 anos.
Em 2003, Octavio Mello Alvarenga, genro de Drummond causou polêmica ao lançar o livro de memórias "Rosário de Minas". Nele, culpa Drummond, ciumento ao extremo, pela morte de Maria Julieta Drummond e sugere que quem escreveu o famoso verso "Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra", não foi Drummond, mas sua mulher, Dolores.
Mas, a maior polêmica foi revelar que seu famoso sogro nutria um amor incestuoso pela filha Maria Julieta, que morreu de câncer. E que Drummond se suicidou 12 dias depois da morte dela, deixando de tomar seu remédio para o coração.

⇒ O Livro: "Rosário de Minas – Memórias e Sugestões" foi recusado por cinco editoras.
⇒ Ele acabou investindo 22 mil reais para publicar o livro.
⇒ Tem 422 páginas e pela Editora: Lidador.
⇒ Octávio Junqueira Mello Alvarenga morreu em julho de 2010.

sábado, 1 de maio de 2010

O Homem Revoltado

“Enquanto houver miséria e injustiça
todo homem deve ser um revoltado”.

Albert Camus (1913-1960)

Filosofia Social

A Filosofia Social é uma variante da Filosofia. Ocupa-se de questões referentes ao significado e à essência da sociedade, considerando sua trajetória, suas mudanças e tendências, bem como as relações entre o indivíduo e a comunidade e as estruturas de convivência.
Há certamente uma interseção com a Sociologia, mas, de fato, a Filosofia Social trata de uma ampla variedade de temas.
Temas relevantes em Filosofia Social:

Agência e Livre-arbítrio
Agência, em sentido filosófico, é a capacidade de um agente intervir no mundo. A agência é considerada pertinente àquele agente, mesmo se tal agente representa um personagem fictício ou alguma entidade não existente. A capacidade de agir não implica, a princípio, numa dimensão moral específica para a capacidade de optar pela ação. A agência moral expressa questões deste tipo.
Agência humana é a capacidade dos seres humanos em fazer escolhas e impor estas escolhas ao mundo. Ela é normalmente contrariada por forças da natureza, as quais são causas que envolvem somente processos deterministas não conscientes.
Neste aspecto, difere sutilmente do conceito de livre arbítrio, a doutrina filosófica de que nossas escolhas não são o produto de cadeias causais, mas são significativamente livres ou indeterminadas. A agência humana implica a afirmação incontroversa de que os seres humanos tomam decisões e as representam no mundo.
Em algumas tradições filosóficas (particularmente aquelas estabelecidas por Hegel e Marx), a agência humana é antes uma dinâmica histórica coletiva do que uma função que emerge do comportamento individual.
Um uso similar do termo agência pode ser encontrado na psicologia social, referindo-se à auto eficácia de uma pessoa, a capacidade de uma pessoa em agir em prol de si mesma.

Vontade de poder
Para Nietzsche a vontade de poder não é somente a essência, mas uma necessidade. É uma lei originária, sem exceção nem transgressão. Ao falar assim o filósofo quer dizer que a Vontade de potência não é algo criado, ou que dependa de condições especiais, como na religião ou em teorias precedentes, mas ela advém da própria realidade das coisas.
Vontade de Poder não está relacionada a nenhum tipo de força física, dinâmica ou outra, mas é a lei originária que regem estas forças secundárias na economia deste sistema chamado universo, ou mundo. É a essência e a própria “luta das forças” que formam a economia universal, impulso que reage e resiste no interior das forças, uma multiplicidade de forças que em suas gradações se manifesta na sua forma última em fenômenos políticos, culturais, astronômicos, permeando a natureza e o próprio homem.

Discurso
O termo discurso admite muitos significados. O mais conhecido deles é do discurso como uma exposição metódica sobre certo assunto. Um conjunto de ideias organizadas por meio da linguagem de forma a influir no raciocínio, ou quando menos, nos sentimentos do ouvinte ou leitor.
Outro significado corrente, muito usado entre os linguistas, cientistas sociais e estudiosos da Comunicação - como Michel Foucault e Émile Benveniste -, porém menos difundido, é do o discurso como algo que sustenta e ao mesmo tempo é sustentado pela ideologia de um grupo ou instituição social. Ou seja, ele é baseado em um conjunto de pensamentos e visões de mundo derivados da posição social desse grupo ou instituição que permitem que esse grupo ou instituição se sustente como tal em relação à sociedade, defendendo e legitimando sua ideologia, que é sempre coerente com seus interesses.

Situacionismo
A Internacional Situacionista (IS) foi um movimento internacional de cunho político e artístico. O movimento IS foi ativo no final da década de 1960 e aspirava por grandes transformações políticas e sociais. A primeira IS foi desfeita após o ano de 1972.
A ideia da Internacional Situacionista é de que vivemos numa sociedade do espetáculo, isto é, toda a nossa vida é envolta por uma imensa acumulação de espetáculos. As coisas que eram vivenciadas diretamente agora são vivenciadas através de um intermediário. A partir do momento que uma experiência é tirada do mundo real ela se torna um produto comercial.
Os situacionistas argumentariam em favor da separação entre um espetáculo "falso" e a "verdadeira" vida cotidiana. Debord, contrastando Hegel, diz que, dentro do espetáculo, "o verdadeiro é um momento do falso". O espetáculo não é uma conspiração. Os Situacionistas diriam que a sociedade chega ao nível do espetáculo quando praticamente todos os aspectos da cultura e experiência são intermediados por uma relação social capitalista.

Modernidade e Pós-modernidade
A modernidade costuma ser entendida como um ideário ou visão de mundo relacionada ao projeto empreendido a partir da transição teórica operada por Descartes, com a ruptura com a tradição herdada - o pensamento medieval dominado pela Escolástica - e o estabelecimento da autonomia da razão, o que teve enormes repercussões sobre a filosofia, a cultura e as sociedades ocidentais.
O projeto moderno consolida-se com a Revolução Industrial e está normalmente relacionado com o desenvolvimento do capitalismo.
O termo era desconhecido para Nietzsche, porém, uma vez que a pós-modernidade se forma em oposição à modernidade, pode-se dizer que foi Nietzsche, em termos abrangentes, quem iniciou o movimento de fustigação dos ideais modernos. Com ele começa a era da paixão moderna. Os seus defensores ou os seus detratores, via de regra, se posicionavam frente à aceitação ou à recusa da modernidade. Porém,
Pós-modernidade ou Pós-modernismo é a condição sociocultural e estética que prevalece no capitalismo contemporâneo após a queda do Muro de Berlim e a consequente crise das ideologias que dominaram o século XX. O uso do termo se tornou corrente embora haja controvérsias quanto ao seu significado e a sua pertinência.
O crítico brasileiro Mário Pedrosa foi um dos primeiros a utilizar este termo em 1964. Em importante artigo sobre a arte de Hélio Oiticica Pedrosa afirmava na ocasião:
“A esse novo ciclo de vocação ante arte chamaria de arte pós-moderna”.

Individualismo
Individualismo é um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade e ao Estado.
O Homem do renascimento passou a apoiar a competição e a desenvolver uma crença baseada em que o homem tudo poderia, desde que tivesse vontade, talento e capacidade de ação individual.
O individualismo, em princípio, opõe-se a toda forma de autoridade ou controle sobre os indivíduos e coloca-se em oposição ao coletivismo, no que concerne à propriedade.
Segundo Sartre, mesmo dentro do maior constrangimento - político, econômico, educacional ou outro -, existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individual, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas.
O exercício da liberdade individual implica escolhas, que, nas sociedades contemporâneas, frequentemente estão associadas a um determinado projeto.

Multidão
Multidão é um conceito da Ciência Política e do Direito Constitucional que representa a multiplicidade social de sujeitos, capaz de atuar em comum como agente de produção biopolítica dentro do sistema político.
Usado pela primeira vez por Maquiavel, a noção de multidão foi promovida fundamentalmente por Spinoza, diferenciando-se da noção de povo, de Hobbes, dominante até os nosso dias.

Direitos
A palavra "direito" vem do latim directus. O termo evoluiu em português da forma "directo" (1277) a "dereyto" (1292) até chegar à grafia atual (documentada no século XIII).
Sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais.
No mundo, cada Estado adota um direito próprio ao seu país, donde se fala em "direito brasileiro", direito português", "direito chinês" e outros.
Há também direitos supranacionais, como o direito da União Europeia. Por sua vez, o direito internacional regula as relações entre Estados no plano internacional.

Autoridade
Autoridade é a base de qualquer tipo de organização hierarquizada, sobretudo no sistema político. É uma espécie de poder continuativo no tempo, estabilizado, podendo ser caracterizado como institucionalizado, ou não, em que os subordinados prestam uma obediência incondicional, ao indivíduo ou a instituição detentores da Autoridade. Ou seja, a Autoridade transmite a mensagem de ordem sem dar razões ou algum argumento de justificação e os indivíduos subordinados a esta autoridade aceitam e obedecem sem questionar.
Ideologia
Ideologia é uma atividade filosófico-científica que estuda a formação das idéias a partir da observação do homem no seu meio ambiente.
Para Marx, a produção das idéias não pode ser analisada separadamente das condições sociais e históricas nas quais elas surgem.
Marx também distingue tipos de ideologias que são produzidas: política, jurídica, econômica e filosófica. Com base nos pressupostos teóricos do materialismo histórico, o pensador alemão demonstra que a ideologia é determinada pelas relações de dominação entre as classes sociais.
Ao se referir à ideologia burguesa, Marx entende que as ideias e representações sociais predominantes numa sociedade capitalista são produtos da dominação de uma classe social (a burguesia) sobre a classe social dominada (o proletariado).
A existência da propriedade privada e as diferenças entre proprietários e não proprietários aparecem, por exemplo, nas representações sociais dos indivíduos como algo que sempre existiu e que faz parte da "ordem natural" das coisas. Essas representações sociais, porém, servem aos interesses da burguesia, classe social que controla os meios de produção numa sociedade capitalista.

Crítica cultural
A palavra crítica (do grego crinein) significa separar, julgar. A crítica é uma avaliação que julga o mérito estético de uma obra de arte, a lógica de um raciocínio, a moralidade de uma conduta etc.
Normalmente, mesmo que seja muito respeitado, o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas deve embasar sua opinião com determinados aspectos objetivos. Isso é importante, porque alguns críticos de renome podem levantar ou arruinar carreiras artísticas com suas avaliações, e devem usar esse tipo de poder com critério e seriedade. Por esses motivos, muitas empresas que produzem ou comercializam essas obras tentam cooptar o crítico para obter avaliações positivas sobre seus “produtos”. As estratégias vão desde a legítima tentativa de persuasão, através de explanações e conversas, às ofertas de presentes e outras barganhas ao jornalista, o que envolve questões éticas.

Decisão do Supremo sobre Anistia

Decisão do Supremo sobre Anistia
acaba com chance brasileira no Conselho de Segurança da ONU.
O jurista Fábio Konder Comparato, que formulou ação contestando a Lei da Anistia (Lei 6.683/79), acredita que a decisão de não revisar a legislação que perdoou crimes comuns cometidos por agentes do Estado durante o período militar é um “escândalo internacional”. Ontem (29), o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a ação proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“O Brasil é um país de duas faces. Lá no exterior, nós somos civilizados e respeitadores dos direitos humanos, sorridentes e cordiais. Por dentro, nós somos de um egoísmo feroz”, analisou. “Isso é um escândalo internacional. Nós somos o único país da América Latina que não julgou inválidas essas anistias.”
Leia a reportagem completa aqui: Agência Brasil