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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Charles Landseer - O Pão de Açúcar

Charles Landseer - O Pão de Açúcar visto da Estrada do Silvestre
Charles Landseer (1799-1879) foi um pintor e aquarelista inglês que se tornou conhecido por acompanhar Charles Darwin como desenhista no primeiro trecho da sua viagem exploratória pelo mundo.
Após, em julho de 1825, o pintor chegou ao Rio de Janeiro com a missão diplomática inglesa encarregada de negociar o reconhecimento do Império do Brasil, aqui permanecendo até maio de 1826.
Produziu mais de 300 trabalhos em bico de pena, aquarelas, carvão e pinturas fixando a paisagem brasileira da época.
Outras obras do artista:
Charles Landseer
Charles Landseer - The monks of Melrose made good kaill

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pintura Brasileira

Benedito Calixto – Moagem da Cana na Fazenda Cacheira em Campinas

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Manabu Mabe

Pioneiro do Abstracionismo Brasileiro
Nascido no Japão em 14 de setembro de 1924, com sua família chega ao Brasil em 1934, para trabalhar nas lavouras de café no município de Lins, interior do estado de São Paulo. Aqui no Brasil, Manabu Mabe teve o dom pelas artes plásticas desenvolvido rapidamente. Com parcos recursos, adaptou um ateliê para que pudesse pintar naturezas mortas e paisagens, em um rústico espaço, com os materiais de que dispunha.
Silêncio
Sua primeira exposição se deu em 1948, época em que era ainda influenciado por sua origem nipônica, mesclando uma certa dose de abstracionismo aos caracteres de sua escrita natal.
Explosão do Progresso
Após essa primeira mostra, no ano seguinte foi convidado a participar do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro. No ano de 1953, foi ganho por ele o premio de Melhor Pintura e em 1956, participou da Bienal de Arte do Japão.
Em 1959, na Quinta Bienal de São Paulo, Mabe obteve o prêmio de Melhor Pintor Nacional, assim como o de Destaque Internacional na Bienal de Paris.
Vento em flor
No ano de 1986. Mabe realiza uma retrospectiva no MASP, cidade de São Paulo, lançando seu primeiro livro com 156 reproduções fotográficas de seus trabalhos, em três idiomas, português, inglês e japonês.
Existência
Em 1995 foi lançado seu segundo livro, uma autobiografia intitulada Chove no Cafezal, em japonês, publicado originalmente no Japão em capítulos semanais no jornal Nihon Keizai Shinbum, Kumamoto, sua região natal. Em 1996 faz uma viagem ao Japão, para uma mostra retrospectiva de sua Arte.
Em 1979, um insolúvel mistério marcou a vida e as obras de Mabe. Uma estimativa de 153 telas de sua autoria, avaliadas em mais de US$ 1,24 milhões, foram perdidas no mar. O avião em que elas estavam, um Cargo 707 da Varig, desapareceu ao voar sobre o oceano, trinta minutos após a decolagem de Tóquio. Nenhum sinal do avião, corpos ou telas. Nada. Esse fato é considerado até os dias atuais, como o maior mistério da aviação em todo o mundo.
Desenvolvimento
Em São Paulo, cidade em que o artista se naturalizou como cidadão brasileiro, diabético, Manabu Mabe morreu em decorrência de um transplante de rim, feito em 22 de setembro de 1997.
Suas obras encontram-se nos Museus, de Arte Contemporânea de São Paulo, de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de Arte Contemporânea de Boston e de Belas Artes de Dallas, entre outros. No Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, encontra-se uma de suas pinturas mais expressivas, Natureza-Morta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Djanira da Mota e Silva

‘Djanira da Mota e Silva’
Avaré (SP), 20/06/ 1914
Rio de Janeiro (RJ), 31/03/1979
Embarque de bananas
Descendente de austríacos e de índios guaranis, Djanira da Mota e Silva passou a infância em Porto União (SC), onde trabalhava na lavoura. Na adolescência, voltou para a cidade natal, Avaré (SP). Em 1928, seguiu para São Paulo, onde foi vendedora ambulante. Ganhava pouco, morava e comia mal, mas trabalhava além de suas forças.
Contraiu tuberculose e foi internada no pavilhão de pacientes terminais do Sanatório Dória, de São José dos Campos, nos 1930. No hospital, teve acesso pela primeira vez a pincéis e telas. Djanira passou a pintar figuras de um Cristo contorcido em dores, como os pacientes do pavilhão dos desenganados.
Para espanto dos médicos, ela se recuperou e recebeu alta, quase que completamente curada. Mudou-se nos anos 1940 para o Rio de Janeiro, onde se casou com Bartolomeu Gomes Pereira, um maquinista da marinha mercante. Ele morreu quando um submarino alemão torpedeou o seu navio na Segunda Guerra Mundial.
Viúva e sozinha, alugou um quarto na Pensão Mauá, em Santa Teresa, e viveu como costureira. Os outros hóspedes eram estudantes de pintura com poucos recursos e alguns pintores estrangeiros refugiados de guerra. Entre eles, o romeno Emeric Marcier, que trocou casa e comida por aulas de arte. Djanira aprendeu técnicas, porém, permaneceu fiel ao seu estilo simples.
Próximo à pensão, o Hotel Internacional reunia pintores mais ricos, como os exilados franceses Arpad Szenes e sua mulher Maria Helena Vieira da Silva. Djanira passou a receber apoio. Participou do Salão Nacional de Belas Artes em 1942, e fez duas exposições coletivas e uma individual.
Em 1952, viajou pelo Brasil para colher imagens do cotidiano e de festas religiosas. Essa foi a fase mais expressiva de sua carreira. Representou pescadores, trabalhadores do campo e da cidade, e o místico sincretismo do catolicismo e cultos afro-brasileiros.
O painel "Santa Bárbara" (1964), de 130 metros quadrados e 5300 azulejos, é um dos melhores exemplos desta fase e está hoje no Museu Nacional das Belas Artes do Rio de Janeiro. A obra é uma homenagem aos 18 operários mortos na abertura do Túnel Santa Bárbara, entre os bairros de Catumbi e Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Em 1979, com a saúde novamente debilitada, entrou na Ordem Terceira do Carmo e mudou o nome para Teresa do Amor Divino. Morreu no convento.

Fonte: Uol, Pedagogia & Comunicação
Algumas obras da artista:
Inverno em Nova York
Pescadores
Janela

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Candido Portinari

Candido Portinari (Brodosqui, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962). Pintor expressionista, poeta, político e desenhista.
Nasce numa fazenda de café, em Brodosqui, no interior do Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebe apenas a instrução primária e desde criança manifesta sua vocação artística.
Antes mesmo de terminar o 1º grau integrou um grupo de pintores que chegava a Brodosqui para decorar a Igreja.
Aos quinze anos de idade vai para o Rio de Janeiro, em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes, tornando-se mais tarde, o maior pintor brasileiro.
Meninos brincando - Portinari
A paisagem onde a gente brincou pela primeira vez
não sai mais da gente.

Candido Portinari (1903-1962)

Café - Portinari
Vim da terra vermelha e do cafezal.
As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu autorretrato.
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo.

Candido Portinari (1903-1962)
1ª Missa