sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Xenofobia
Xenofobia é uma palavra de origem grega que significa antipatia ou aversão a pessoas e objetos estranhos. O termo tem várias aplicações e usos, o que muitas vezes provoca confusões em relação ao significado. A xenofobia como preconceito acontece quando há aversão em relação à raça, cultura, opção sexual, etc.
Homofobia
A homofobia é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.
Misoginia
Misoginia (do grego, miso ódio gene mulher) é um movimento de aversão ao que é ligado ao feminino.
A misoginia sustenta que os homens devem se libertar da influência ou dependência do sexo feminino. Ela considera que a mulher e o universo feminino são mesquinhos ou perigosos. O misógino despreza as mulheres e cultua supostas virtudes masculinas - força, coragem e inteligência, por exemplo.
Por trás desse tipo de discurso há várias deformações. Uma delas, óbvia, é uma visão prostibular das mulheres. Pensam que as mulheres estão sempre atrás da melhor oferta: casam com o mais rico, namoram o mais poderoso, se aproximam de que tem mais status. Como eles ainda acham que as mulheres são incapazes de ganhar seu próprio sustento, sugerem que a vida delas tem o propósito velado de seduzir em troca de vantagens materiais. Princípios, sentimentos ou valores seriam acessórios. Existe até uma suposta teoria evolutiva que explicaria isso: por fracas e dependentes, as mulheres desde a idade das cavernas buscam machos mais fortes para ter com eles suas crias.
É natural que poucos homens se reconheçam nessa descrição tão radical de misoginia. Mas, vistos de pertos, todos nós carregamos e divulgamos um pouco dessas ideias. Elas são antigas, afinal. Na cultura grega, foi a primeira mulher, Pandora, quem abriu por curiosidade uma jarra (não caixa...) e permitiu que dali saíssem todos os males que afetam os homens, como as doenças e a morte. É uma história parecida com a lenda hebraica de Adão e Eva no Paraíso. Criada da costela de Adão, Eva lançou a humanidade em desgraça ao comer o fruto proibido. Sempre as mulheres nos comprometendo, não?
No contexto moderno, em que as mulheres estão invadindo os ambientes masculinos do trabalho e disputando as mesmas prerrogativas sexuais de liberdade, essas ideologias subliminares têm uma função defensiva: elas reúnem os homens sob uma mesma crença, a de que eles são seres humanos melhores e ainda têm na vida um papel mais nobre que o das mulheres.
E a Maria Madalena prostituta que foi uma “criação”, invenção do catolicismo? E as novelas, principalmente da TV Globo onde as mulheres são as maiores psicopatas, bruxas e tudo o mais execrável?
Mas basta olhar em volta para ver que isso não é mais verdade. Este ano, se faltassem outros exemplos, tivemos uma mulher disputando o cargo de presidente do Brasil, e nunca se viu tanta baixaria, incluindo aí a Igreja e o papa.

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