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domingo, 17 de novembro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
↷ Maria Conceição Arruda Toledo (1920-2013)
Maria Conceição de Arruda Toledo: Natural de Jaguariúna SP, nasceu em 08 de outubro de 1920. Cidadã Campineira em 1970. Jornalista e Escritora. Pertence à Academia Campinense de Letras, Centro de Poesia e Arte, Casa do Poeta, Instituto Histórico e Geográfico e Clube dos 21 Irmãos Amigos, todos de Campinas.
Faleceu no dia 13 de outubro de 2013 em Campinas. Teve vida participativa, laboriosa e foi muito querida por todos que a conheceram!
Faleceu no dia 13 de outubro de 2013 em Campinas. Teve vida participativa, laboriosa e foi muito querida por todos que a conheceram!
Foto de Maria Conceição Arruda Toledo
Cansei
Cansei de fingir uma força que não tenho.
cansei de segurar as lágrimas de dor.
cansei de prender os soluços na garganta.
cansei de passar aos outros aquilo que já fui:
a guerreira contumaz e persistente
que luta, que enfrenta as situações
que se antepõem a seus objetivos.
não sou mais a corajosa e intrépida
lutadora do passado. sinto-me frágil,
incapaz de fazer frente às tragédias
que a vida me vem reservando. cansei.
quero chorar todas as lágrimas
que venho ultimamente reprimindo. cansei.
vou soluçar sem constrangimento
na garganta, para aliviar
o peso que trago escondido
no mais íntimo da alma. cansei. cansei.
o coração que bate no meu peito,
apertado de saudade do meu filho
que se foi para sempre, sentirá aliviado.
às favas a guerreira, a falsa fortaleza
que julgam existir em mim e que já não é.
Maria Conceição Arruda Toledo (1920-2013)
Cansei de fingir uma força que não tenho.
cansei de segurar as lágrimas de dor.
cansei de prender os soluços na garganta.
cansei de passar aos outros aquilo que já fui:
a guerreira contumaz e persistente
que luta, que enfrenta as situações
que se antepõem a seus objetivos.
não sou mais a corajosa e intrépida
lutadora do passado. sinto-me frágil,
incapaz de fazer frente às tragédias
que a vida me vem reservando. cansei.
quero chorar todas as lágrimas
que venho ultimamente reprimindo. cansei.
vou soluçar sem constrangimento
na garganta, para aliviar
o peso que trago escondido
no mais íntimo da alma. cansei. cansei.
o coração que bate no meu peito,
apertado de saudade do meu filho
que se foi para sempre, sentirá aliviado.
às favas a guerreira, a falsa fortaleza
que julgam existir em mim e que já não é.
Maria Conceição Arruda Toledo (1920-2013)

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sábado, 28 de setembro de 2013
↷ A dívida secular de Campinas com o maestro genial

Foto do Maestro Carlos Gomes
Campinas promove uma série de atividades culturais do Mês Carlos Gomes. Há apresentações de música instrumental, números de canto e dança; exposições e palestras. A comunidade celebra a memória do filho ilustre da terra, que se foi deste mundo no dia 16 de setembro de 1896. Mas nem sempre foi assim. No final do século 19, a cidade ignorava a importância de um gênio que, muito doente, só encontrou acolhimento no Pará, onde morreu. E, para acirrar os debates sobre o tema, uma pesquisa aprofundada (que será publicada em livro) comprova que o maestro tinha, no país todo, o reconhecimento que a própria terra natal não lhe conferia.
Depoimentos raros, publicados em jornais de época, revelam para as novas gerações que a morte de Carlos Gomes conseguiu pacificar uma nação nervosa. Naquele tempo, explodiam movimentos revoltosos em todo o território nacional, comandados por fanáticos religiosos ou opositores do jovem governo republicano. Os textos foram localizados, ao longo de visitas pacientes a arquivos públicos e privados, por Jorge Alves de Lima, presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas (IHGGC).
O cidadão, de 76 anos, foi durante 35 anos procurador jurídico da Prefeitura. Depois da aposentadoria, ele começou a se dedicar a uma antiga paixão pessoal escrever sobre história e se tornou membro do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) e da Academia Campinense de Letras (ACL). Ele é autor de O Ovo da Serpente, obra que passa a ser publicada em série a partir de novembro, pela Editora Arte Escrita, sobre a epidemia de febre amarela que quase apagou a cidade do mapa no final do século 19.
Foi, durante pesquisas para a obra, que Lima de deparou com relatos impressionantes. Como o do jornalista Álvaro Muller, que em reportagem do Diário de Campinas afirmava que a cidade devia prestar uma homenagem ao maestro que, naquele dia, agonizava no leito de morte. Para o redator, a iniciativa, “ainda que tardia”, seria uma forma de compensar o que parecia ser um “silêncio criminoso” dos conterrâneos. Para o redator, só os desdobramentos da epidemia terrível podiam justificar, naquele momento; “a ingratidão revoltante” da cidade.
E a pesquisa de Lima foi além. Documento encontrado no Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, reproduz o discurso de Júlio de Mesquita, fundador do jornal O Estado de São Paulo, que foi orador da solenidade póstuma em homenagem ao maestro, organizada no Teatro São Carlos no dia 26 de outubro de 1896 (um mês depois da morte). Mesquita afirmou, na ocasião, que o país estava diante do sério risco de se dividir em diversas republiquetas, por conta de movimentos separatistas. Mas que o falecimento do maestro promoveu uma verdadeira “explosão de sentimento patriótico”, que fez povo ignorar diferenças políticas e crises pontuais que alimentavam revoltas. “A arte é a afirmação de união de um grande povo”, disse o jornalista, no encerramento do discurso.
As revoltas, no caso, se referem às articulações patrocinadas por lideranças que sonhavam com o reestabelecimento do regime monárquico. Os atentados contra políticos republicanos, por exemplo, aconteciam ao mesmo tempo em que explodiam focos de insatisfação. “Aquela era uma época instável. Grupos fanáticos apareciam no sertão, militares articulavam revoluções dentro dos quarteis”, afirma o estudioso. “O doloroso martírio do maestro, diagnosticado com câncer na língua por médicos europeus, conseguiu unificar, pela primeira vez, os sentimentos do povo brasileiro”.
O teor detalhado dos textos encontrados foi exposto, durante ultimo encontro periódico dos membros do IHGGC, na sede do Rotary Club. “Acho que precisamos reparar um erro do passado. As novas gerações precisam saber que Campinas tem uma dívida moral, secular, com o maestro.”, diz.
Depoimentos raros, publicados em jornais de época, revelam para as novas gerações que a morte de Carlos Gomes conseguiu pacificar uma nação nervosa. Naquele tempo, explodiam movimentos revoltosos em todo o território nacional, comandados por fanáticos religiosos ou opositores do jovem governo republicano. Os textos foram localizados, ao longo de visitas pacientes a arquivos públicos e privados, por Jorge Alves de Lima, presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas (IHGGC).
O cidadão, de 76 anos, foi durante 35 anos procurador jurídico da Prefeitura. Depois da aposentadoria, ele começou a se dedicar a uma antiga paixão pessoal escrever sobre história e se tornou membro do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) e da Academia Campinense de Letras (ACL). Ele é autor de O Ovo da Serpente, obra que passa a ser publicada em série a partir de novembro, pela Editora Arte Escrita, sobre a epidemia de febre amarela que quase apagou a cidade do mapa no final do século 19.
Foi, durante pesquisas para a obra, que Lima de deparou com relatos impressionantes. Como o do jornalista Álvaro Muller, que em reportagem do Diário de Campinas afirmava que a cidade devia prestar uma homenagem ao maestro que, naquele dia, agonizava no leito de morte. Para o redator, a iniciativa, “ainda que tardia”, seria uma forma de compensar o que parecia ser um “silêncio criminoso” dos conterrâneos. Para o redator, só os desdobramentos da epidemia terrível podiam justificar, naquele momento; “a ingratidão revoltante” da cidade.
E a pesquisa de Lima foi além. Documento encontrado no Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, reproduz o discurso de Júlio de Mesquita, fundador do jornal O Estado de São Paulo, que foi orador da solenidade póstuma em homenagem ao maestro, organizada no Teatro São Carlos no dia 26 de outubro de 1896 (um mês depois da morte). Mesquita afirmou, na ocasião, que o país estava diante do sério risco de se dividir em diversas republiquetas, por conta de movimentos separatistas. Mas que o falecimento do maestro promoveu uma verdadeira “explosão de sentimento patriótico”, que fez povo ignorar diferenças políticas e crises pontuais que alimentavam revoltas. “A arte é a afirmação de união de um grande povo”, disse o jornalista, no encerramento do discurso.
As revoltas, no caso, se referem às articulações patrocinadas por lideranças que sonhavam com o reestabelecimento do regime monárquico. Os atentados contra políticos republicanos, por exemplo, aconteciam ao mesmo tempo em que explodiam focos de insatisfação. “Aquela era uma época instável. Grupos fanáticos apareciam no sertão, militares articulavam revoluções dentro dos quarteis”, afirma o estudioso. “O doloroso martírio do maestro, diagnosticado com câncer na língua por médicos europeus, conseguiu unificar, pela primeira vez, os sentimentos do povo brasileiro”.
O teor detalhado dos textos encontrados foi exposto, durante ultimo encontro periódico dos membros do IHGGC, na sede do Rotary Club. “Acho que precisamos reparar um erro do passado. As novas gerações precisam saber que Campinas tem uma dívida moral, secular, com o maestro.”, diz.
Fonte:
Jornal Correio Popular: ( Baú de Histórias )
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
↷ Mariazinha Boccaletti

Campinas reverência Mariazinha Boccaletti (1913-1992), que vestiu nove entre as dez mais elegantes da cidade (e da região também) durante 60 anos.
Noivas, debutantes, atrizes, misses e socialites passaram pelo ateliê da modista. Mariazinha Lulu – o Boccaletti é do marido e Lulu, em árabe, significa pérola – parou de estudar aos 12 anos para aprender corte e costura. Era tão habilidosa que não usava moldes ou desenhos para confeccionar suas peças. “Vou pelo rumo”, dizia. E dava certo. Aos 16 anos, já fazia vestidos de baile.
Em 1958, ela recebeu o disputado prêmio Agulha de Ouro das mãos do estilista Denner Pamplona de Abreu. Os dois ficaram amigos e o costureiro a chamava carinhosamente de Maricota, apelido que combinava muito com Mariazinha, uma mulher baixinha, bem disposta e ágil.
Noivas, debutantes, atrizes, misses e socialites passaram pelo ateliê da modista. Mariazinha Lulu – o Boccaletti é do marido e Lulu, em árabe, significa pérola – parou de estudar aos 12 anos para aprender corte e costura. Era tão habilidosa que não usava moldes ou desenhos para confeccionar suas peças. “Vou pelo rumo”, dizia. E dava certo. Aos 16 anos, já fazia vestidos de baile.
Em 1958, ela recebeu o disputado prêmio Agulha de Ouro das mãos do estilista Denner Pamplona de Abreu. Os dois ficaram amigos e o costureiro a chamava carinhosamente de Maricota, apelido que combinava muito com Mariazinha, uma mulher baixinha, bem disposta e ágil.
Estudante escreve sobre a modista
"Quem mergulhou recentemente no universo da criadora de moda campineira foi Mariana Nogueira Motta, de 22 anos, autora do livro-reportagem Lulu – Mariazinha Boccaletti: 60 Anos de Moda, trabalho de conclusão do curso de jornalismo na PUC-Campinas. O que mais impressionou Mariana durante as pesquisas foi o fato de a modista ser uma mulher à frente de seu tempo. “Filha de árabes, sua mãe teve uma educação muito rígida na Líbia, mas não passou isso para Mariazinha. A menina teve a iniciativa de aprender a costurar e sempre cuidou dos próprios negócios. Ajudava também o fato de Julinho Boccaletti, seu marido, que era músico, apoiá-la em tudo”, conta".
Desfiles concorridos
Os desfiles que Mariazinha realizava no Tênis Clube e Cultura Artística eram muito disputados. Ela confeccionava de 60 a 70 modelos para essas ocasiões e contava com o auxílio das filhas Julmar e Maria Auxiliadora na organização. A pequenina senhora corria o tempo todo para que tudo desse certo e, em 1972, quebrou a parte de trás do ombro direito. O maquiador Warney e o cabeleireiro Ênio eram parceiros de Mariazinha nesses badalados eventos. Quem também frequentava o ateliê da campineira eram os cantores Aguinaldo Rayol e Cauby Peixoto.
Janete Trevisani

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Antigo Muro da Ponte Preta

Muro na Rua Guilherme da Silva, no Cambuí, que pode
se tornar patrimônio histórico da cidade: memória esportiva.
se tornar patrimônio histórico da cidade: memória esportiva.
O muro remanescente do primeiro centro poliesportivo da Ponte Preta, no Cambuí, poderá se tornar patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), que iniciou estudos visando avaliar a importância daquele renascente situado na Rua Guilherme da Silva. O pedido de tombamento foi feito por um grupo de pesquisadores do Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O muro é em alvenaria, com 65 metros de comprimento e altura que varia de 0,90 metros na parte mais baixa, a cinco metros na área mais elevada. Ele era parte do antigo estádio da Associação Atlética de Campinas de 1921 até 1927, quando passou para propriedade da Associação Atlética Ponte Preta (AAPP).
Essa praça esportiva foi demolida em 1933, depois de a Ponte Preta ter realizado 75 partidas naquele campo. No espaço da sede administrativa e esportiva da AAPP — que se estendia pela Avenida Júlio de Mesquita, Rua Guilherme da Silva, travessa Irmãos Bierrenbach e Praça 15 de Novembro — foi criado, em 1933, o empreendimento imobiliário “Vila Júlio de Mesquita”, de propriedade do médico José Penido Burnier, com 47 lotes e duas ruas projetadas, que receberam, posteriormente, as denominações de Rua Pedro de Magalhães e Rua Alferes Domingos, segundo os historiadores.
Nessa praça havia piscina para a prática de polo aquático e natação, rinque de patinação, pista e tanque de areia para saltos, campo de basquete, campo de futebol e uma pista circular para atletismo.
Se tombado, será o terceiro patrimônio histórico de Campinas relacionado ao time da Ponte Preta. O atual estádio foi tombado pelo Condepacc no ano passado. Segundo o conselho, a história do estádio da AAPP começou em 1944, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moysés Lucarelli reuniram Cr$ 50.000,00 para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio de futebol para seu time. Em 06/05/1944, na sede social à Rua Barão de Jaguara, foi assinada a escritura definitiva de compra do terreno de 30 mil metros quadrados, quase pantanoso, na Chácara Maranhão, desmembrada da Chácara Proença.
O estádio da Ponte Preta, projetado em estilo “art déco”, à época de sua inauguração era o terceiro maior do País. O apelido de Majestoso foi dado pela grandiosidade da construção para a época. Inaugurado oficialmente em 12 de setembro de 1948, foi construído em regime de mutirão, com doação de muitas horas de trabalho e de materiais de construção por parte de seus torcedores e admiradores.
Há também uma ponte que se tornou patrimônio, porque nas suas imediações existiam campos de futebol que acabaram originando a AAPP (1900). Com a instalação dos trilhos da Cia. Paulista no antigo “bairro alto” (1870), foi construída uma primeira ponte de madeira enegrecida com uma camada de piche para suportar o calor causado pela passagem do trem a vapor. A cor preta acabou designando o nome da ponte e posteriormente, do bairro. Em 1905 a Cia. Paulista a substituiu por materiais mais resistentes.
O muro é em alvenaria, com 65 metros de comprimento e altura que varia de 0,90 metros na parte mais baixa, a cinco metros na área mais elevada. Ele era parte do antigo estádio da Associação Atlética de Campinas de 1921 até 1927, quando passou para propriedade da Associação Atlética Ponte Preta (AAPP).
Essa praça esportiva foi demolida em 1933, depois de a Ponte Preta ter realizado 75 partidas naquele campo. No espaço da sede administrativa e esportiva da AAPP — que se estendia pela Avenida Júlio de Mesquita, Rua Guilherme da Silva, travessa Irmãos Bierrenbach e Praça 15 de Novembro — foi criado, em 1933, o empreendimento imobiliário “Vila Júlio de Mesquita”, de propriedade do médico José Penido Burnier, com 47 lotes e duas ruas projetadas, que receberam, posteriormente, as denominações de Rua Pedro de Magalhães e Rua Alferes Domingos, segundo os historiadores.
Nessa praça havia piscina para a prática de polo aquático e natação, rinque de patinação, pista e tanque de areia para saltos, campo de basquete, campo de futebol e uma pista circular para atletismo.
Se tombado, será o terceiro patrimônio histórico de Campinas relacionado ao time da Ponte Preta. O atual estádio foi tombado pelo Condepacc no ano passado. Segundo o conselho, a história do estádio da AAPP começou em 1944, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moysés Lucarelli reuniram Cr$ 50.000,00 para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio de futebol para seu time. Em 06/05/1944, na sede social à Rua Barão de Jaguara, foi assinada a escritura definitiva de compra do terreno de 30 mil metros quadrados, quase pantanoso, na Chácara Maranhão, desmembrada da Chácara Proença.
O estádio da Ponte Preta, projetado em estilo “art déco”, à época de sua inauguração era o terceiro maior do País. O apelido de Majestoso foi dado pela grandiosidade da construção para a época. Inaugurado oficialmente em 12 de setembro de 1948, foi construído em regime de mutirão, com doação de muitas horas de trabalho e de materiais de construção por parte de seus torcedores e admiradores.
Há também uma ponte que se tornou patrimônio, porque nas suas imediações existiam campos de futebol que acabaram originando a AAPP (1900). Com a instalação dos trilhos da Cia. Paulista no antigo “bairro alto” (1870), foi construída uma primeira ponte de madeira enegrecida com uma camada de piche para suportar o calor causado pela passagem do trem a vapor. A cor preta acabou designando o nome da ponte e posteriormente, do bairro. Em 1905 a Cia. Paulista a substituiu por materiais mais resistentes.
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domingo, 29 de julho de 2012
↷ Av. Barão de Itapura
Barão de Itapura conta a história da cidade em 5km

Famosa por sua grande extensão. Em seu trajeto, a Barão de Itapura cruza cinco tradicionais bairros da cidade: Vila Industrial, Botafogo, Guanabara, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora e Taquaral.
A história da Avenida Barão de Itapura tem início no final do século XIX, com a necessidade de se criar uma via que ligasse o bairro Botafogo ao Guanabara, passando por importantes pontos como o Instituto Agronômico de Campinas e o Liceu de Artes e Ofício.
Uma curiosidade na história da via é que, inicialmente, ela receberia o nome de Boulevard Barão de Itapura, em referência às avenidas de Paris, que eram largas e arborizadas. A presença das árvores, porém, só aconteceu em 1913, por meio da doação das mudas pelo Instituto Agronômico. Por isso, o nome escolhido foi aquele que ela leva até hoje: Avenida Barão de Itapura.
Com a consolidação da via, as residências começaram a aparecer e seus proprietários, geralmente industriais, comerciantes e médicos, se instalaram em imponentes edificações. Um dos exemplos foi Miguel Vicente Cury, proprietário da Fábrica de Chapéus Cury.
Já era de se esperar que a avenida se tornaria referência para a cidade. Hoje, o destaque pode ser dado para o fluxo de veículos e a grande quantidade de estabelecimentos comerciais que abriga, como colégios, padarias, restaurantes, supermercados, concessionárias e bancos.
Logo após a conclusão das obras de abertura da nova Avenida, a Barão de Itapura passou a fazer parte do itinerário dos bondes. O principal deles era a linha com destino ao Guanabara, no sentido Centro-bairro e vice-versa, com ponto final exatamente ao lado da atual Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.
Em outro trecho, mais precisamente na esquina com a Rua Buarque de Macedo, a Avenida Barão de Itapura recebia o leito ferroviário. Por esse motivo, o local possuía uma guarita com porteira de madeira que proibia o trânsito na via durante a passagem da composição ferroviária.
A porteira da linha férrea da Mogiana foi removida somente na década de 1960, com a desativação do trecho Campinas- Poços de Caldas, serviços que eram realizados pela Estação Ferroviária Paulista.
Hoje, a Avenida Barão de Itapura atende apenas o modal rodoviário e é uma das mais movimentadas da cidade. No trecho próximo ao cruzamento com a Avenida Brasil, tem um fluxo superior a 20 mil veículos por dia. Já em relação ao transporte coletivo, a Avenida possui 11 pontos de ônibus e recebe 16 linhas do Sistema InterCamp.
A Barão de Itapura era, ainda, palco de grandes eventos. Diferente do que acontece atualmente, os desfiles de 7 de setembro, em comemoração ao Dia da Independência, eram realizados nesta via.
Também durante as décadas de 50, 60 e 70, a Avenida atraía grande público com a Corrida de “Baratinhas”, termo usado para nomear os carros de corrida da época. As disputas estavam entre os eventos mais esperados pela população local na época.
Entre esses eventos, aquele que mais marcou história aconteceu em 1968. A rainha do Reino Unido, Elizabeth II, esteve no Brasil e, durante a visita, passou por Campinas. Um de seus compromissos era no Instituto Agronômico da cidade, localizado na Barão de Itapura. O acontecimento atraiu um grande número de curiosos.

Instituto Agronômico de Campinas
Fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II e com a denominação de Estação Agronômica, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) se destacou, mundialmente, pelos serviços prestados à agricultura, primordialmente do café.
Em 1892, passou para a administração do Governo do Estado de São Paulo. Um dos destaques, em toda a história, pode ser dado pelo desenvolvimento de tecnologias durante a crise do café, em 1929, que diminuiu os impactos no país com a viabilização do algodão em lavouras paulistas.
Atualmente, o IAC é um órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. O Instituto conta com 216 pesquisadores científicos, que atuam na disponibilização de tecnologias capazes de adaptar culturas a diferentes situações de clima e solo.
Todas as atividades são realizadas em 11 centros de pesquisa e três de apoio em Campinas, Ribeirão Preto, Jundiaí e Cordeirópolis. O IAC é referência mundial em pesquisas com citros, café e cana-de-açúcar, setores em que o Brasil é líder na produção.
Presença religiosa
Apesar da grande quantidade de estabelecimentos comerciais, a religião também está presente na Avenida Barão de Itapura. Estabelecido em um quarteirão da via, o Instituto Educacional Imaculada está entre as mais tradicionais escolas da cidade.
O colégio foi fundado em 1948 pelas Filhas de Jesus, congregação de origem espanhola dedicada à Educação Cristã de crianças, adolescentes e jovens. Na época, denominada como Lar Universitário Marial, era exclusivo para meninas.
Hoje, o Imaculada oferece cursos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, além de manter projetos sociais em diversas regiões de Campinas.
Algumas quadras à frente, mais precisamente na esquina com a Rua Baronesa Geraldo de Resende, está a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, que foi fundada em 1963, inicialmente na Capela do Colégio Liceu, logo ao lado.
O aumento de frequentadores, no entanto, trouxe a necessidade de construção de um novo templo. Com arquitetura inspirada na Catedral de La Plata, na Argentina, e uma torre com 50 metros de altura que pode ser vista da via Anhanguera, a paróquia foi oficialmente inaugurada com uma missa em 1966.
Quem foi Barão de Itapura?
Nascido em 1809, em Ponta Grossa, Paraná, Joaquim Polycarpo Aranha veio para Campinas quando a cidade ainda era denominada Vila de São Carlos.
Proprietário da Fazenda Chapadão, nos arredores de Campinas, foi um dos grandes plantadores de café do país. De 1845 a 1848, elegeu-se vereador da cidade.
Apesar dos seis filhos, ele e a esposa acolhiam órfãos e viúvas desamparadas na própria casa. Com os serviços prestados à sociedade campineira, o Governo Imperial concedeu-lhe o título de Barão de Itapura, em 1883.
O atual prédio da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no Centro, corresponde a sua antiga moradia. Tombado pelo Condepacc, o imóvel mantém as características originais.
Parte integrante da história de Campinas, o Palacete Itapura é um exemplar da arquitetura do café sendo, depois do Palácio dos Azulejos, talvez, o exemplar mais importante dos Barões do Café na cidade, além de representar um período de grande significado econômico, político e social na história do Brasil.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
A capela mais antiga de Campinas

Capela de Santa Cruz
Não se sabe ao certo quando foi construída a capela de Santa Cruz. Por esse motivo, acredita-se que ela seja a igreja mais antiga de Campinas.
Quando a notícia da descoberta do ouro se espalhou pelo Brasil, no início do século XVIII, os viajantes começaram a usar o pouso real para descanso e abastecimento. Naquela época, a capela já existia.
Hoje, discreta e simples, ela fica oculta pelo muro e portão que a protegem, mas recebe normalmente os munícipes para missas e festas religiosas. Desde 1871, a capela de Santa Cruz tem como padroeira Nossa Senhora do Monte Carmelo.
Quando a notícia da descoberta do ouro se espalhou pelo Brasil, no início do século XVIII, os viajantes começaram a usar o pouso real para descanso e abastecimento. Naquela época, a capela já existia.
Hoje, discreta e simples, ela fica oculta pelo muro e portão que a protegem, mas recebe normalmente os munícipes para missas e festas religiosas. Desde 1871, a capela de Santa Cruz tem como padroeira Nossa Senhora do Monte Carmelo.
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domingo, 21 de agosto de 2011
Campinas -'cidade das andorinhas'
Campinas foi no passado conhecida como "terra das andorinhas". A foto acima da década 1910 mostra as andorinhas no extinto Mercado das Hortaliças - edificado em agosto de 1886 e demolido em abril de 1956.
A fama nacional foi reconhecida depois que Rui Barbosa visitou Campinas em 1914. Hospedou-se com a mulher, Maria Augusta, em casa de seu primo, o barão Geraldo de Rezende. O Centro de Memória da Unicamp com uma fotografia que registra a reunião da família do barão.
Ruy Barbosa assistiu aos voos rasantes das aves no Largo das Andorinhas, no Centro. Em uma só tarde, um pesquisador da época chegou a estimar 30 mil andorinhas. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui Barbosa escreveu a crônica 'As Andorinhas de Campinas', que foi lida no Centro de Ciências, Letras e Artes na ocasião da visita.
Pouco se veem as andorinhas hoje em dia em Campinas. As gerações que perderam o espetáculo das aves, que ocorria todos os anos, do começo do século até a década de 50, ficaram apenas com as homenagens feitas aos pássaros, como as calçadas de mosaico português com desenhos de andorinhas voando, a pintura dos ônibus coletivos e táxis, o Largo das Andorinhas, que recebeu este nome em 1945, o Hotel Fazenda e Golf Solar das Andorinhas e o monumento que representa um grupo de andorinhas em pleno voo, do escultor Lélio Coluccini, instalado em 1957, diante do Museu de Arte Contemporânea de Campinas.
Das referências à ave-símbolo, as calçadas são as menos observadas pelos campineiros, embora tenham marcado o desenvolvimento dos principais bairros da cidade. Elas foram introduzidas em Campinas durante a gestão do prefeito Lauro Péricles Gonçalves, de 1972 a 1976. E mais recentemente um grande shopping em Campinas, tem a andorinha como logotipo; assim bem como sendo tema de música de um grande intérprete brasileiro (Altamiro Carrilho).
A fama nacional foi reconhecida depois que Rui Barbosa visitou Campinas em 1914. Hospedou-se com a mulher, Maria Augusta, em casa de seu primo, o barão Geraldo de Rezende. O Centro de Memória da Unicamp com uma fotografia que registra a reunião da família do barão.
Ruy Barbosa assistiu aos voos rasantes das aves no Largo das Andorinhas, no Centro. Em uma só tarde, um pesquisador da época chegou a estimar 30 mil andorinhas. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui Barbosa escreveu a crônica 'As Andorinhas de Campinas', que foi lida no Centro de Ciências, Letras e Artes na ocasião da visita.
Pouco se veem as andorinhas hoje em dia em Campinas. As gerações que perderam o espetáculo das aves, que ocorria todos os anos, do começo do século até a década de 50, ficaram apenas com as homenagens feitas aos pássaros, como as calçadas de mosaico português com desenhos de andorinhas voando, a pintura dos ônibus coletivos e táxis, o Largo das Andorinhas, que recebeu este nome em 1945, o Hotel Fazenda e Golf Solar das Andorinhas e o monumento que representa um grupo de andorinhas em pleno voo, do escultor Lélio Coluccini, instalado em 1957, diante do Museu de Arte Contemporânea de Campinas.
Das referências à ave-símbolo, as calçadas são as menos observadas pelos campineiros, embora tenham marcado o desenvolvimento dos principais bairros da cidade. Elas foram introduzidas em Campinas durante a gestão do prefeito Lauro Péricles Gonçalves, de 1972 a 1976. E mais recentemente um grande shopping em Campinas, tem a andorinha como logotipo; assim bem como sendo tema de música de um grande intérprete brasileiro (Altamiro Carrilho).

sexta-feira, 29 de julho de 2011
Campinas: Ontem e Hoje
Igreja do Largo São Benedito em 1951
E o mesmo local hoje.
E no retângulo a posição da igreja.
E no retângulo a posição da igreja.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
↷ Gilda, a história de uma "estrela".
Geovina Ramos de Oliveira
Gilda, a história de uma "estrela".
Foto da década de 50
Gilda, a história de uma "estrela".
Foto da década de 50
“Nunca houve uma mulher como Gilda” anunciava o cartaz do filme que consagrou a atriz Rita Hayworth, lançado em Campinas em 1947. Essa mulher lendária que, dizem, só precisava tirar uma das luvas para parecer que fazia um strep tease completo, inspirou a Gilda de Campinas.
No dia 22 de abril de 1950, o Correio Popular noticiava: “Desaparece da fisionomia da cidade uma de suas figuras populares. A ‘Gilda’ foi levada para o Hospital Franco da Rocha. Lá continuará cumprindo o seu destino, continuara pensando que é ‘Gilda’”. Mas ela voltou e continuou vivendo como ‘Gilda’.
Gilda nunca revelou suas origens, seus parentes. “O mundo é meu” respondia, quando tentavam vasculhar sua vida. “Sou daqui mesmo, porque gosto daqui”, despistava. A idade? Jamais! Matava a fome e a sede pelos bares, podendo ser um pastel no Bar do Voga e um suco de frutas mais adiante na Casa das Vitaminas, mas sempre pelo centro da cidade, o palco iluminado de sua imaginação. Sempre usava faixas de miss e rainha. Ora era Miss Universo, ora Rainha do Brasil.
Gilda assegurava ser “noiva” de Orestes Quércia, político que, quando eleito prefeito de Campinas, em 1968, foi generoso com ela, doando uma casa popular para que a conhecida figura das ruas pudesse viver sossegada na Vila Rica, segundo informações de reportagens publicadas na época em jornais da cidade. Mas Gilda também se dizia viúva do cantor Francisco Alves, o famoso Rei da Voz.
Morreu com 74 anos, depois de ser internada no Mário Gatti.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011
↷ Médicos da febre amarela
Dr. João Guilherme Costa Aguiar se envolveu tanto com os doentes da terrível peste que ao final ele mesmo veio a contrair a enfermidade sendo mais tarde uma de suas vitimas.
Com a epidemia da febre amarela um médico se destacou pelo seu exemplo de dedicação e abnegação aos doentes.
Ele foi um dos quatro médicos que permaneceram em Campinas para auxiliar as vítimas. Os outros eram Ângelo Simões, Germano Melchert e Alves do Banho. Como os colegas, Costa Aguiar trabalhou intensa e gratuitamente. Dirigiu a enfermaria municipal instalada no edifício do Circolo Italiani Uniti (atual Casa de Saúde), de 4 de abril até meados de maio. João Guilherme da Costa Aguiar nasceu em Itu em 11 de junho de 1856 e morreu em 19 de maio de 1889. Estudou no colégio dos padres jesuítas de Itu e formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1878. Algumas das cartas por ele escritas no período da epidemia são bem expressivas. Trechos delas foram reproduzidos pelo médico Cesário Mota Júnior (1847-1897), em artigo publicado logo depois de sua morte. “Continuamos a lutar com o dragão que ameaça devorar a população desta cidade. Creio que, das pessoas que não puderam sair, raras serão as que escapem da ação terrível do contágio. O número de médicos está muito reduzido; mas hei de ser dos últimos a sair. Levei para fora minha família. Fiquei só, mas tranquilo, melhor aparelhado para a luta. Vai-se criar mais uma enfermaria, exclusivamente para italianos, que são os que mais morrem. Creio que serei o médico, por que cada um de nós precisa concorrer com o que em si está para o bem geral”, dizia. E realmente Costa Aguiar foi o incumbido da direção da enfermaria do Circolo Italiani Uniti. Em outra missiva, escreveu: “Hoje vi poucos doentes, 62 até esta hora (3 da tarde), ao passo que tem havido dias de ver 90, e não mais por fadiga”.
Com a epidemia da febre amarela um médico se destacou pelo seu exemplo de dedicação e abnegação aos doentes.
Ele foi um dos quatro médicos que permaneceram em Campinas para auxiliar as vítimas. Os outros eram Ângelo Simões, Germano Melchert e Alves do Banho. Como os colegas, Costa Aguiar trabalhou intensa e gratuitamente. Dirigiu a enfermaria municipal instalada no edifício do Circolo Italiani Uniti (atual Casa de Saúde), de 4 de abril até meados de maio. João Guilherme da Costa Aguiar nasceu em Itu em 11 de junho de 1856 e morreu em 19 de maio de 1889. Estudou no colégio dos padres jesuítas de Itu e formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1878. Algumas das cartas por ele escritas no período da epidemia são bem expressivas. Trechos delas foram reproduzidos pelo médico Cesário Mota Júnior (1847-1897), em artigo publicado logo depois de sua morte. “Continuamos a lutar com o dragão que ameaça devorar a população desta cidade. Creio que, das pessoas que não puderam sair, raras serão as que escapem da ação terrível do contágio. O número de médicos está muito reduzido; mas hei de ser dos últimos a sair. Levei para fora minha família. Fiquei só, mas tranquilo, melhor aparelhado para a luta. Vai-se criar mais uma enfermaria, exclusivamente para italianos, que são os que mais morrem. Creio que serei o médico, por que cada um de nós precisa concorrer com o que em si está para o bem geral”, dizia. E realmente Costa Aguiar foi o incumbido da direção da enfermaria do Circolo Italiani Uniti. Em outra missiva, escreveu: “Hoje vi poucos doentes, 62 até esta hora (3 da tarde), ao passo que tem havido dias de ver 90, e não mais por fadiga”.
Fonte:
Livro: "Febre Amarela"
Autores: Lycurgo de Castro Santos Filho e
José Nogueira Novaes
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Campinas
sexta-feira, 13 de maio de 2011
↷ ℵ Maria Monteiro ℵ
A cantora lírica Maria Monteiro
Zica era o apelido que Maria Monteiro recebeu em casa, ainda pequena, quando já demonstrava vocação musical. Filha do professor de música e organista Francisco Monteiro e de Joaquina Leopoldina Andrade Monteiro, ela nasceu em 16 de janeiro de 1870. Era prima distante do maestro Carlos Gomes.
Há poucas fotos em arquivos de Maria Monteiro, que foi a primeira cantora lírica brasileira e é homenageada, desde 1923, com uma rua no Cambuí – antes disso, a via chamava-se São Miguel.
Estudante dedicada, Zica iniciou os estudos musicais em Jundiaí, com o professor Romão do Prado. Depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas, com o professor Emílio Giorgetti. Na adolescência, cantava em coros da igreja e na escola. Ao representar Verônica, a personagem bíblica que limpou a face de Cristo no Calvário, durante procissão do Senhor Morto, Maria Monteiro foi vista como uma garota de talento. Sua voz ecoou em 8 de dezembro de 1883, na festa de inauguração da Matriz Nova de Campinas. Ela tinha apenas 13 anos e foi elogiada em texto publicado na Gazeta de Campinas.
A menina encantou até o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em 1886, numa apresentação na escola, como parte da programação oficial para recepcionar o casal real. Incentivada pela imperatriz, a garota ganhou uma bolsa de estudos e foi morar na Europa. Formou-se maestra e artista de canto. Um ano depois, viajou para Milão, onde ficou sob a proteção de Carlos Gomes e estudou canto lírico.
Em 1889, iniciou a carreira profissional, com estreia no Teatro de Peruggia, na ópera Mefistófeles. Brilhou e conquistou os palcos de outros países, como Itália, França, Inglaterra e Espanha, nas óperas Carmem e Cavalaria Rusticana.
Casada com o rico comerciante italiano Ermenegildo Grandi, Maria Monteiro abandonou a carreira para dedicar-se ao lar, como era da vontade do marido. Morreu em 1897, aos 27 anos, vítima de infecção na garganta e comprometimento nos pulmões. Foi sepultada no Cemitério de Stagliano, perto de Gênova, na Itália.
Há poucas fotos em arquivos de Maria Monteiro, que foi a primeira cantora lírica brasileira e é homenageada, desde 1923, com uma rua no Cambuí – antes disso, a via chamava-se São Miguel.
Estudante dedicada, Zica iniciou os estudos musicais em Jundiaí, com o professor Romão do Prado. Depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas, com o professor Emílio Giorgetti. Na adolescência, cantava em coros da igreja e na escola. Ao representar Verônica, a personagem bíblica que limpou a face de Cristo no Calvário, durante procissão do Senhor Morto, Maria Monteiro foi vista como uma garota de talento. Sua voz ecoou em 8 de dezembro de 1883, na festa de inauguração da Matriz Nova de Campinas. Ela tinha apenas 13 anos e foi elogiada em texto publicado na Gazeta de Campinas.
A menina encantou até o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em 1886, numa apresentação na escola, como parte da programação oficial para recepcionar o casal real. Incentivada pela imperatriz, a garota ganhou uma bolsa de estudos e foi morar na Europa. Formou-se maestra e artista de canto. Um ano depois, viajou para Milão, onde ficou sob a proteção de Carlos Gomes e estudou canto lírico.
Em 1889, iniciou a carreira profissional, com estreia no Teatro de Peruggia, na ópera Mefistófeles. Brilhou e conquistou os palcos de outros países, como Itália, França, Inglaterra e Espanha, nas óperas Carmem e Cavalaria Rusticana.
Casada com o rico comerciante italiano Ermenegildo Grandi, Maria Monteiro abandonou a carreira para dedicar-se ao lar, como era da vontade do marido. Morreu em 1897, aos 27 anos, vítima de infecção na garganta e comprometimento nos pulmões. Foi sepultada no Cemitério de Stagliano, perto de Gênova, na Itália.
Monumento
A modelo utilizada para a representação alegórica da cidade de Campinas no monumento-túmulo do maestro e compositor Carlos Gomes, na Praça Bento Quirino, é a cantora lírica Maria Monteiro. A escultura foi feita em 1905 por Rodolfo Bernardelli, escultor mexicano que lançou suas obras no País e naturalizou-se brasileiro em 1874. Localizada entre as ruas Barreto Leme, Sacramento e Barão de Jaguara e a Avenida Benjamin Constant, na região do “marco zero”, a Praça Bento Quirino é portadora das marcas históricas mais antigas da cidade.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
↷ Escola Culto à Ciência
‘Estado entrega Culto à Ciência restaurado’
Obras de Escola Histórica de Campinas
tiveram inicio em 2007
tiveram inicio em 2007
O restauro da Escola Estadual Culto à Ciência, localizada no bairro Botafogo será entregue hoje pelo secretário de estado da educação Herman Voorwald. O projeto da escola é de 1873 e foi elaborado pelo engenheiro e empreiteiro Guilherme Krug.
O colégio inaugurado em 12 de outubro de 1874, foi constituído através de uma Associação civil sem fins lucrativos. Inicialmente, a escola possuía um único bloco em dois pavimentos, com quatro salas de aula, ambientes administrativos, sanitários e biblioteca, sendo ampliado a partir de 1895após a dissolução da associação que a mantinha, transformando-se em Ginásio de Campinas. Sua inauguração oficial aconteceu em julho de 1897, tendo sido o primeiro Instituto Oficial de Ensino Secundário de Campinas e o segundo do Estado.
A edificação de 5,8 mil m2, foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1988 e pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) em 1992.
Fonte: Jornal Metr©
O colégio inaugurado em 12 de outubro de 1874, foi constituído através de uma Associação civil sem fins lucrativos. Inicialmente, a escola possuía um único bloco em dois pavimentos, com quatro salas de aula, ambientes administrativos, sanitários e biblioteca, sendo ampliado a partir de 1895após a dissolução da associação que a mantinha, transformando-se em Ginásio de Campinas. Sua inauguração oficial aconteceu em julho de 1897, tendo sido o primeiro Instituto Oficial de Ensino Secundário de Campinas e o segundo do Estado.
A edificação de 5,8 mil m2, foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1988 e pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) em 1992.
Fonte: Jornal Metr©

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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Biblioteca Adir Gigliotti
Biblioteca Adir Gigliotti
Muitas pessoas não sabem, mas em Campinas tem uma Biblioteca com 55 mil livros a disposição de todos que se interessarem. Chama-se Biblioteca Adir Gigliotti.
Dr. Alcy Gigliotti. Juiz aposentado, poeta, jornalista, escritor, advogado, acadêmico de letras e bibliófilo colecionou desde a adolescência os livros, jornais, revistas, discos, CDs, DVDs, recortes e as fitas em VHS, além de outras peças como telas de pintura, esculturas, máquinas de escrever etc., que formam o acervo da Biblioteca Adir Gigliotti.
A Biblioteca é aberta gratuitamente à Comunidade de Campinas e Região e funciona na cidade há dez anos. Luciane Gigliotti, filha do juiz é a coordenadora da biblioteca.
O endereço é: Rua Mogi das Cruzes, 255 - Atrás da agência Ford na Avenida Norte Sul.
Fone: 3294-7801
Chácara da Barra
Dr. Alcy Gigliotti. Juiz aposentado, poeta, jornalista, escritor, advogado, acadêmico de letras e bibliófilo colecionou desde a adolescência os livros, jornais, revistas, discos, CDs, DVDs, recortes e as fitas em VHS, além de outras peças como telas de pintura, esculturas, máquinas de escrever etc., que formam o acervo da Biblioteca Adir Gigliotti.
A Biblioteca é aberta gratuitamente à Comunidade de Campinas e Região e funciona na cidade há dez anos. Luciane Gigliotti, filha do juiz é a coordenadora da biblioteca.
O endereço é: Rua Mogi das Cruzes, 255 - Atrás da agência Ford na Avenida Norte Sul.
Fone: 3294-7801
Chácara da Barra

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quinta-feira, 17 de março de 2011
Monumento aos Heróis da Laguna
Na Rua Major Sólon fica a homenagem de Campinas aos soldados que passaram por aqui antes de ir para a guerra. Ao lado da praça XV de Novembro, que fica no Largo Santa Cruz, pode ser visto um monumento (uma pedra) que marca o lugar exato onde acamparam cerca de 1700 soldados, por volta de 1865.
Na época, Brasil, Argentina e Uruguai se uniram para combater o Paraguai, na guerra que ficou conhecida como Guerra da Tríplice Aliança. Quando o estado do Mato Grosso do Sul foi invadido pelos paraguaios, o governo brasileiro enviou o exército para expulsá-los.
Parte do exército saiu de Santos e acampou em Campinas. Chegando ao seu destino, a tropa se deparou com falta de alimentos, clima instável e doenças, além da própria batalha. Então, o exército decidiu se retirar de lá, para salvar o máximo de vidas possíveis – o episódio ficou conhecido como “retirada da Laguna”.
A homenagem feita na praça chama os soldados de “Heróis de Laguna” por tudo que enfrentaram.
Na época, Brasil, Argentina e Uruguai se uniram para combater o Paraguai, na guerra que ficou conhecida como Guerra da Tríplice Aliança. Quando o estado do Mato Grosso do Sul foi invadido pelos paraguaios, o governo brasileiro enviou o exército para expulsá-los.
Parte do exército saiu de Santos e acampou em Campinas. Chegando ao seu destino, a tropa se deparou com falta de alimentos, clima instável e doenças, além da própria batalha. Então, o exército decidiu se retirar de lá, para salvar o máximo de vidas possíveis – o episódio ficou conhecido como “retirada da Laguna”.
A homenagem feita na praça chama os soldados de “Heróis de Laguna” por tudo que enfrentaram.

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segunda-feira, 14 de março de 2011
↷ Rua Major Sólon - Campinas
Rua Major Sólon, Campinas, SP, 1907. Casa da Viúva Amêndola
Quem passa diariamente pela Rua Major Sólon não imagina a quantidade de água que passa por baixo do asfalto e das casas da região.
Onde hoje existe um posto de gasolina, na esquina com a Avenida Anchieta, havia uma bica, que era conhecida como “Bica do Juca Aleijado”. Na época, a água da bica era utilizada para o abastecimento diário das moradias da vila.
Atualmente, a água ainda passa por lá, mas canalizada. “Se você cavar meio metro de qualquer ponto do chão aqui, sai muita água”, conta Arquimedes dos Santos, funcionário do posto há cinquenta anos.
A maioria da rua é tomada por prédios e casas. O hotel Cambuí Hotel Residence é procurado pela tranquilidade e fácil localização. “Os hóspedes gostam daqui porque é perto do Centro, além de ser calmo”, conta o recepcionista Adriano, que trabalha há sete anos na Rua Major Sólon.
Hoje, a rua liga pontos do Centro de Campinas, atravessando o bairro Cambuí. Entre o final do século XVIII e o início do século XIX, ela era conhecida por ligar Campinas às cidades e vilas vizinhas, pelo caminho dos Goiases. Com o passar do tempo, a via já teve pelo menos cinco nomes. Começou com Rua de Mogi, por conduzir os moradores para a Vila de Mogi Mirim. Depois, com o desenvolvimento do Largo Santa Cruz e a implantação do comércio na região, a via começou a ser usada pelos trabalhadores da região. Para alcançar o largo, as pessoas precisavam atravessar o riacho do Tanquinho (que hoje segue o direcionamento da Avenida Anchieta). Por esse motivo, a rua ficou conhecida como Rua do Rio.
Em meados do século XIX, uma ponte foi construída com pranchões de madeira no local da travessia do riacho, exatamente onde se cruzam a Rua Major Sólon e a Avenida Anchieta. A rua ficou então conhecida como Rua da Ponte do Rio, e a ponte como “Ponte de Santa Cruz”.
Essa frequência de areeiros no ritual do último trago, cruzando com a tagarelice das comadres lavadeiras que marcavam ponto bem ali próximo também, na boca do Juca Aleijado, perto da ponte de Santa Cruz, na baixada da antiga Rua do Rio, depois Rua da Ponte (atual Rua Major Sólon, no cruzamento da atual Av. Anchieta), onde justamente havia uma ponte de madeira, sobre o córrego do Tanquinho, que, aliás, dera o nome à rua, acabaram por tornar mal afamada aquela área num dos extremos da cidade. Um dos espaços públicos malditos de Campinas, que não demorará, como veremos, em transformar-se também num espaço mágico.
O próprio largo de Santa Cruz (Praça XV de novembro) era também conhecido como largo da Forca. Também pudera, existira outrora naquele local um patíbulo, ali construído para o enforcamento do escravo cabinda Elesbão, o que se deu em 9 de dezembro de 1835.
Elesbão, segundo o inquérito de 11 de agosto de 1831, era um negro africano, pertencente à nação cabinda, solteiro, escravo e fugitivo que vivia em um quilombo formado por escravos fugidos do engenho Romão, de propriedade do capitão Luiz José de Oliveira. A versão contada pelas autoridades é de que Elesbão e Narciso teriam matado o Capitão Luiz José de Oliveira, no dia 20 de Maio de 1831, na beira de um córrego.
A pedido Câmara de vereadores de Campinas da época, ELesbão e Narciso foram julgados e então condenados à morte. Narciso foi executado no dia 24 de maio de 1833, em São Paulo. Elesbão foi executado em 9 de dezembro de 1835 em Campinas, após cortejo saído da Cadeia Velha (atual Praça Bento Quirino) e composto pelas autoridades públicas, o Réu, o Vigário, o Sacristão, o Carrasco, a Infantaria da Guarda Nacional e os Soldados da Cavalaria. A população local também estava presente, além de vários escravos enviados por seus senhores para assistirem à execução no Largo Santa Cruz.
Elesbão foi enforcado, desmembrado e colocado em exposição como exemplo de alerta e ameaça aos quilombolas e libertadores. Para os que lutam por igualdade e justiça, Elesbão tornou-se um símbolo de resistência.
Em 1846, Campinas despontava no cenário nacional, pela alta produção de café. O Imperador Dom Pedro II veio então visitar a cidade. Em 1848, a Câmara de Vereadores resolveu batizar a via como Rua do Imperador, em homenagem a essa visita. Um mês depois, quando foi confirmado que Dom Pedro nem sequer passou por lá, o nome da rua mudou para Rua da Ponte.
O nome oficial de Rua Major Sólon veio em homenagem aos serviços que este prestou à nação brasileira. Na época, Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro, natural de Porto Alegre (RS), fazia parte da campanha republicana.
Como tenente do exército imperial brasileiro, ele participou da Guerra do Paraguai. Com o advento da República, Sólon ficou responsável por intimar Dom Pedro II a deixar o país com toda a família imperial.
Em 25 de novembro de 1889, a rua recebeu seu nome. Ele ainda estava vivo para receber a homenagem.
Só pra lembrar Major Sólon era pai de Ana Solon de Assis esposa de Euclides da Cunha que protagonizou o escândalo de traição culminado com o assassinato do escritor.
Onde hoje existe um posto de gasolina, na esquina com a Avenida Anchieta, havia uma bica, que era conhecida como “Bica do Juca Aleijado”. Na época, a água da bica era utilizada para o abastecimento diário das moradias da vila.
Atualmente, a água ainda passa por lá, mas canalizada. “Se você cavar meio metro de qualquer ponto do chão aqui, sai muita água”, conta Arquimedes dos Santos, funcionário do posto há cinquenta anos.
A maioria da rua é tomada por prédios e casas. O hotel Cambuí Hotel Residence é procurado pela tranquilidade e fácil localização. “Os hóspedes gostam daqui porque é perto do Centro, além de ser calmo”, conta o recepcionista Adriano, que trabalha há sete anos na Rua Major Sólon.
Hoje, a rua liga pontos do Centro de Campinas, atravessando o bairro Cambuí. Entre o final do século XVIII e o início do século XIX, ela era conhecida por ligar Campinas às cidades e vilas vizinhas, pelo caminho dos Goiases. Com o passar do tempo, a via já teve pelo menos cinco nomes. Começou com Rua de Mogi, por conduzir os moradores para a Vila de Mogi Mirim. Depois, com o desenvolvimento do Largo Santa Cruz e a implantação do comércio na região, a via começou a ser usada pelos trabalhadores da região. Para alcançar o largo, as pessoas precisavam atravessar o riacho do Tanquinho (que hoje segue o direcionamento da Avenida Anchieta). Por esse motivo, a rua ficou conhecida como Rua do Rio.
Em meados do século XIX, uma ponte foi construída com pranchões de madeira no local da travessia do riacho, exatamente onde se cruzam a Rua Major Sólon e a Avenida Anchieta. A rua ficou então conhecida como Rua da Ponte do Rio, e a ponte como “Ponte de Santa Cruz”.
Essa frequência de areeiros no ritual do último trago, cruzando com a tagarelice das comadres lavadeiras que marcavam ponto bem ali próximo também, na boca do Juca Aleijado, perto da ponte de Santa Cruz, na baixada da antiga Rua do Rio, depois Rua da Ponte (atual Rua Major Sólon, no cruzamento da atual Av. Anchieta), onde justamente havia uma ponte de madeira, sobre o córrego do Tanquinho, que, aliás, dera o nome à rua, acabaram por tornar mal afamada aquela área num dos extremos da cidade. Um dos espaços públicos malditos de Campinas, que não demorará, como veremos, em transformar-se também num espaço mágico.
O próprio largo de Santa Cruz (Praça XV de novembro) era também conhecido como largo da Forca. Também pudera, existira outrora naquele local um patíbulo, ali construído para o enforcamento do escravo cabinda Elesbão, o que se deu em 9 de dezembro de 1835.
Elesbão, segundo o inquérito de 11 de agosto de 1831, era um negro africano, pertencente à nação cabinda, solteiro, escravo e fugitivo que vivia em um quilombo formado por escravos fugidos do engenho Romão, de propriedade do capitão Luiz José de Oliveira. A versão contada pelas autoridades é de que Elesbão e Narciso teriam matado o Capitão Luiz José de Oliveira, no dia 20 de Maio de 1831, na beira de um córrego.
A pedido Câmara de vereadores de Campinas da época, ELesbão e Narciso foram julgados e então condenados à morte. Narciso foi executado no dia 24 de maio de 1833, em São Paulo. Elesbão foi executado em 9 de dezembro de 1835 em Campinas, após cortejo saído da Cadeia Velha (atual Praça Bento Quirino) e composto pelas autoridades públicas, o Réu, o Vigário, o Sacristão, o Carrasco, a Infantaria da Guarda Nacional e os Soldados da Cavalaria. A população local também estava presente, além de vários escravos enviados por seus senhores para assistirem à execução no Largo Santa Cruz.
Elesbão foi enforcado, desmembrado e colocado em exposição como exemplo de alerta e ameaça aos quilombolas e libertadores. Para os que lutam por igualdade e justiça, Elesbão tornou-se um símbolo de resistência.
Em 1846, Campinas despontava no cenário nacional, pela alta produção de café. O Imperador Dom Pedro II veio então visitar a cidade. Em 1848, a Câmara de Vereadores resolveu batizar a via como Rua do Imperador, em homenagem a essa visita. Um mês depois, quando foi confirmado que Dom Pedro nem sequer passou por lá, o nome da rua mudou para Rua da Ponte.
O nome oficial de Rua Major Sólon veio em homenagem aos serviços que este prestou à nação brasileira. Na época, Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro, natural de Porto Alegre (RS), fazia parte da campanha republicana.
Como tenente do exército imperial brasileiro, ele participou da Guerra do Paraguai. Com o advento da República, Sólon ficou responsável por intimar Dom Pedro II a deixar o país com toda a família imperial.
Em 25 de novembro de 1889, a rua recebeu seu nome. Ele ainda estava vivo para receber a homenagem.
Só pra lembrar Major Sólon era pai de Ana Solon de Assis esposa de Euclides da Cunha que protagonizou o escândalo de traição culminado com o assassinato do escritor.
Fonte:
Livro: - "A cidade: os cantos e os antros":
Campinas, 1850-1900S
Autor: José Roberto do Amaral Lapa
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Campinas: Ontem e Hoje

Um flagrante do cotidiano em 1900 na esquina das ruas Marechal Deodoro e Sacramento, onde hoje é a PUC Central.
Note algo interessante; as palmeiras ao fundo da foto, o quanto cresceram durante todas as décadas que separam as fotos. E também o lampião que iluminava a frente da casa do Dr. Ricardo (Ricardo Glumbeton Daunt).
Note algo interessante; as palmeiras ao fundo da foto, o quanto cresceram durante todas as décadas que separam as fotos. E também o lampião que iluminava a frente da casa do Dr. Ricardo (Ricardo Glumbeton Daunt).

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segunda-feira, 7 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
↷ Lago do Café
O Lago do Café passou a ser parque em 1992, na gestão do prefeito Jacó Bittar (PT) que, em regime de comodato, assumiu a administração do espaço.
O local era usado para práticas de esporte e lazer e abrigava departamentos da Prefeitura, como a Secretaria de Cultura.
Fechado desde 2008 por causa do risco de contaminação de febre maculosa, o Lago do Café, no Taquaral, está em estado de abandono e, apesar de a Prefeitura manter controle da entrada de pessoas, há pelo menos duas famílias que moram dentro do parque. Uma delas está no local há cinco gerações, desde quando o parque ainda era uma fazenda que pertencia ao bisneto de Barreto Leme, Francisco de Paula Bueno. Além da necessidade de entrada das famílias, o Lago do Café também é frequentado por trabalhadores e pela população, uma vez que ainda funciona no espaço o Ministério da Agricultura. A família afirma não ter medo de permanecer no local, embora já tenha recebido orientação da Secretaria de Saúde sobre os riscos.
Os mais de 300 mil m² que fazem parte do parque dão sinais de falta de cuidados e manutenção. O local era usado para práticas de esporte e lazer e abrigava departamentos da Prefeitura, como a Secretaria de Cultura. Mas, desde 2008, a Administração o mantém fechado como medida para eliminar os riscos da febre maculosa. Desde então, as capivaras, que são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da doença, são mantidas confinadas em parte do parque.
Semanas atrás, o confinamento dos roedores passou a ser alvo de polêmica quando a Prefeitura confirmou o abate dos animais baseado em autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Basta andar pelo parque para perceber o descaso: o mato alto começa a tomar conta do espaço de caminhada, que servia de pista de cooper para frequentadores. Sem cuidado, o campo de futebol está inutilizado e um prédio que servia como vestiário está abandonado, com pichações e indícios de má conservação. Outros prédios, como o que abrigava o Espaço Permanente de Artesanato (EPA), está fechado e já aparenta sinais de degradação. A calçada do lado externo do parque também já foi invadida pelo mato, o que inviabiliza a passagem de pedestres.
O local era usado para práticas de esporte e lazer e abrigava departamentos da Prefeitura, como a Secretaria de Cultura.
Fechado desde 2008 por causa do risco de contaminação de febre maculosa, o Lago do Café, no Taquaral, está em estado de abandono e, apesar de a Prefeitura manter controle da entrada de pessoas, há pelo menos duas famílias que moram dentro do parque. Uma delas está no local há cinco gerações, desde quando o parque ainda era uma fazenda que pertencia ao bisneto de Barreto Leme, Francisco de Paula Bueno. Além da necessidade de entrada das famílias, o Lago do Café também é frequentado por trabalhadores e pela população, uma vez que ainda funciona no espaço o Ministério da Agricultura. A família afirma não ter medo de permanecer no local, embora já tenha recebido orientação da Secretaria de Saúde sobre os riscos.
Os mais de 300 mil m² que fazem parte do parque dão sinais de falta de cuidados e manutenção. O local era usado para práticas de esporte e lazer e abrigava departamentos da Prefeitura, como a Secretaria de Cultura. Mas, desde 2008, a Administração o mantém fechado como medida para eliminar os riscos da febre maculosa. Desde então, as capivaras, que são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da doença, são mantidas confinadas em parte do parque.
Semanas atrás, o confinamento dos roedores passou a ser alvo de polêmica quando a Prefeitura confirmou o abate dos animais baseado em autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Basta andar pelo parque para perceber o descaso: o mato alto começa a tomar conta do espaço de caminhada, que servia de pista de cooper para frequentadores. Sem cuidado, o campo de futebol está inutilizado e um prédio que servia como vestiário está abandonado, com pichações e indícios de má conservação. Outros prédios, como o que abrigava o Espaço Permanente de Artesanato (EPA), está fechado e já aparenta sinais de degradação. A calçada do lado externo do parque também já foi invadida pelo mato, o que inviabiliza a passagem de pedestres.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010
↷ Vila Industrial de Campinas
17 de agosto - Dia do Patrimônio Histórico
Bairro Vila Industrial - Campinas
Patrimônio Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.
Preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo, impedindo sua destruição ou descaracterização.
A Vila Industrial é composta por várias casas e vilas, dentre elas a Manoel Freire, que é tombada pelo Condepacc desde 1994. O tombamento não impediu que suas casas fossem totalmente degradadas.
A Vila Manoel Dias (Vila Industrial de Campinas - SP), começou a ser construída por volta de 1908, para os funcionários da Mogiana. A construção da estrada de ferro trouxe imigrantes para trabalhar nas oficinas dessa e de outras companhias ferroviárias como a Paulista. Outras fábricas – como as de equipamentos agrícolas e os curtumes – também se instalaram na região.
Observem a História de sua cidade.
Preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo, impedindo sua destruição ou descaracterização.
A Vila Industrial é composta por várias casas e vilas, dentre elas a Manoel Freire, que é tombada pelo Condepacc desde 1994. O tombamento não impediu que suas casas fossem totalmente degradadas.
A Vila Manoel Dias (Vila Industrial de Campinas - SP), começou a ser construída por volta de 1908, para os funcionários da Mogiana. A construção da estrada de ferro trouxe imigrantes para trabalhar nas oficinas dessa e de outras companhias ferroviárias como a Paulista. Outras fábricas – como as de equipamentos agrícolas e os curtumes – também se instalaram na região.
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