quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


“O maior bandido que existe é o Estado”. (José Arbex)
Escrivã foi colocada nua, revistada à força e ainda filmada. A cena foi escatológica.
Vê-se nessa cena de selvageria um frenezi proporcionado pelo trabalho policial e eu me pergunto: Há muitos policiais (homens) corruptos, no entanto nunca se viu fazer uma revista como fizeram com a escrivã. Por quê?
O primeiro inquérito policial foi arquivado a pedido do procurador Lee Robert Kahn da Silveira. Além de não enxergar abuso nas imagens que chocaram o País, ele ainda elogiou a atuação dos delegados “Não vislumbro crime de abuso de autoridade na conduta do Delegado de Polícia Eduardo Henrique de Carvalho Filho e/ou membros de sua equipe (…) posto que, a meu ver, não agiram movidos por interesse pessoal ou por ódio, mas por zelo à administração pública. (…) Agiram portanto, estritamente no exercício de suas funções policiais”. Imaginem se eles “tivessem ódio”???? Esse promotor que recebe o seu salário (bem alto) com o nosso dinheiro tem um jeito "Muammar Khadafi" de ser.
Agora diante da repercussão do fato chegou até a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário que emitiu nota contra abuso de poder sofrido por escrivã paulista. Só então o governador Alckmin decidiu pedir afastamento dos delegados.

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