Mostrando postagens com marcador Platão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Platão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de maio de 2015

↷ A Caverna de Platão e a Busca Pela Verdade

A caverna de Platão, gravura da Escola Francesa do séc. XVI
Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.
Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem locomover-se, forçados a olhar apenas para a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do Sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas sombras dos outros e de si mesmos, porque estão no escuro e imobilizados.
O que é a caverna? O mundo de aparências e mitos em que vivíamos.
O que são as sombras projetadas ao fundo? As coisas que percebemos e fomos levados a acreditar como verdadeiras.
Que são os grilhões e as correntes? Nossos preconceitos e opiniões, nossa crença, nossa fé cega, nosso "testemunho".
Quem é o prisioneiro que sai e se liberta da caverna? A pessoa que descobre a verdade sobre o mormonismo.
O que é a luz do Sol? A luz da verdade.
O que é o mundo iluminado pelo sol da verdade? A realidade.
Qual o instrumento que nos liberta e com o qual nós desejamos libertar os outros prisioneiros? O conhecimento.
É incrível a aplicabilidade dessa alegoria, consigo me ver cada vez que leio o relato que a autora nos faz do sujeito que se liberta da caverna. A luz pode nos incomodar, nos fazer sofrer de início, mas ela nos faz bem, ela nos permite ver as coisas como elas são, e finalmente nos liberta. Meu desejo é que todos nós possamos deixar a caverna, mesmo que isso possa ser doloroso.
Extraído do Livro: Convite à filosofia de Marilena Chaui

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Platão

Anne-François-Louis Janmot - O Voo da Alma

Síntese das ideias de Platão:

✓ Em "A República", ele analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.
✓ Ele valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento.
✓ Platão distinguiu dois níveis de saber: opinião e conhecimento.
✓ Platão aplica sua teoria a conceitos como beleza, justiça, bondade.

sábado, 11 de outubro de 2014

↷ Mito da Caverna

Ivan Bilibin

Platão narra uma história alegórica chamada de Mito da Caverna em sua obra mais complexa, A República. O diálogo travado entre Sócrates, personagem principal, e Glauco, seu interlocutor, visa a apresentar ao leitor a teoria platônica sobre o conhecimento da verdade e a necessidade de que o governante da cidade tenha acesso a esse conhecimento.
O que o Mito da Caverna diz?
No texto, Sócrates fala para Glauco imaginar a existência de uma caverna onde prisioneiros vivessem desde a infância. Com as mãos amarradas em uma parede, eles podem avistar somente as sombras que são projetadas na parede situada à frente.
As sombras são ocasionadas por uma fogueira, em cima de um tapume, situada na parte traseira da parede em que os homens estão presos. Homens passam ante a fogueira, fazem gestos e passam objetos, formando sombras que, de maneira distorcida, são todo o conhecimento que os prisioneiros tinham do mundo. Aquela parede da caverna, aquelas sobras e os ecos dos sons que as pessoas de cima produziam era o mundo restrito dos prisioneiros.
Repentinamente, um dos prisioneiros foi liberto. Andando pela caverna, ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser a totalidade do mundo. Ao encontrar a saída da caverna, ele tem um susto ao deparar-se com o mundo exterior. A luz solar ofusca a sua visão e ele sente-se desamparado, desconfortável, deslocado.
Aos poucos, sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existe fora da caverna. Ele percebe que aquelas sombras, que ele julgava ser a realidade, na verdade são cópias imperfeitas de uma pequena parcela da realidade.
O prisioneiro liberto poderia fazer duas coisas: retornar para a caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. Uma possível consequência da primeira possibilidade seria os ataques que sofreria de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia ser uma atitude necessária, por ser a coisa mais justa a se fazer.
Platão está dispondo, hierarquicamente, os graus de conhecimento com essa metáfora e falando que existe um modo de conhecer, de saber, que é o mais adequado para se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça.
Conclusões acerca do Mito da Caverna:
A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada da seguinte maneira:
  • Os prisioneiros: são os homens comuns, ou seja, somos nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras.
  • A caverna: é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso.
  • As sombras na parede e os ecos na caverna: As sombras são distorções das imagens e os ecos são distorções sonoras. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro.
  • A saída da caverna: significa buscar o conhecimento verdadeiro.
  • A luz solar: a luz, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.
Mito da Caverna visto nos dias de hoje
Trazendo a Alegoria da Caverna para o nosso tempo, podemos dizer que o ser humano tem regredido constantemente, a ponto de estar, cada vez mais, vivendo como um prisioneiro da caverna, apesar de toda a informação e todo o conhecimento que temos a nossa disposição.
  • As pessoas têm preguiça de pensar. A preguiça tornou-se um elemento comum em nossa sociedade, estimulada pela facilidade que as tecnologias nos proporcionam. A preguiça intelectual tem sido, talvez, a mais forte característica de nosso tempo. A dúvida socrática, o questionamento, a não aceitação das afirmações sem antes analisá-las (elementos que custaram a vida de Sócrates na antiguidade) são hoje desprezados.
  • A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos do século XXI que apenas vivem como se a própria vida tivesse importância maior que a preservação da sociedade. As notícias falsas estão enganando cada vez mais pessoas que não se prestam ao trabalho de checar a veracidade e a confiabilidade da fonte que divulga as informações.
  • As redes sociais viraram verdadeiras vitrines do ego, que divulgam a falsa propaganda de vidas felizes, mas que, superficialmente, sequer sabem o peso que a sua existência traz para o mundo. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.
  • Quem ousa opor-se a esse tipo de vida vulgar, soterrada na ignorância, presa na caverna como estavam os prisioneiros de Platão, é considerado louco. Os escravos presos no interior da caverna não percebem que são prisioneiros, assim como as pessoas que estão presas na mídia, nas redes sociais e no mar de informações, muitas vezes desinformantes, da internet, não percebem que são enganadas.
  • Vivemos na época do predomínio da opinião rasa, do conhecimento superficial, da informação inútil e da prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância.
Fonte: Francisco Porfírio
Professor de Filosofia [Referência]

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Grandes Filósofos:

Jacques-Louis David - "A Morte de Sócrates"
⇒ Tales de Mileto
Data de Nascimento: (624-625 a.C.)
Data de Morte: (556-558 a.C.)
Nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia.
É o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.
⇒ Pitágoras
Data de Nascimento: 571 a.C.
Data de Morte: 497 a.C.
“Os homens são miseráveis, porque não sabem ver,
nem entender os bens que estão ao seu alcance.”

Pitágoras
Nasceu em Samos, uma ilha da Grécia.
Fundou uma escola mística e filosófica em Crotona (colônias gregas na península itálica), cujos princípios foram determinantes para a evolução geral da matemática e da filosofia ocidental sendo os principais temas a harmonia matemática, a doutrina dos números e o dualismo cósmico essencial.
Teve como sua principal mestra, a filósofa e matemática Temstocléia.
⇒ Demócrito
Data de Nascimento: 460 a.C.
Data de Morte: 370 a.C.
Nasceu em Abdera (Trácia), e é tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático. Cronologicamente é um erro, já que foi contemporâneo de Sócrates e, além disso, do ponto de vista filosófico, a maior parte de suas obras tratou da ética e não apenas da physis (cujo estudo caracterizava os pré-socráticos).
⇒ Platão
Data de Nascimento: 428-427 a.C.
Data de Morte: 348-347 a.C.
Nasceu em Atenas. Autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental,
⇒ Aristóteles
Data de Nascimento: 384 a. C.
Data de Morte: 322 a. C.
Nasceu em Estagira (Macedônia). Aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia.
⇒ Santo Agostinho (Agostinho de Hipona)
Data de Nascimento: 13 de novembro de 354
Data de Morte: 28 de agosto de 430
Nasceu na Argélia e foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental.
⇒ Nicolau Copérnico
Data de Nascimento: 19 de Fevereiro de 1473
Data de Morte: 24 de Maio de 1543
Copérnico nasceu em Torun, Polônia e desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cônego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico.
⇒ Galileu Galilei
Data de Nascimento: 15 de fevereiro de 1564
Data de Morte: 8 de janeiro de 1642
Nasceu em Pisa (Itália) e foi personalidade fundamental na Revolução Científica. Desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, quatro dos satélites de Júpiter, os 4 anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo.
⇒ Johannes Kepler
Data de Nascimento: 27 de dezembro de 1571
Data de Morte: 15 de novembro de 1630
Nasceu na cidade imperial Weil der Stadt no estado alemão. Foi matemático e astrólogo e figura-chave da Revolução Científica do século XVII.
Foi responsável por ter formulado as leis da mecânica celeste ou simplesmente Leis de Kepler:
▪ Lei das Órbitas;
▪ Lei das Áreas;
▪ Lei dos tempos.
⇒ René Descartes
Data de Nascimento: 31 de Março de 1596
Data de Morte: 11 de Fevereiro de 1650
Nasceu em La Haye cidade próxima de Paris. Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna.
⇒ Thomas Hobbes
Data de Nascimento: 5 de abril de 1588
Data de Morte: 4 de Dezembro de 1679
Nasceu na Aldeia de Westport (Inglaterra). Foi matemático, teórico político, e filósofo. Autor de Leviatã.
Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades.
⇒ John Locke
Data de Nascimento: 29 de Agosto de 1632
Data de Morte: 28 de Outubro de 1704
Nasceu em Wrington (Inglaterra). Foi filósofo e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do "Contrato Social".
⇒ Isaac Newton
Data de Nascimento: 4 de janeiro de 1643
Data de Morte: 31 de março de 1727
Nasceu em Woolsthorpe-by-Colsterworth (Inglaterra)
Newton foi um gênio da sua época. Além de física e matemática, ele estudou filosofia, astronomia, alquimia, teologia, astrologia entre outras ciências. Ele, juntamente com vários outros cientistas e pensadores da época, acreditavam que o estudo dessas ciências possibilitaria a compreensão e estudo dos fenômenos naturais
Dentre os muitos trabalhos que Isaac Newton elaborou, podemos citar:
▪ O desenvolvimento da série de potência de um binômio, que hoje é conhecido pelo nome de binômio de Newton;
▪ A criação e desenvolvimento do cálculo diferencial e cálculo integral.
▪ O estudo sobre os fenômenos óticos que possibilitaram a elaboração da teoria sobre a cor dos corpos;
▪ O estudo das leis dos movimentos, lançando as bases da Mecânica;
▪ O desenvolvimento das primeiras ideias sobre a Gravitação Universal.
⇒ Gottfried Wilhelm Leibniz
Data de Nascimento: 1 de julho de 1646
Data de Morte: 14 de novembro de 1716
Nasceu em Leipzig na Alemanha. A ele é atribuída a criação do termo "função" (1694), que usou para descrever uma quantidade relacionada a uma curva, como, por exemplo, a inclinação ou um ponto qualquer situado nela. É creditado a Leibniz e a Newton o desenvolvimento do cálculo moderno, em particular o desenvolvimento da integral e da regra do produto. Descreveu o primeiro sistema de numeração binário moderno (1705), tal como o sistema numérico binário utilizado nos dias de hoje. Demonstrou genialidade também nos campos da lei, religião, política, história, literatura, lógica, metafísica e filosofia.
⇒ François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire
Data de Nascimento: 21 de novembro de 1694
Data de Morte: 30 de maio de 1778
Nasceu em Paris. Foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês.
Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.
⇒ Immanuel Kant
Data de Nascimento: 22 de Abril de1724
Data de Morte: 12 de Fevereiro de1804
Nasceu em Königsberg na Alemanha, considerado como o último grande filósofo da Era Moderna.
Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo.
Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.