Mostrando postagens com marcador Monet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monet. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Dilúvio e a Árvore (*)

Claude Monet
Quando a tempestade satânica chegou e se espalhou
No dia do dilúvio negro lançado
Sobre a boa terra verdejante
"Eles" contemplaram. Os céus ocidentais ressoaram com explicações de regozijo:
"A árvore caiu!
O grande tronco está esmagado! O dilúvio deixou a árvore sem vida!"

Caiu realmente a Árvore? Nunca! Nem com os nossos rios vermelhos correndo para sempre,
Nem enquanto o vinho dos nossos membros despedaçados
Saciar nossas raízes sequiosas
Raízes árabes vivas
Penetrando profundamente na terra.

Quando a Árvore se erguer, os ramos
Vão florir verdes e viçosos ao sol
O riso da Árvore desfolhará
Debaixo do sol
E os pássaros voltarão, com certeza
Voltarão.
Fadwa Tugan (1917-2003)
(*) Este poema foi escrito em 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, quando os meios de informação internacionais faziam crer que a nação árabe não sobreviveria à derrota.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Paisagem

Monet
Ser tão

nas ruas

Sertão

nas ruas.

Eunice Arruda

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ruy Guerra

Claude Monet - Auf der Wiese
As flores rareiam nos campos
Não faz mal
Desfolharei um pavão
no jogo do malmequer
E qualquer que seja a resposta
muito, pouco, nada
darei uma gargalhada
pela vaidade dos homens e dos bichos.

Ruy Guerra

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não falarei de coisas, mas de inventos

Claude Monet – Agapanthus
Não falarei de coisas, mas de inventos
e de pacientes buscas no esquisito.
Em breve, chegarei à cor do grito,
à música das cores e do vento.

Mutiplicar-me-ei em mil cinzentos
(desta maneira, lúcido, me evito)
e a estes pés cansados de granito
saberei transformar em cataventos.

Daí, o meu desprezo a jogos claros
e nunca comparados ou medidos
como estes meus, ilógicos mais raros.

Daí também, a enorme divergência
entre os dias e os jogos, divertidos
e feitos de beleza e improcedência.

Carlos Pena Filho (1929-1960)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Parasol

Parasol
O Parasol foi catalogado oficialmente na França, em 1650, quando passou a ser acessório de moda para mulheres. Na América foi introduzido após 1740. Após o século XVII foi incorporado nas tradições culturais e artísticas dos povos, expressas, por exemplo, na pintura, na dança, em coreografias clássicas ou populares (como o Frevo e a Congada no nordeste do Brasil). Na fotografia artística, é um dos elementos indispensáveis, no controle do excesso de luz, na captura da imagem; na primitiva Capoeira Angola, foi usado como instrumento de defesa, disfarçado de componente coreográfico.
Abaixo temos pinturas famosas com Parasol:
Montet
Francisco Goya
Renoir

Edgar Degas
Umbrella Sky