segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A obra em causa é um texto literário, não um mero texto informativo. São evocados fatos históricos que vão sendo combinados com acontecimentos atuais.
Na cripta da Capela dos Médicis, em Florença, a paleopatologista Edie Granger e o seu tio, Carlim Mackenzie, estão a examinar os despojos mumificados de uma das famílias mais poderosas da Itália do Renascimento.
Os embalsamadores fizeram bem o seu trabalho em termos de aspecto exterior. Mas, debaixo da pele quebradiça, os órgãos encolheram até uma fracção do seu tamanho original, o que significa que é difícil recolher uma amostra utilizável de ADN. Tanto Edie como Mackenzie têm sérias dúvidas quanto à verdadeira identidade de pelo menos dois dos corpos com quinhentos anos. E ninguém consegue explicar a presença de um objeto estranho descoberto alojado junto à coluna vertebral de Cosimo de Médicis. Para Carlim Mackenzie esta é a mais fascinante e a mais perigosa descoberta da sua vida. Para Edie, é o começo de uma procura obsessiva e que põe em risco a sua vida.
Com todas as peripécias espetaculares que fizeram de Equinócio o grande êxito internacional que foi, ‘O Segredo dos Médicis’ mistura passado e presente, pistas crípticas e uma ameaça constante para dar origem a um romance policial que não deixa de nos prender em momento algum.
Para mim, este livro foi um dos mais envolventes que li. Apesar de conter muita informação, de ser, por vezes, um pouco confuso e de requerer muita atenção, gostei bastante de perceber que, ao mesmo tempo em que me envolvia na obra, estava a conhecer mais um pedaço da história renascentista, uma época que me fascina.

Ano: 2009
Editor: Casa das Letras

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