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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Haikai

Jehan Georges Vibert
Frescura:
os pés no muro
ao dormir a sesta

Matsuo Bashô (1644-1694)
Tradução: Jorge Sousa Braga

sábado, 8 de março de 2014

↷ Haikai

Mario Weinert
Silêncio profundo!
Até o cantar dos grilos
está escondido nas rochas…

Matsuo Bashô (1644-1694)
Tradução: Casimiro de Brito

terça-feira, 4 de março de 2014

Haikai

Melissa Graves-Brown
Acorda! O céu iluminou-se!
Vamos novamente para a rua
amiga borboleta.

Matsuo Bashô (1644-1694)
Tradução: Casimiro de Brito

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Haikai

Louis Emile Adan
Velha cidade silenciosa…
O perfume das flores flutuando
e à noite um sino a cantar.

Matsuo Bashô (1644-1694)
Tradução: Casimiro de Brito

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

↷ Haikai

Jill Battaglia
A cigarra… Ouvi:
Nada revela em seu canto
Que ela vai morrer.

Matsuo Bashô (1644 - 1694)
Tradução: Manuel Bandeira

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Haikai

Olha o velho lago –
Após o salto da rã
O barulho da água.

Matsuo Bashô (1644-1694

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O gosto solitário do orvalho

As folhas da bananeira são suficientemente amplas
para ocultarem uma paixão.
Quando expostas às intempéries
recordam-me ora a cauda ferida duma fénix
ora um leque verde rasgado pelo vento.
A bananeira floresce.
Todavia as suas flores nada têm de atraente.
O mesmo acontece com o tronco enorme.
Talvez por isso
a bananeira acabou por conquistar o meu coração.
Sento-me debaixo dela
enquanto o vento e a chuva a fustigam.

Matsuo Bashô (1644 - 1694)

sábado, 12 de novembro de 2011

Haikai

No perfume das flores de ameixa,
O sol de súbito surge -
Ah, o caminho da montanha!

Matsuo Bashô (1644 - 1694)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Haikai

Nesta noite
ninguém pode deitar-se:
lua cheia.

Matsuo Bashô
poeta japonês (1644-1694)