quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Jalal Ud-Din Rumi

Valeriy Chuikov - Lilac
Já é tarde, muito tarde.
O sol já desceu o poço.
Mas a Beleza desponta,
No brilho claro da lua.

De noite as almas avançam
A cumprir os seus destinos.
Quem souber essa verdade,
Tem a alma transparente.

Qual abelha, tua alma
É invisível. Mas olha,
Olha a colmeia
Cheia de mel.

Olha teu corpo,
Como é pequeno.
Mas tua alma,
Maior que os céus.

Noite após noite, a alma
Em sonhos se dissolve.
E a cada sonho, a alma
Abeira-se da Forma.

És alma da verdade,
Ó sonho de meus sonhos.
És forma sublimada,
E mais não sei dizer.

Rumi (1207–1273)

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