sábado, 11 de junho de 2011

Confuso (?)

Georgia O-Keefe
Tão logo que você vê algo,
você já começa a intelectualizar aquilo.
Assim que você começa a intelectualizar algo,
aquilo já não é mais o que você viu.

Shunryu Suzuki (1905-1971)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Denúncia grave

Em entrevista a um telejornal local do SBT, o coronel PM Paulo Ricardo Paúl, ex-corregedor interno da PM, levanta a suspeita de que o governo do Rio teria armado uma arapuca para os bombeiros, incentivando-os (ou, no mínimo, fazendo corpo mole) à invasão do Quartel Central da Corporação. Com isso, pretendia vender a imagem dos bombeiros como um grupo de radicais, covardes, irresponsáveis e vândalos.
Essa informação soma-se a uma outra anterior, publicada pela Folha no dia 7, terça-feira. Uma nota perdida, espremida entre duas notícias que não tinham nada a ver com ela, que informava que um cabo infiltrado pela Secretaria de Segurança na manifestação acabou preso.
Se a "arapuca" desse certo, Sérgio Cabral conseguiria jogar tropa contra tropa e desmoralizar os dois movimentos numa mesma jogada.
O movimento dos PMs não vem de hoje. O coronel Paúl, autor da denúncia ao SBT, é um dos fundadores do Grupo dos Barbonos, oficiais de alta patente da PM que no início de 2007 (nos primeiros meses do primeiro ano do primeiro mandato de Sérgio Cabral) criaram o movimento para reivindicar melhorias salariais, melhores condições de trabalho e um limite de carga horária para os PMs.
Cabral afastou todos os oficiais. E vem ignorando nesses anos todos as reivindicações de PMs e bombeiros. Agora não pode ignorar mais. Por isso pode ter armado a arapuca, como suspeita o coronel.
Se o fez, o tiro saiu pela culatra, o apoio da população aos bombeiros cresce dia a dia, enquanto, proporcionalmente, aumentam as críticas ao governador.

Neblina

Ted Nasmith - Lúthien Tinúviel

Estranho é caminhar na densa névoa:
solitária esta cada planta ou pedra,
nenhum arbusto enxerga seu vizinho,
cada um esta só.
Cheio de amigos era para mim o mundo
quando luminosa “linda era minha vida;
agora que a névoa caiu, ninguém é mais visível.
Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora.
Todos estamos sós!

Hermann Hesse (1877-1962)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tudo é volúpia

Anna Ancher
“No fundo, não há bons nem maus.
Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem
e os que sentem prazer em fazer o mal.
Tudo é volúpia…”

Mário Quintana (1906 - 1994)

Para os bombeiros do RJ

Bombeiros do Rio de Janeiro
“É uma dor canalha
que te dilacera.
É um grito que se espalha,
também pudera.
Não tarda, nem falha,
apenas te espera
num campo de batalha,
é um grito que se espalha,
é uma dor
canalha”.

Walter Franco

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Afasta-te de mim, ó hora

Afasta-te de mim, ó hora
o teu adejar feridas em mim cria
só: que farei com a minha boca agora?
com a minha noite?
com o meu dia?

Amada não tenho, sem casa estou
sem qualquer lugar onde viver
todas as coisas às quais me dou
enriquecem e gastam o meu ser.

Rainer Maria Rilke (1875-1926)

terça-feira, 7 de junho de 2011

As Novas Táticas da Repressão Política

A ditadura militar acabou, mas alguns resquícios desse passado sombrio nunca foram enterrados e teimam em se perpetuar como verdadeiros fantasmas que pairam sobre as cabeças daqueles que resistem e não se curvam diante das imposições dos donos do poder.
A perseguição aos que ousam se levantar contra as injustiças sociais neste país continua regra. E a criminalização da luta dos ativistas do campo e da cidade, uma constante. Apesar das torturas e dos assassinatos não terem deixado de ocorrer, principalmente nos rincões mais afastados deste país e nas periferias das grandes cidades, a repressão inovou em seu modo de agir. Sofisticou o discurso, para transmitir um ar de legalidade às ações.
Se durante os anos de chumbo, o Estado prendia, torturava e assassinava, pura e simplesmente, sem se preocupar com as consequências de seus atos, na democracia formal lança mão de recursos mais refinados para alcançar seus objetivos. Agora, lideranças populares do campo e da cidade são obrigadas a conviver também com o medo da punição legal.
Uma avalanche de processos é impetrada todos os dias contra ativistas populares de norte a sul do país. Em muitos casos, o aparato processual resulta na prisão dessas lideranças. Esse foi o verniz encontrado para revestir e encobrir as verdadeiras intenções da criminalização dos movimentos sociais.
A aversão a qualquer forma de mudança, que faça pender a balança para o lado dos mais pobres, é vista como uma ameaça real e movimenta a força motriz dessa engrenagem que envolve os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, a mídia, o aparato militar e as forças policiais a serviço do poder econômico.
Revista - Caros Amigos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Euclides da Cunha

Euclides da Cunha (20 de janeiro de 1866 – 15 de agosto de 1909)
A morte do escritor Euclides da Cunha, alvejado pelo cadete Dilermando de Assis no dia 15 de agosto de 1909, foi manchete dos principais jornais do País e motivo de debate até no Parlamento. O julgamento de Dilermando, que mantinha um romance com Anna Sólon da Cunha, esposa de Euclides, de quem era amigo, dividiu o tribunal, mas o réu foi absolvido. A sentença não foi aceita facilmente pela sociedade, e o tema gerava polêmica em cada esquina. Até hoje, os detalhes das investigações nunca haviam sido revelados. Somente agora, 100 anos depois do crime, os autos do processo foram divulgados no livro “Crônica de uma Tragédia Inesquecível” (Editoras Albatroz, Loqüi e Terceiro Nome, 232 págs.), que revela também bastidores do julgamento.
Os documentos foram organizados por Walnice Nogueira Galvão, professora de letras da Universidade de São Paulo (USP) e autora de 11 livros sobre Euclides da Cunha. "São relatos importantes de um fato histórico que devem vir ao conhecimento do público", diz ela. A obra traz depoimentos de testemunhas. Elas refutam a tese de legítima defesa que absolveu Dilermando e relatos da viúva. Segundo Ana, o amante exigia dela mais de 500 mil réis por mês e jurava vingança, caso fosse abandonado.
A morte de Euclides da Cunha tem todos os elementos de um folhetim: traição, drama, suspense. O escritor teve uma crise nervosa na véspera da tragédia, quando descobriu que sua mulher não havia dormido em casa e tinha levado um dos cinco filhos com ela. Euclides chamou o primogênito, Sólon, de 15 anos, e disse: "Onde está a sua mãe, aquela adúltera?" Desesperado, Sólon foi à casa de Dilermando e implorou a Ana que voltasse, mas não adiantou. Ela estava decidida a se separar. "Sua mãe daqui não sai", bradou o cadete.
As suspeitas de traição de Euclides começaram com a desconfiança sobre a paternidade do seu filho mais novo, Luiz, de dois anos – mais tarde foi confirmado que o pai do menino era Dilermando. "Ele dizia que o filho era o retrato do 'Sargentão' (Dilermando)", contou Angélica Ratto, sua comadre, em depoimento. Naquele 15 de agosto, Euclides carregou um revólver calibre 22 e foi ao encontro do rival. Segundo Dinorah Cândido de Assis, irmã de Dilermando, ele invadiu a casa, puxou a arma do bolso do paletó e, arrombando a porta do quarto do cadete com um chute, disse: "Vim aqui para matar ou morrer." Ao tentar impedi-lo, Dinorah foi alvejada por Euclides. Em seguida, o escritor atirou em Dilermando, que revidou com uma sequência de quatro tiros.
Os depoimentos sobre o crime são contraditórios. O cadete disse à polícia que atirou em Euclides para se defender. Mas duas vizinhas de Dilermando presenciaram o crime e afirmam que o escritor foi morto no jardim, quando estava ferido e já não representava ameaça ao acusado. Ana, ao ver o marido ensanguentado na soleira da porta, pediu a Dilermando que o levasse para dentro. Euclides foi colocado na cama do amante de sua esposa e pediu um copo de água e um cálice de vinho do Porto antes de dar o último suspiro. No leito de morte, o cadete teria perguntado a Euclides: "Que precipitação foi essa, doutor? Eu não queria lhe matar. O senhor me perdoa?". Euclides sussurrou: "Odeio-te. Perdoo-te."
Para vingar a morte do pai, Euclides da Cunha Filho tentou assassinar Dilermando sete anos depois, mas também foi morto pelo cadete. Dilermando foi absolvido.
Após perder o marido e um filho, Ana ainda sofreria outro golpe.
Dilermando abandonou Anna em 1926, com cinco filhos. Ela estava com 50 anos, ele com 36. Anna e Dilermando morreram no Rio de Janeiro, em 1951: ela no mês de Maio, câncer, aos 80 anos, e ele de ataque cardíaco, em Novembro, aos 63 anos de idade.
Este triste episódio deu origem à minisérie “Desejo”, encenada pela Rede Globo, em 1990.
Curiosidades: O pai de Anna Sólon da Cunha era o Major Sólon ➙ Major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro (1839-1900). Ele foi incumbido de levar a D. Pedro II a mensagem na qual o monarca era intimado a deixar o País, pois não era mais considerado o legítimo governante. Isso porque os brasileiros foram dormir com o Brasil Império e acordaram com Brasil República.
Foi dado um Golpe na madrugada, na surdina e os militares tomaram o poder.
Na manhã de 17 de novembro, D. Pedro II partiu com toda a família para o exílio na Europa, rumando primeiro para Portugal, onde falecera a imperatriz Teresa Cristina e depois para Paris, onde D. Pedro ficou residindo até sua morte em 1891.
Surpreendentemente fortes sentimentos de culpa se manifestaram dentre os republicanos, que se tornaram cada vez mais evidentes com a morte do imperador no exílio. E, em 1921 a tempo do centenário da independência brasileira em 1922, os restos mortais de D. Pedro II, assim como os de sua esposa, foram trazidos ao Brasil e estão na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.
Na volta dos restos mortais de D. Pedro II foi feita uma cerimônia no Rio de Janeiro. Milhares participaram. O historiador Pedro Calmon descreveu a cena: "Os velhos choravam. Muitos ajoelhavam-se. Todos batiam palmas. Não se distinguiam mais republicanos e monárquicos. Eram brasileiros" Esta homenagem marcou a reconciliação do Brasil republicano com o seu passado monárquico.
Em 1993 foi realizado aqui no Brasil um plebiscito perguntando ao povo se preferiam que o regime fosse monarquia ou república.
Mesmo sem ter chances reais de mudança no cenário político brasileiro, o plebiscito tirou a família real brasileira de um anonimato de 104 anos. Pela primeira vez desde a proclamação da república, os monarquistas da família real brasileira encontravam um meio para falar e se mostrar para o povo brasileiro.
Major Sólon foi homenageado com o nome de uma Rua importante de Campinas.
Fontes principais:
► Castro, Alceu Mendes de Oliveira (1951),
► O Futebol no Botafogo (1904-1950), Rio de Janeiro: Gráfica Milone.

domingo, 5 de junho de 2011

Ditador Franco

Elogio ao ditador Franco em dicionário
causa indignação na Espanha.
General Francisco Franco, ex-ditador da Espanha (1939-1975)
Para a Real Academia de História (RAH) espanhola, a Guerra Civil foi uma “cruzada” e uma “guerra de libertação”; Francisco Franco foi um “líder inteligente e moderado”, além de “valoroso e católico”, que “montou um regime autoritário, mas não totalitário”; o governo republicano de Juan Negrín foi “praticamente ditatorial” e o comunista Santiago Carrillo aplicou uma política “de terror revolucionário”.
São as supostas “verdades históricas” que estão incluídas no Dicionário biográfico espanhol, uma obra pensada para ser de consulta, com mais de 43 mil biografias e que custou aos cofres públicos cerca de 5,8 milhões de euros. Seu conteúdo provocou a indignação de historiadores, políticos, descendentes do exílio e das vítimas da repressão franquista.
A publicação do Dicionário deixou em evidência o funcionamento de uma instituição que até agora passava desapercebida para a maioria dos cidadãos, só conhecida pelos próprios historiadores, investigadores e, obviamente, pelos dirigentes políticos. A maioria de seus 350 membros são, segundo o resultado de suas pesquisas, nostálgicos do antigo regime, que continuam “suplicando a Deus” antes de iniciar suas sessões, que têm entre seus membros um encarregado de ser o “censor” dos discursos, que praticamente não contam com mulheres em suas cadeiras e sim, por outro lado, com representantes da Igreja católica, neste caso o ultraconservador arcebispo de Toledo, Antonio Cañizares.
no Dicionário há numerosos exemplos do “viés franquista”, segundo o qualificam seus críticos, como quando ao falar do fundador do Opus Dei, José María Escrivá de Balaguer, se assegura que “quando estourou a Guerra Civil, que foi acompanhada de uma das mais sangrentas perseguições religiosas da história, em meio aos rancores despertados pela guerra, ele semeou perdão e reconciliação”.
Por outro lado, quando se referem a políticos de esquerda ou nacionalistas ocorre o contrário. Ao histórico líder do nacionalismo basco moderado, Xabier Arzalluz, o definem como um político “influenciado pelas doutrinas separatistas e etnicistas de Sabino Arana. Suas relações com o grupo terrorista ETA, com o qual de certa maneira compartilha objetivos, têm sido muito ambíguas e do mais frio oportunismo”.
O grêmio de historiadores independentes qualificou a obra como uma “canção à visão da história da Espanha da direita”, de “pseudo história”, de “apologia do franquismo” e, o mais grave para um historiador, “de falta de rigor e metodologia”.
O historiador Josep Massot acrescentou que na obra se faz “apologia a Franco. Isto não é uma biografia, mas um panegírico. Fizeram um livro de propaganda franquista”.
A Associação para a Recuperação da Memória Histórica considerou que estão “ocultando a verdade de um regime que foi um sistema assassino”.
Ante a onda de críticas, o diretor da RAH, Gonzalo Anes, se limitou a anunciar que “enriqueceram” algumas passagens na versão da Internet da obra de consulta, mas em nenhum caso se mostrou disposto a retirá-las – como exigem os múltiplos setores ofendidos – ou a sua “eliminação”, como exige Carmen Negrín, neta do presidente da República no exílio, Juan Negrín.

Armando G. Tejeda

Vale lembrar que em 2009 Madri retira títulos honorários concedidos ao ex-ditador como "prefeito honorário" e "filho adotivo" da capital espanhola.

sábado, 4 de junho de 2011

Desde tempos imemoriais

Desde tempos imemoriais que o homem olha as estrelas com um entusiasmo indisfarçável. Atualmente sabe-se que a matéria de que somos feitos, isto é, os átomos que nos constituem, proveio, na sua maioria, do interior das estrelas. Já alguém disse que o nosso encanto pelas estrelas é um reconhecimento e homenagem às nossas origens. Ao observar o céu nas noites límpidas veem-se configurações que se movem ordenadamente. Todas as estrelas se movem no sentido retrógrado, descrevendo uma órbita circular em cada dia. Foi este facto que despertou a atenção humana, mostrando que existem regularidades na Natureza e que podemos desenvolver teorias para descrevê-las.
Em meados do século XIX foi construído um aparelho, tão simples quanto notável, com a ajuda do qual pode ser realizada uma experiência cujos resultados só podem ser explicados com base no movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo. Chama-se pêndulo de Foucault, pelo físico francês Jean Bernard Léon Foucault (1819-1868). Mesmo que a Terra estivesse sempre coberta de espessas nuvens, como acontece no vizinho planeta Vénus, impossibilitando aos terrestres a observação do movimento dos astros, este aparelho bastaria por si só para mostrar que é verdadeira a afirmação de que a Terra roda em torno do seu eixo.
Os melhores pêndulos de Foucault já construídos estão localizados na cúpula do Pantheon, em Paris, e na Igreja de São Basílio, em Moscou.

Reiventar

Josephine Wall
O tempo, de vento em vento,
desmanchou o penteado arrumadinho
de várias certezas que eu tinha,
e algumas vezes descabelou
completamente a minha alma.
Mesmo que isso tenha me assustado
muito aqui e ali,
no somatório de tudo,
foi graça, alívio e abertura.
A gente não precisa de certezas estáticas.
A gente precisa é aprender a manha
de saber se reinventar.

Ana Jácomo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A moda de ir à praia

A moda de ir à praia começou
como recomendação médica
Para se livrar de um carrapato, o rei dom João VI inaugurou o costume no Brasil.
Até 1810 ninguém tomava banho de mar no Brasil. Mulher nenhuma se esticava na areia de biquíni até torrar como um camarão. Não tinha futebol ainda e muito menos futebol de areia. Não tinha surf, nem rodinhas de banhistas descansando sob guarda-sóis. Ninguém considerava costumeiro nem civilizado lagartear na areia até 1810. Mas, naquele ano, o rei dom João VI faria um mergulho na Praia do Caju, hoje um lugar degradado na zona portuária do Rio de Janeiro. O monarca estava com a perna infeccionada por causa de um carrapato e seguia orientações médicas. Sem querer, ele inaugurou o costume que hoje lota as praias de banhistas.
Na França e na Grã-Bretanha, distintas senhoras já tomavam seus banhos para curar doenças físicas e até psíquicas. As teorias sobre o benefício do banho de mar eram a última palavra na medicina da Europa. E foi lá que os desesperados médicos de dom João foram buscar a receita para curar o rei que vivia no Brasil havia dois anos.
A ideia de que a água – sobretudo a água salgada do Canal da Mancha – era um santo remédio veio de uma teoria do médico e religioso inglês John Floyer nos primeiros anos do século 18. Além de criticar a igreja por modernizar a cerimônia do batismo (que virara um mero espirro de gotas na testa), o doutor Floyer acreditava que o mar tinha poderes milagrosos até para paralíticos. Sua obra inaugural, a História do Banho Frio, foi publicada em dois volumes, em 1701 e 1702. Mas a corrida às praias na Europa começou mesmo meio século mais tarde, em 1749, quando outro inglês, o doutor Richard Frewin, descreveu a primeira cura por banho de mar.
Sessenta anos depois, havia no Velho Continente uma enxurrada de publicações de métodos para o tratamento marinho. Os médicos de dom João decidiram tentar. E a receita deu certo: o monarca curou-se. Com o sucesso, os banhos atraíram a corte portuguesa alojada no país. Logo surgiram as primeiras casas de banhos terapêuticos, que ofereciam aos banhistas piscinas com água do mar e locais para se trocar e guardar as roupas. Em um anúncio de 2 de dezembro de 1811, do jornal A Gazeta do Rio de Janeiro, uma casa de banho oferecia seus serviços por 320 réis, o dobro do preço de um ingresso do Circo Olímpico, o principal da cidade.

Revista - Aventuras na História
Editora Abril

quinta-feira, 2 de junho de 2011

* Indisciplina nas Salas de Aula *

Segundo pesquisa, estudantes brasileiros confiam menos em seus professores do que há dez anos.
As salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados em um estudo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). O estudo, feito com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que, no Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula.
Veja artigo completo mais aqui

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Meio-dia

Franciszek Streitt

Choque de claridades
Palmas paradas
Brilhos saltando nas pedras enxutas.
Batendo de chofre na luz
as andorinhas levam o sol na ponta das asas!

Ronald de Carvalho (1893-1935)

O historiador e o poeta

Hans Herrmann
O historiador e o poeta não se distinguem
um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa
e o segundo em verso.
Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu
e o outro o que poderia ter acontecido.

Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.)